sábado, 18 de abril de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 66 - Depois do dilúvio, e o mistério se complica....

30/01/2026 

Participantes da sessão:
Eraldin, Elfo (Marco);
Kazuma, Especialista (Guilherme);
Crepúsculo, Magista (Rheica);
Nathaly, Gnoma (Vinny).

Por Marco Eraldin 

Reunião
Um dia após o início dos trabalhos na Ratoeira e o primeiro encontro com os elfos Ethien e Balerian, um grupo se reuniu novamente para continuar os reparos e a limpeza da região. Desta vez, a comitiva era formada por Eraldin, Crepúsculo, Kazuma e Nathaly.
 

Rumores e Preces
Enquanto trabalhavam, Eraldin e Kazuma — conhecidos de longa data das incursões ao Poço — aproveitavam para colocar o papo em dia. Eraldin narrou a caçada do clã dos orcs ao "Assassino das Rosas", enquanto Kazuma relatou seus embates contra as Máscaras Noturnas e sua busca por vingança pela morte de Duran.
 

Ao mencionarem as Máscaras Noturnas, o alerta geral acendeu. Eraldin relembrou o encontro suspeito com os elfos no dia anterior. Crepúsculo, ao ouvir a descrição, recordou-se de ter visto a dupla no Templo de Helina, onde os ouviu em uma prece fervorosa: "Senhora da Manhã, proteja a mim e a meu irmão, para que consigamos aqui as pistas do mal que combatemos."
 

O Rastro nas Ruínas
A conversa foi interrompida pela angústia de Nathaly, que buscava desesperadamente por seus familiares desaparecidos há dias em Irlun. Enquanto o grupo prometia ajudá-la na busca, os mesmos elfos foram avistados esgueirando-se novamente pelos muros da Ratoeira.
 

O grupo agiu rápido e iniciou uma perseguição cautelosa pelas vielas. Kazuma seguia na vanguarda, seguido por Nathaly, com Eraldin e Crepúsculo fechando a retaguarda. O rastro os levou a uma área devastada pelas chuvas, repleta de construções desmoronadas. Lá, cruzaram com um velho de cabelos brancos que berrava profecias apocalípticas sobre o "castigo dos deuses" e o retorno das chuvas purificadoras em Irlun. Nathaly, indignada com o discurso, mal deu ouvidos ao velho, e o grupo focou no que importava: uma casa onde Kazuma viu os elfos antes de desaparecerem.
 

Emboscada e o Salvador Inesperado
Dentro da residência, encontraram um alçapão com uma corda que levava ao subterrâneo. Kazuma desceu para investigar enquanto os outros montavam guarda. Foi então que o perigo se revelou: três inimigos — dois espadachins e um arqueiro — surgiram para o combate.
 

A batalha foi intensa. Eraldin conjurou sua armadura mágica e sacou a espada; Crepúsculo, sem armas de curto alcance, improvisou usando suas flechas para o combate corpo a corpo, enquanto Nathaly se posicionava para disparar à distância. Os aventureiros ganhavam terreno, e Eraldin conseguiu amedrontar um dos oponentes para auxiliar Crepúsculo, mas no fim, quem o finalizou foi Nathaly, com uma flechada perfeita.
 

A vitória parecia certa, até que um mago chamado Sael surgiu das sombras, atingindo Eraldin gravemente com dois mísseis mágicos. Kazuma, ouvindo o caos acima, começou a escalar de volta para tentar um ataque surpresa. No momento crítico, enquanto Eraldin protegia Crepúsculo para que ela o curasse e Nathaly mantinha a pressão ofensiva contra os adversários, Sael se preparava para um golpe de misericórdia.
 

Antes que o mago pudesse agir, ele foi fulminado por duas rajadas de luz pura, morrendo instantaneamente. Ao olhar para as sombras de uma casa próxima, Eraldin avistou a silhueta de Ethien, novamente desaparecendo nas sombras.
 

