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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

DESERTO DE CINZAS - Sessão 21

 06/02/2025

Relato 21

Por Zárganon (Vit@o)

Você só vai me ensinar sobre as runas mágicas se eu te contar como as consegui? Olha, tudo bem, eu conto, mas é segredo, hein!

Fiz novos amigos, gastei meus chicletes em armadura e equipamentos de exploração e entrei no carro tunado de Pilgrim. Tava chovendo muito e passamos por alagamentos, lamaçais que iam deixar meu C31ta atolado. Chegamos numa cidade sob escombros, com prédios derretidos e torres desabadas. Estacionamos o bichão com a trava antifurto e já pronto pra fuga. Verificamos que o caminho até a entrada do shopping estava livre, mesmo assim o caminho até lá foi tenso. Tinha uma van guardando a passagem, mais tensão. Dentro dela tinha um esqueleto velho com terno verde, devia ser o dono dha van. 

Corvo Albino lutava contra seus medos, não do esqueleto, mas da van. Enquanto isso, Mohini adentrou o estacionamento com sua lanterna e viu um caminhão bem novo, ótimo estado. Aos poucos fomos entrando e vimos mais coisas por lá: uma enorme planta carnívora que borrifa algum tipo de gás; e um corpo de onde brotejavam diversos tipos de fungo. Corvo, que é saqueador, fuçou o corpo e encontrou mais uma colônia, que Mohini agora está estudando. Eu estava tossindo muito, minha saúde é precária e contava com meus amuletos da sorte, mas eles falharam criticamente e achei que fosse morrer. Pilgrim foi pesquisar o caminhão que tinha uma pintura exagerada com um guerreiro másculo galanteando uma mulher e, quando encostou o ouvido no baú, tomou um choque: o caminhão é protegido por uma runa.

Fomos até a porta que levava ao depósito, e nela Corvo conseguiu ouvir tudo: havia um bicho escondido. Abrimos a porta lentamente, o bicho fugiu. No fim do corredor tinha um banheiro, e lá os restos de alguém que tirou a própria vida. A saqueadora Mohini resgatou o revólver, o tambor estava cheio de balas (exceto pela disparada na têmpora do morto). Então entramos na sala atrás do bicho, que eu, ouvindo errado, achava que era um androide, até tentei conversar, affff! Lá havia uma piscina de cinzas, sem sinais do bicho. Pilgrim emprestou sua vara de 3m para Mohini, que cutucou o fundo e de lá surgiu um tentáculo segurando o pé de Mohini. Ela conseguiu se soltar, mas a vara foi sugada e desapareceu. Então eu cometi o erro de mais uma vez confiar no meu amuleto: tentei lançar uma magia sobre a criatura, não consegui, e só não caí morto porque as urucubacas dos meus amigos foram mais forte. A partir daí fiquei zonzo e só queria ir embora. Mas o pessoal ainda estava atrás do bicho, e entraram na sala do gerador: viram um ninho de ratos mutantes, com o rei rato ao fundo. Pilgrim acertou um tiro e foi rápido para fechar a porta, mas os ratos de alguma maneira sabiam puxar a maçaneta, e então preparamos um plano: ficamos posicionados na saída do corredor, e Mohini soltou a maçaneta, colocou a granada com fusível de 5 seg no chão e saiu correndo. A granada matou alguns, mas outros foram rápidos e, quando saíam do corredor, Corvo lançou outra granada que estilhaçou todos os outros. Nisso eu tive sorte, e nem precisei do amuleto: só duas dentaduras de rato foram danificadas, as outras são estas daqui, com as runas. 

Bem, o restante do grupo estava querendo voltar no gerador porque lá tinha muita gasolina. Mas o rei rato estava enfurecido e estraçalhou a armadura de Pilgrim. O pessoal errou os disparos e tive que ajudar Pilgrim a se desvencilhar daquele bicho nojento. Saímos correndo, mas o rei rato continuava atacando Pilgrim, até que ele conseguiu correr pra van, esquecendo todos os seus medos, e Mohini acertou um belo tiro na peste. 

Cheguei em Libertas com a pereba dos cogumelos que matou o cara do estacionamento. Meus amigos ajudaram a pagar o tratamento, agora devo mais essa, então, se você quiser saber de mais detalhes da viagem é só pagar uns chicletes.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

DESERTO DE CINZAS - Sessão 20

 30/01/2025

Relato 20

Por Tex (Tiago Angelim)

Fazia tempo que eu não saia com aqueles aventureiros desgarrados. Mas hoje estava afim de correr um pouco de riscos e, quem sabe, me esbaldar em algum lugar por aí... Me juntei ao Corvo Albimo, um cara bem forte, mas com um coração mais forte ainda. Ele falou que tinha um cara que pilotava um carro muito bom, para viajar pelo deserto de cinzas e eu topei na hora. Esse cara é um tal de Pilgrim, um habilidoso e experiente piloto das dunas desérticas cinzentas. Por último, veio o jovem Tommy, que estava bem calado, esse dia. 

Partimos para o Shopping, onde falaram que ali poderia ter alguma coisa boa. No caminho, quase fomos pegos por um tornado relampejante, mas o ardiloso foi para o sul, enquanto nós fomos para o nordeste. Chegando sãos e salvos, percebemos que o tal Shopping estava bastante deteriorado, mas com certeza não estaria desabitado, por isso, fomos com cautela, analisando o perímetro. Eu desci do carro e fiquei dando cobertura, até que percebi que o carro deu a ré. Fiquei de tocaia e esperei o momento certo. Quando o guarda apareceu, ele antes que pudesse avisar seu outro companheiro, teve a nuca empalada por uma seta da minha fiel besta. Resolvemos guardar o carro e fomos na outra direção, já que naquela, haviam muito guardas vigiando. Nessa direção, fomos autuados por um robô meio defeituoso. Ele pediu nossas credenciais e aproveitamos para ver o crachá do guarda que havia abatido. Eredinaldo, o nome do morto. Corvo Albino tentou gabelar o robô, mas o robô estava bem desconfiado, foi quando Pilgrim deu a ideia de que éramos mecânicos de robôs, assim, o inocente robô, se deixou ser analisado e assim desligado. Aproveitamos para levar sua carcaça conosco, para vendê-lo e conseguir alguns bons chicletes. Ainda não satisfeito, vasculhamos aquele prédio que o robô guardava, mas só avistamos uma espécie de "Cuspidor" na claraboia do último andar do shopping. Duas aves do tamanho de cavalos e com partes de metal  devoravam um humano, assim falou Pilgrim, que foi o único que conseguiu ver, já que estava com a mira do rifle que carregava. Nesse meio tempo, ouvimos sons de algo se movendo lá em baixo, quando olhamos pelos espaços sem parede, avistamos os guardas, os tais “Kidspunks”, que pareciam procurar por invasores. Tex e Corvo Albino se misturaram à densa camada de cinzas que cobria o chão, enquanto Pilgrim atirou no ninho e as aves voaram com ira, pegando um deles e fazendo com que os outros fugissem apavorados. Deixaram uma motinha enfeitada de cachorro. 

Com isso, conseguimos uma moto nova e um robô, para descarte em Libertas. Foi um dia até proveitoso, acho que nunca consegui tanto chiclete na vida. Naquela noite, consegui passar bons momentos em algum lugar não muito seguro, mas bem subversivo, de Libertas.  Ao som do comercial da Sardinha 88.

Relato de Tex, o Cinzento.

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 19

Relato 19

Por Thiago "Elendil" (@bs.rpg)

Grupo:

Marcuse, Cultista das Cinzas

Pilgrim, Motorista Mentecapto

Sha’ashar, Alien Destituído

Madjunk, Saqueador do Deserto

Baltazar, Saqueador do Deserto

Depois de interrogar o soldado Rafael, salvo na última expedição do grupo, o grupo decide seguir na direção da base dos Pacificadores, com a intenção de procurar trabalho. O soldado falou não só a localização de sua base, em um velho complexo prisional, mas também que esteva mapeando os túneis do metrô. 

Seguiram para o Norte no carro de Pilgrim. Madjunk foi na parte de trás, onde fica o lança chamas, soltando mais gases do que a arma seria capaz. Dentro do carro, Marcuse seguia no banco do passageiro e, no banco de trás, Sha’ashar levava seu escorpião cinza telepático no colo, enquanto que Baltazar segui a calado ao seu lado.

A viagem segue com tranquilidade por apenas 20 minutos. O horizonte, anteriormente cinza e estático, ganha um tom avermelhado, que rapidamente se torna mais profundo, da mesma cor de sangue fresco. Do Leste, um enorme tornado se aproxima, vermelho e carregando o fedor de carne podre. Imediatamente Pilgrim desvia para o Oeste e começa a se afastar da abominação. Sangue cai sobre o carro em gotas rápidas, assim como grandes pedaços de corpos, tanto de humanos como de outras cosias. Mas, Pilgrim não é rápido o suficiente e o carro é erguido do chão pelos ventos pútridos. O sangue contamina os aventureiros. O braço esquerdo de Baltazar se torna insetóide e as costas de Sha’ashar cefalópode.