A calmaria antes da tempestade....
Com o líder morto, os inimigos restantes fugiram desesperadamente. Eraldin e Nathaly tentaram detê-los, mas os fugitivos desapareceram no labirinto das vielas. Kazuma reuniu-se ao grupo para ajudar a saquear os corpos e processar o ocorrido. O sentimento era um misto de preocupação e euforia, misturado com alívio, mas uma coisa era inegável: o grupo só saiu sem baixas daquele embate graças à intervenção providencial de Ethien.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OLD DRAGON - JA1 O Santuário Esquecido parte 1

A Buró Editora lançou já há algum tempo a minha aventura O Santuário Esquecido. Foi extremamente gratificante um vez que OD2 é, na minha opinião, o sistema brasileiro mais completo e abrangente, não devendo nada a nenhum dos medalhões estrangeiros.

Desde que comecei a desenvolver a aventura, sempre esteve nos planos criar uma ambientação consistente que abrisse possibilidades ao mestre de explorar junto com os jogadores a região do Lago Norte e as Três Cidades, assim como seus principais moradores.

E como curiosidade, vários dos nomes de PdMs dessa aventura são PJs do grupo de D&D que participo desde 1991. Então, como formas de homenagem, há nomes ali de personagens que se aventuram há mais 30 anos.              

E mais feliz ainda fiquei quando recebi a mensagem de um amigo, Zé Emygdio do CE (do Joga Iniciativa - RPG Fortaleza @joga.iniciativa.fortaleza),  que ele estava jogando a aventura e gerando relatos dela. Eu particularmente SEMPRE quis ouvir de outros mestres ou jogadores as suas versões das minhas histórias.  

Então, sem mais delongas, vamos acompanhar os bravos aventureiros no mistério do Santuário Esquecido.    

 


Relato Unificado — Sessão 12/03/26

Após deixarem Pomar Branco, o grupo seguiu viagem rumo ao Vilarejo da Figueira, atendendo ao chamado da sacerdotisa Ivrian.
 
A jornada, porém, rapidamente cobrou seu preço. No meio do caminho, sob o sol e o cansaço acumulado, o silêncio foi rompido por um ataque vindo dos céus: grifos famintos mergulharam sobre o grupo, atraídos principalmente pelos cavalos.

O confronto foi rápido, mas brutal. As criaturas, mesmo aparentando fraqueza, demonstraram toda sua ferocidade ao dilacerar as montarias. Em meio ao caos, Evendur enfrentou uma das feras diretamente, enquanto Quintus utilizava sua fé para manter vivos aqueles que ainda podiam ser salvos. O combate tomou um rumo impressionante quando Zellin, o pequeno halfling recém-integrado ao grupo, lançou-se sobre um dos grifos em pleno voo. Com coragem quase suicida, ele atacou a criatura repetidamente até abatê-la no ar, sendo salvo de uma queda fatal graças à intervenção mágica de um aliado. Ao final, os heróis sobreviveram, embora com ferimentos, sem perdas entre os animais.

Seguindo viagem, chegaram ao Vilarejo da Figueira, onde encontraram um ambiente estranho e inquietante. Apesar de um festival animado, com música e batuques constantes, havia uma tensão palpável no ar: guardas atentos, olhares desconfiados e uma sensação de que algo estava profundamente errado.

Buscando abrigo e respostas, o grupo encontrou um pequeno santuário dedicado a Santo Artheus, onde foram recebidos por Ivrian, sacerdotisa local e assistente da líder espiritual Jadhel, que se encontrava ausente — ou, como logo descobriram, gravemente incapacitada. Durante a noite e amanhã seguintes, os aventureiros reuniram informações que revelaram um cenário preocupante.

Uma doença misteriosa assola o vilarejo: começava com calafrios, evolui para febre intensa e culminava em um sono profundo semelhante a um coma — condição que havia acometido a própria Jardel. Paralelamente, surgiram indícios de atividades suspeitas envolvendo contrabando, possivelmente ligados ao prefeito Estefano. Além disso, um jovem homem chamado Galtrek retornara da floresta ferido e em estado de choque, após entrar acompanhado e voltar sozinho, levantando ainda mais dúvidas sobre os perigos que cercavam a região.