Tudo gira conforme o carro voa. Pedaços de corpos em alta velocidade batem na lateria do carro, amassando a lataria e quebrando janelas.  Do lado de fora, Madjunk quebra o vido de trás e entra desesperadamente no carro. Depois do que parece uma eternidade, mas que na verdade foram 30 segundos, o carro é arremessado para longe, depois de chegar ao topo do tornado. As Cinzas se aproximam rapidamente, os passageiros esperam a morte certa. 

Marcuse pega um pequeno frasco, com um pó brilhante e vermelho, Vácuo. Ele o cheira. As veias de seu corpo ficam muito escuras, podendo ser vistas facilmente. Ele tem uma alucinação: uma cidade na sua frente, pessoas caminhando, carros nas ruas. De repente, um enorme feixe vermelho e amarelo cai dos céus, passando por cima da cidade. Deixando apenas cinzas para trás. Ele sente raiva, medo e, acima de tudo, desejo de vingança. Por um momento, consegue controlar as Cinzas por completo, e as ordena que façam um tornado menor, um que possa amortecer a queda do carro. As Cinzas obedecem. Eles chegam ao chão sem segurança, o tornado se afastando para o Oeste. As almas cobram seu preço. Os espíritos vêm até Marcuse e rasgam um pedaço de sua alma como pagamento.

O grupo segue.

Depois de mais algumas horas de viagem, uma chuva ácida se aproxima, mas já acostumado com isso, Pilgrim para o carro próximo a uma duna e o cobre com uma lona e Cinzas. O grupo passa meia hora dentro do carro abafado, jogando cartas. Seguem a viagem a noite, já estando bem próximos da prisão. Madjunk dá uma dose de cachaça para manter Pilgrim acordado.

Durante a noite, no horizonte escuro, Pilgrim avista uma forte iluminação e segue naquela direção. Ao chegar vê uma grande cratera no chão, ao seu redor um grande caminhão com holofotes montados na caçamba. As luzas apontam para a cratera. Além disso, dezenas de Pacificadores. Eles são cercados e um homem os manda descer do carro. O homem é o Sargento Gabriel, meia idade, cabelos pretos e curtos.

Marcuse explica que recentemente eles salvaram um soldado pacificador e que eles não são inimigos. O Sargento, depois de alguma conversa, faz um acordo com eles, se três deles descerem a cratera e abrirem o meteorito lá no fundo, ele vai aceitar que eles não são inimigos. Madjunk, Sha’ashar e Marcuse vestem trajes antirradiação, dados pelos pacificadores, e descem cratera. Ao chegarem no fundo, percebem que o meteorito é coberto de runas. Os três escutam uma voz em sua mente. Ela pede liberdade, falando que pode criar uma distração para que fujam, pois ele acredita que os pacificadores irão matar todos. Sha’ashar resolve ajudar o ser. Ele obedece a instrução de colocar um poco de sangue sobre a superfície do meteorito. Ao fazê-lo o sangue cobre as runas e o meteorito se abre repentinamente.

A criatura aparece. Um ser alto e magro, com braços muito longos e uma cabeça estranha em forma de V. Seus olhos brilham amarelos. Uma escuridão profunda toma conta de todo o lugar. Tiros e gritos preenchem o ambiente. Aproveitando o caos, os aventureiros fogem, mas, antes, Madjunk pega uma estranha esfera dentro do meteorito e Baltazar rouba um carro dos Pacificadores. Depois disso, retornam para Libertas.

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 18

 Relato 18

por Thiago "Elendil" (@bs.rpg)

Grupo:

Marcusian Noilax, Cultista das Cinzas

Pilgrim, Motorista Mentecapto

Mohini, Saqueadora do Deserto

Tambor, Robô Livre

Tommy, Sobrevivente Primevo


Saindo de Libertas, o grupo se desloca para a entrada subterrânea próxima a “estátua corcunda”. Pela primeira vez em um longo tempo, o dia não está na nublado. Na verdade, está muito quente, com um céu bonito e azul. No caminho veem uma espécie de homenagem nas Cinzas, onde viram um homem morrer na semana anterior, um círculo de balas com uma cabeça de urso de pelúcia no meio. Apesar dessa estranha visão, a viagem é tranquila e em algumas horas o grupo chega no local. Eles escondem o carro de Pilgrim sob uma duna de Cinzas.

Marcusian observa os anjos de cinza na praça, contando que eles são sagrados e que não foram esculpidos por nenhuma mão mortal. O grupo tem pressa, e rapidamente desce pela passagem no chão da praça. O caminho é estreito e escuro, mas já foi traçado antes e os aventureiros seguem firmes. A passagem leva a um grande túnel de metrô, Pilgrim tira um mapa da mochila e segue as instruções que levam para um X vermelho.

No caminho, os olhos amarelos e brilhantes dos pequenos aparecem nas rachaduras das paredes. Eles seguem o grupo por um tempo, é possível ouvir sua passagem pelo túnel estreito atrás da parede em ruínas. Os aventureiros seguem, já conhecendo as criaturas. Depois de algum tempo, uma voz pede: “Whiskas!” e Pilgrim deixa no chão uma lata de comida de gato. Um dos pequenos se arrasta por um buraco na parede, indo em direção a lata. Quando está retornando, ele avisa: “Homens maus! Sem Whiskas! Andando pelos túneis!”. O grupo, ciente que podem haver outras pessoas os túneis, seguem cautelosamente.

Tambor segue a frente, usando seus sensores para ver no escuro. Depois de uma sinistra caminhada no escuro e no silêncio, ele começa a captar um sinal de rádio. O robô transmite o som para todos. Inicialmente ouvem apenas estática e uma respiração entrecortada, depois uma voz: “Ele está no teto! Pegou Leandro! Não consigo abrir a porta, estou ferido! Por favor...” e o sinal é perdido.

O grupo continua seguindo, sabendo que a transmissão veio de algum lugar próximo. Marcusian deseja resgatar quem quer que seja a pessoa em perigo. Não demora muito para encontrarem uma grande porta de metal em um túnel de manutenção. A porte é de correr e há um grande X vermelho pintado nela. Mohini tenta abrir a porta e sente uma força tentando mantê-la fechada. Com a ajuda de Pilgrim os dois conseguem abrir a porta e, com a luz que Tommy aponta para a entrada, conseguem ver que se trata de uma sala de controle. Tambor entra na sala, enquanto seus companheiros seguram a porta. Uma vez lá dentro segue direto para o motor que mantem a porta fechada. Com um pé de cabra ele retira uma capa plástica proteção do motor e o desativa. Há ainda um segundo motor no trilho superior da porta e Tambor se prepara para desativá-lo também.

Uma sombra se aproxima pelo teto sem que Tambor perceba. A criatura já foi humana, mas os seus membros estão pendurados e atrofiados, de suas costas 8 apêndices afiados a fazem caminhar pelo teto, como uma aranha. Sua cabeça é deformada e têm grandes pinças na boca. A criatura cai por cima de Tambor, com o intuito de derrubá-lo e prendê-lo ao chão com o peso de seu corpo. Ao invés disso, usando toda a fora de seus membros hidráulicos, Tambor arremessa a criatura na caixa do motor que ainda tentava fechar a porta, destruindo-o e deixando a criatura no chão. Aproveitando a vantagem, os outros entram e disparam setas de besta e balas na criatura, matando-a antes que consiga se levantar.

Dentro da sala de controle encontram um homem muito ferido e Marcusian usa Cinzas para fechar suas feridas. O homem está com uma camisa pólo, calças e uma mochila de urso de pelúcia. Ele é resgatado. Na sala também encontram um corpo ressecado e velho com uma grande mochila. Encontram suprimentos e equipamentos na mochila e também a levam. Evitando mais perigos nessa jornada, o grupo retorna para Libertas.


domingo, 11 de agosto de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 17

Relato 17

por Thiago "Elendil" (@bs.rpg)

Grupo: Pilgrim, Motorista Mentecapto

Emilio, Saqueador do Deserto

Mohini, Saquadora do Deserto

Rex, Mutante do Mundo Morto

O dia, como o deserto, está cinza, como na maioria das vezes. Logo cedo, Emilio trabalha no carro de Pilgrim. Seus companheiros dormem dentro do carro, depois de ter aproveitado o grande tesouro que trouxeram da última aventura. Rex, um estranho mutante peludo, se aproxima de Emilio. Ele diz que ouviu rumores dos tesouros trazidos pelo grupo e oferece seus serviços para a próxima aventura.