Assim, entre o eco dos festejos e o peso de segredos ocultos, o grupo percebeu que o verdadeiro desafio apenas começava. O Vilarejo da Figueira escondia mais do que aparentava — e a investigação que se iniciava prometia ser tão perigosa quanto as batalhas já enfrentadas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 65 - O Sonho do Baile Fantasma e o Mago Prisioneiro

 Relato de sessão, 13/02/2026

 Mestre Renê

Aventureiros:

Solaire de Helina, Arcanista nível 1

Crepúsculo, Magista nível 2

Lioren Folhavil, Elfo nivel 3

Vênus, Combatente nível 2

Ammy, Combatente Nível 2

Eraldin, Elfo Nivel 3

Por Solaire de Helina

"Os aventureiros entram para mais uma noite explorando aquele temido poço.... Retornaremos com vida? Mortos? Me pergunto o que pode ocorrer ali dentro...

Após a parada do elevador, seguimos por um corredor desconfortavelmente escuro, utilizamos da lamparina de Eraldin para conseguirmos enxergar sem que fossemos atacados, ou humilhantemente fossemos levados para um buraco que nos traria a morte.

Após o auxílio de Ammy para descermos uma rampa sem muitas dificuldades, chegamos a uma porta, o visual dela nos remetia puramente a magia, logo os arcanista e o elfo do grupo ficaram animados, e com razão.

Entramos na porta, um salão bem iluminado nos recebeu, logo percebemos onde estávamos... Um baile cadavérico, um esqueleto estranho nos recepcionou, exigindo etiqueta ou um convite de seu senhor, Malazar.

Logo ao aderir postura formal e etiqueta ideal, o esqueleto nós permitiu prosseguir para o baile, os aventureiros foram dançar em conjunto, enquanto eu... Preferi manter distância, uma aventura nova talvez? Decidi fazer par com uma fantasma que ali dançava em solidão, foi uma experiência de fato inédita, o salão passou de algo fantasmagórico para algo... Bonito? Novo?

Os fantasmas se tornaram pessoas, inclusive a que dançava junto a mim, ao fim da dança, ela me entregou um pacote, pacote esse que tinha um relógio muito bonito, mas aparentemente com defeito, sempre indo em direção contrária ao convencional, para quê eu iria querer um relógio que funciona no sentido anti-horário se não fosse para vender?

Por fim, a dança chegou ao fim, o palácio voltou a ser fantasmagórico como antes, o mesmo para os espíritos ali presentes.

Seguimos caminho por uma porta, situação essa que nos levou a outro grande corredor, com diversos quadros de um mago ao longo do tempo, desde sua juventude até sua velhice.

Decidimos descansar, estávamos com fome e com sede, fizemos um pequeno acampamento improvisado, no fim desse descanso, decidi tomar iniciativa em algo arriscado...
Queria aproveitar a onda de energias boas que vinha da área, bizarra mas estranhamente boa, peguei meu pergaminho mais poderoso... Receptáculo, e quando utilizei a magia no anel dado a Lioren por Mirandimax... Funcionou? Tudo está escuro... Apenas vejo... Almas?"

(A partir daqui o relato já não será mais nos olhos de Solaire, pelo fato de anéis não  escreverem relatos)

Vênus levou o corpo agora desmaiado de Solaire para o elevador e ali ficaram, enquanto seus aliados prosseguiram pela estranha masmorra, chegando em uma área com diversos quadros espalhados e uma porta sem maçaneta, por fim, Eraldin adquiriu alguma joias e ouro, quase sendo atacado por um dos quadros que pareciam olhar para os corajosos aventureiros.

Era um quebra-cabeça, a maçaneta da porta estava em um baú atrás do último quadro da sala, juntamente dos tesouros encontrados pelo sagaz elfo, ao ser resolvido pelos exploradores, uma porta para a próxima sala foi aberta.