O grupo se prepara para a próxima aventura, dessa vez irão investigar rumores de um tesouro enterrado próxima a “estátua corcunda”, guiados por Estrume que diz saber onde fica a estátua. Emílio vai com Rex até um armazém nas profundezas do Chiqueiro, uma área da cidade subterrânea, construída sobre um abismo, um lugar bastante perigoso. Lá comprar vários suprimentos no armazém de Dede Barbeiro, um homem estranho com cabeça de inseto.

Partem na manhã seguinte. No caminho, depois de algumas horas de viagem, avistam um homem fugindo aos tropeços pelo deserto. No céu uma estranha criatura o persegue, uma mistura de Jacaré com ave. A criatura solta um grito agudo que paralisa o fugitivo. O homem é deixado para trás pelo grupo, provavelmente sendo devorado pela criatura.

Finalmente chegam em uma praça, no que um dia foi uma cidade, agora apenas dunas de Cinzas e escombros derretidos. Lá, encontram uma estátua derretida, parecendo um home corcunda. Ao seu lado, Estrume aponta, há um alçapão de metal. Ali na praça também há várias esculturas de pessoas de Cinzas. Cada uma perfeitamente detalhada e em posições e expressões que demonstram um grande horror e medo. Estrume fala que, de onde ele veio, é considerado azar tocar nelas. Ele as chama de Anjos de Cinzas e diz que se uma pessoa destrói uma das esculturas, ela volta a noite para sufocar quem o fez. O grupo decide seguir o conselho de Estrume.

Descem pelo alçapão, entrando em um túnel escuro de concreto. Rex vai a frente, iluminando o caminho com sua lanterna. Quando chega perto do final do túnel, nota uma seta amarela e brilhante apontando na direção que seguem. Ele percebe também que a seta só aparece sob a luz da lanterna, de outra ficando invisível. Ao saírem desse túnel, percebem que estão em um metro subterrâneo. Há passagens em todas as direções, mas Rex continua encontrado as setas amarelas e o grupo decide segui-las.

Depois de algumas horas de caminhada na escuridão e no silêncio, escutam o som de algo andando dentro das paredes. Com cuidado, percebem muitas frestas e rachaduras nas paredes, notam que coisas andam por ali, em um espaço estreito. As vezes conseguem ver grandes olhos amarelos e brilhantes. Pilgrim derrubada parte de uma parede rachada com um pé de cabra e oferece comida para o que estiver atrás da parede, uma lata de comida de gato Whiskas. Uma das pequenas criaturas surge de dentro da parede, pegando a lata de comida de gato. Ele tem a estatura de uma criança, grandes olhos amarelos que brilham no escuro, dentes curtos e afiados e grandes unhas. Ele parece reconhecer o nome na lata e repete “whiskas!” para os outros, que também repetem a palavra, como uma reverencia. 

Várias criaturas surgem das rachaduras e buracos nas paredes e pedem para que o grupo os siga. Eles levam os aventureiros para uma escadaria, no seu topo o que foi um dia uma praça de alimentação. Há escombros por toda a parte, mas no centro da sala, é possível ver um pedestal com uma grande bomba em cima. Ao lado, um corpo recente de um aventureiro, atravessado por uma lança e usando um colar de dentes. Pilgrim se aproxima do altar e escuta uma voz feminina vindo da bomba: “Bom dia meu amigo, poderia me ajudar a explodir?”.Pilgrim se empolga e promete a inteligência artificial que a fará explodir. A bomba, que se denomina Eliza 024, fala: “pequeninos, irei com meu novo amigo, ele me ajudará a explodir”. As criaturas comemoram e presenteiam o grupo com os pertences do corpo na lança: um mapa dos túneis do metrô com um x marcado em um certo local e o colar de dentes que fica com Emílio. O saqueador escuta uma voz na sua cabeça, prometendo proteção. Rex comenta sobre a ironia da promessa de proteção de um colar que estava em um cadáver.

O grupo retorna para Libertas com uma grande bomba ativa.

quinta-feira, 25 de julho de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 16

 Deserto de Cinzas 

Relato 16

Por Thiago Elendil (@bs.rpg)

Depois de alguns dias, Mohini, Saqueadora do Deserto, Linux, Catador Aflito, Smirk, Catador Aflito, Pilgrim, Motorisa Mentecapto e Tommy, Sobrevivente Primevo, resolvem retornar ao supermercado.

Viajam todos no carro de Pilgrim. Depois de 40 minutos de viagem, chuva começa a cair. No entanto, rapidamente percebem se tratar de chuva ácida. Resolvem parar o carro e cobri-lo com a lona da tenda de Tommy. Passam 1 hora dentro do carro, jogando cartas. Por um momento, os aventureiros esquecem seus problemas e se divertem. Quando a chuva passa, retornam ao caminho.

Após algumas horas de viagem, chegam mais uma vez ao supermercado. Depois de uma rápida vistoria, retornam para o último corredor que haviam visitado e se direcionam a ultima porta que podem ver. O corredor, para além dessa porta, está barricado com escombros e armários. O corredor está escuro e a lanterna de Linux ilumina o caminho.

Enquanto Pilgrim se prepara para entrar na sala a sua frente, o grupo escuta um barulho, uma pancada na porta por onde vieram. Depois de alguns segundos uma outra pancada arranca a porta de suas dobradiças. Uma criatura entra no corredor, na escuridão é difícil de ver detalhes. Ela é grande e magra, sua forma ocupa a largura do corredor completamente. A coisa corre na direção de Mohini, a última da

fila. Antes que possa chegar é atingida por vários disparos dos companheiros de Mohini. Ao chegar na sua frente, ela consegue vê-la melhor. Parece um estranho urso, cuja cabeça se abre para revelar uma enorme boca com dentes afiados. De dentro da boca, 4 tentáculos viscosos se estendem e tentam agarrá-la. Mohini é rápida no golpe e esmaga a cabeça da criatura com uma forte pancada de sua marreta.

As coisas se acalmam, mas, quando Mohini vai investigar o corpo da criatura, sua barriga começa a se mexer. Ela é rasgada e vários vermes brancos, viscosos e grandes surgem em meio as entranhas que se espalham no chão. Mohini pensa em lutar, mas vê que são muitos e que estão cobertos de ácido. Todos correm para a sala aberta por Pilgrim. Antes de entrar, no entanto, Smirk lança uma granada no corredor, matando a maior parte dos vermes. Já dentro da sala, Pilgrim deixa a porta entreaberta, permitindo que um verme entre, mas ele fecha a porta rapidamente prendendo a criatura. Mohini pega o machado de Pilgrim emprestado e parte o verme no meio.

Os aventureiros vasculham a sala. Encontram uma máquina de venda de bebidas, com uma única bebida em meio aos escombros. O grupo divide a bebida energética. Logo depois, encontram um duto que leva para caminhos desconhecidos. Tommy segue pelo duto enquanto os outros começam a desfazer a barricada no corredor. Tommy vê que o duto continua até bifurcar, uma passagem vai dar em um banheiro e a outra acima da área principal do supermercado, onde ficavam os produtos para venda.

Depois de desmontar a barricada, encontram uma porta trancada, ao lado dela um teclado numérico. Pilgrim percebe uma câmera acima da porta, e, logo depois de notar a câmera, a porta e abre sozinha. O grupo adentra o grande salão, carregando lanternas. Pilgrim coloca um pedaço de escombro sob a porta para mantê-la aberta. 

Vendo uma estranha luz vermelha piscando entre as prateleiras, o grupo avança, curiosos para descobrir de onde vem a iluminação. Logo suas lanternas iluminam uma estranha criatura: uma aranha robô gigante com seis sensores óticos amarelos. De seu abdome saem vários fios. Um deles ligado a fiação do supermercado, no teto, e, os outros quatro, ligados e pessoas. Os cabos estão enfiados em suas nucas. As pessoas andam como se não conseguissem controlar seu corpo completamente, o olhar vago, cada um carregando uma arma improvisada. Uma luta começa.

Mohini consegue manter a aranha ocupada enquanto os outros dão cabo dos humanos. Mohini luta com maestria, esmagando a cabeça da aranha com sua marreta e evitando cada ataque de suas enormes patas afiadas. Em pouco tempo, o combate acaba com um golpe final de Mohini. Os humanos perdem sua energia e caem mortos. O grupo abre sua presa e coleta um reator e os sensores óticos da carcaça amassada. Voltam apara Libertas e conseguem uma pequena fortuna com a venda das partes da estranha aranha robô.


sexta-feira, 12 de julho de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 15

Relato 15

Por Thiago Elendil (@bs@rpg) 

Dessa vez um grupo maior sai de Libertas com o objetivo de continuar explorando o supermercado. O grupo agora é composto por: Roggie, Catador aflito, Pilgrim, Motorista mentecapto, Mohini, Saqueadora do deserto, Linux, Catador aflito, Sha-Blaw, Mutante do mundo morto, Emilio, Saqueador do deserto e Érand, Psiônico aberrante.