Chegando lá, percebe-se que a sala possuía um tamanho quase que irreal, quilômetros de extensão, com uma mesa aparentemente para banquetes bem centralizada, varias estatuas de armaduras espalhadas ao fundo, nossos protagonistas desta jornada avistaram objetos da mesa, inclusive uma caneca e uma garrafa (que estranhamente possuíam a logo da taverna da Caneca Furada).

Por fim, ao avistarem as estatuas se mexendo, decidiram bater em retirada de forma segura.

Todos retornaram vivos.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 64 - Depois do dilúvio

 

Sessão: Sexta-feira, 16/01/2026

Eraldin, Elfo (Marco)

Belizarius, Magista (Guilherme)

Crepúsculo,  Magista (Rheica)

Sávio, Combatente (Augusto) 

 Após o recesso de "Natal", a neve e a chuva finalmente deram trégua em Irlum. O grupo de aventureiros — formado por Eraldin, o Celeste; Belizarius, o Mago; e Savio, o Guerreiro — aproveitou o tempo firme para percorrer as ruas da cidade em busca de novas missões.

O Mistério da Taverna Furada

Durante a andança, decidiram passar na Taverna Furada para conferir se o local já havia voltado ao funcionamento normal. No caminho, ouviram boatos sombrios de que o estabelecimento estaria à venda. Para verificar a história, Eraldin bateu à porta e foi recebido por Mick e Jagger, que logo desmentiram os rumores: tratava-se apenas de uma reforma mais demorada. No entanto, o clima amistoso foi cortado por um rosnado sinistro vindo de dentro do estabelecimento, por uma criatura desconhecida que se aproximava da porta, encerrando a conversa abruptamente.

Trabalho Duro na Ratoeira

Sem a taverna disponível e sem missões imediatas, o grupo planejava ajudar Belizarius em sua investigação sobre o demônio que ele e Savio enfrentaram anteriormente em Irlun. Contudo, o destino mudou o rumo da tarde quando um transeunte comentou sobre as dificuldades do povo da Ratoeira, que precisava desesperadamente de ajuda com limpeza e reconstrução. Sávio prontamente se voluntariou, seguido por Eraldin. Belizarius, por sua vez, preferiu resguardar-se para focar em sua investigação.

Enquanto Eraldin e Savio trabalhavam duro na reconstrução, o Celeste aproveitou para conversar com moradores e guardas, colhendo notas importantes sobre a origem das enchentes que assolavam a região.

Encontros Suspeitos e Sombras de Shoggoth

Ao final do primeiro dia, dois desconhecidos de aparência élfica foram vistos esgueirando-se pelos muros da Rataria. Eraldin os abordou e descobriu que se chamavam Ethien e Balerian. Eram forasteiros, recém-chegados há três dias. O rapaz parecia tenso e seu semblante mudou drasticamente ao ouvir menções ao clã dos orcs — algo que até Savio, observando de longe, notou. Percebendo isso, Eraldin optou por não estender o assunto, orientando que procurassem o clã dos orcs se precisassem de ajuda, e a dupla desapareceu pelas vielas.

Paralelamente, a busca de Belizarius rendeu frutos. Após consultar templos e especialistas, o mago finalmente descobriu o nome da entidade que buscava: Shoggoth.

Conclusão e Vigilância

À noite, o grupo se reuniu para partilhar as descobertas. Belizarius alertou os companheiros para redobrarem o cuidado na Rataria, pois todos suspeitavam que os elfos forasteiros pudessem ter ligações com os Máscaras Noturnas, aviso esse que foi estendido para todo os membros do clã. No dia seguinte, o trabalho na Ratoeira continuou. Paralelamente ao trabalho, Savio aproveitou para ir em uma taberna próxima para colher mais informações sobre as ruas e novos visitantes. Eraldin comunicou seus receios aos guardas dos Plumas Azuis que, ao fim do dia, chegaram a avistar os suspeitos. Tentaram segui-los, mas os dois desapareceram misteriosamente entre as vielas da rataria.