Linux guia o grupo em direção ao supermercado. A viagem começa. Em dois carros o grupo avança por um dia nublado. Com o passar das horas, o céu nublado e as Cinzas abaixo se confundem. Pilgrim conta que dizem as lendas que quando isso acontece um desejo deve ser feito. Aqueles que não fazem um desejo, sofrerão com azar no futuro. Depois de algumas horas, chegam no supermercado.

Linux percebe que os corpos dos mutantes não estão mais na entrada, como haviam ficado no dia anterior e resolve dar uma olhada no teto do lugar. Lá em cima, percebe estranhos buracos na parte mais ao Sul do teto, eles parecem dar na parte principal do supermercado, com várias prateleiras. Linux tem a impressão de ver algo grande se mexer lá dentro. Roggie percebe rastros que indicam que os corpos foram arrastados para dentro da garagem e depois por baixo do caminhão. Érand dá uma olhada nesse lugar escuro e vê vários ratos enormes e cheios de pústulas vindo em sua direção. Pilgrim atira com sua espingarda no cano escape do caminhão, fazendo um grande barulho e assustando a maior parte dos ratos mutantes.

Apesar disso, alguns deles lutam com o grupo, mas, em menor número e atordoados, são mortos os expulsos rapidamente. Os aventureiros entram na cabine do caminhão e retiram o toca-fitas que ainda estava em bom estado e encontram também um panfleto que fala de grande museu não muito longe dali. A Casa das Maravilhas do Dr. Gordon.

O bando segue em frente, adentrando um longo e escuro corredor. Linux acende sua lanterna e guia o grupo. No corredor, resolvem entrar na porta mais próxima, ao norte. Linux abre a porta, Emilio logo atrás preparado com seu arpão no braço mecânico. A luz da lanterna passa por vários armários. Um vestiário. Atrás de um dos armários há um homem assustado de olhos esbugalhados. Ele é rapidamente rendido por Pilgrim que pergunta se há mais deles. O homem grita para que estrume, que está em um dos banheiros dentro do vestiário, se renda também. Emilio abre a porta do banheiro e encontra um homem sujo de fezes com uma espingarda de dois canos, que ele segura com mãos tremulas. Estrume é rapidamente rendido.

Os homens explicam que vieram de um oásis ao norte, comandado por um culto mutante, teriam sido expulsos por serem “normais”. Falam também que haviam entrado no supermercado há pouco tempo e tinham apenas dado uma olhada nos escritórios. O grupo segue adiante, com os dois homens: Sopa de Osso e Estrume seguindo na frente.

Eles abrem a porta para o escritório. Vários monitores destruídos pelo chão, lixo por toda a parte e armários para documentos. O grupo vasculha a sala, encontrando alguns espólios e um panfleto para uma feira de livros em um shopping. Ao norte do escritório há uma porta para a sala de segurança. Sopa de Osso abre a porta para o grupo. Dentro da sala há 6 monitores e um gabinete sobre uma grande mesa. Emilio vê que dois dos monitores estão ligados, apesar de não parecer haver energia. Ele consegue ver a sala onde estão, vendo a si próprio e seus companheiros, e também uma sala escura, com feixes de luz vindo do teto, parecendo ser a área principal do supermercado, com várias prateleiras. Logo depois os monitores apagam.

Pilgrim olha para a câmera de segurança pergunta se alguém pode ouvi-lo e escuta estática como resposta. Logo depois pergunta se a coisa que os escuta precisa de ajuda, pedindo para que responde com um som para sim e dois para não. Ele escuta um som breve que parece uma sirene. Depois disso, o grupo decide retornar, levando vários espólios, incluindo os monitores e gabinetes da sala de segurança, além de Sopa de Osso e Estrume.

Eles precisam pensar se o que há no supermercado corre perigo ou se é uma grande armadilha.


quinta-feira, 20 de junho de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 14

Por Thiago Elendil (@bs.rpg) 

Relato 14

Devido às mudanças nas regras de viagens e diversas outras pequenas mudanças em outras áreas, o mapa do deserto foi reiniciado. As explorações começaram do zero, em um deserto mais ameaçador e faminto.

Linux, Catador aflito, Tex, Saqueador do deserto, MS, Robô livre, Smirk, Catador aflito e Siltron, Psiônico aberrante, decidem começar as primeiras explorações do estranho deserto. Não se sabe nada a respeito do que há no deserto e essa expedição será uma das primeiras. Seguem, incialmente, para o Norte em duas motos. Depois de várias horas seguindo sob um céu nublado que se confundia com as dunas de Cinzas, avistam uma coluna de fumaça preta vindo do Leste e decidem investigar.

Chegando ao local, encontram uma grande área feita de pedra obsidiana. O terreno é muito acidentado e fissuras no chão liberam uma fumaça preta e quente. Decidem parar as motos atrás de uma grande pedra afiada e explorarem um pouco. Descobrem que o terreno não apresenta recursos úteis e conseguem ver que no fundo das fissuras há lentos rios de magma.

Ao anoitecer, procuram uma duna alta para acamparem. A noite se passa sem maiores problemas, sob a vigilância de MS, que não precisa dormir. Durante a manhã, no entanto, uma forte chuva de granizo assalta os viajantes. Decidem sair daquela região o mais rápido possível, seguindo para sudoeste. Depois de algumas horas de viagem, as motos e os viajantes carregam as marcas das pancadas do granizo. 

Depois de algumas horas, avistam, da encosta de uma duna, um afloramento rochoso. Estranhamente, entre as rochas, conseguem ver um supermercado. De onde estão conseguem ver uma garagem, com um caminhão acidentado lá dentro. Resolvem se aproximar.

Linux vai na frente e vê três mutantes saqueando a garagem. Os outros aventureiros se escondem para uma emboscada. Chegando na entrada, Linux fala que aquele é seu lar e que eles devem sair de lá se não enfrentar sua maldição, em seguida se teletransporta para o teto do lugar. Sua esperança era assustar os mutantes, no entanto eles saem da garagem a sua procura. Todos usam um macacão azul escuro, um deles tem um braço saindo da barriga, a outra é coberta de espinhos e o último usa um grande tentáculo para tentar prender Linux no teto, depois que este disparou um tiro na direção dos mutantes, mas errou.

Nesse instante, a emboscada acontece, tiros de rifle e besta. Os mutantes caem mortos antes de poderem reagir. O grupo vê que os mutantes tinham organizado todo o espólio dentro da garagem. Eles pegam tudo que há de útil, incluindo uma torradeira. Tex dá uma olhada por baixo do caminhão e vê que há um espaço acessível apenas se arrastando por baixo dele. Ele enfrenta o espaço apertado e do outro lado encontra um frigorifico, um horrível cheiro de podre invade suas narinas. Observando dentro do frigorifico com seu estranho drone dourado, vê vários ratos mutantes, cobertos de pústulas, refestelando-se em um corpo.

O grupo decide retornar, para se organizar melhor e depois explorar o resto do supermercado.


quinta-feira, 13 de junho de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 13

 Relato 13

Por Thiago Elendil (@bs.rpg)

Linux, o catador aflito, que recentemente aprendeu como se teletransportar, MS, o robô livre e Tex, Saqueador do deserto, foram procurar trabalho com Xynthia, uma das líderes da milica de Libertas.

Entraram num dos postos da guarda, um local muito bem protegido. Tiveram que deixar suas armas na entrada. Depois de esperar um pouco, conseguiram conversar com Xynthia. A ciborgue, com parte do rosto e couro cabeludo queimados, explicou que estava precisando de informações sobre os Pacificadores e que pagaria bem se trouxessem um deles vivo. Rapidamente o grupo pensou em um plano.

Do lado de fora da cidade procuraram por Ferrugem, a pobre mutante resgatada por eles algumas semanas atrás. Linux obteve dela todas as informações que podia sobre os pacificadores. Ela explicou que a facção tinha uma base longe dali dias de viagem, mas não sabia exatamente onde, pois veio vendada em um caminhão, junto com outros mutantes. Lá, diz ela, trabalhava de várias formas: fazendo balas, extraindo enxofre, construindo e consertando coisas. Ela explicou que havia uma guarnição pequena deles nas ruinas da cidade onde a haviam resgatado. Estavam escondidos em um frigorifico.

Linux pediu um outro favor para Ferrugem: queria que ela fosse com eles ate aquelas ruinas e que servisse de guia. Ferrugem não podia negar, devia muito a eles. No dia seguinte, partiram.

A viagem durou apenas duas horas, em um carro emprestado, sob nuvens cinzas. Ao chegarem nas poucas ruinas da cidade, viram um grande pássaro passar por cima do veículo. A criatura era grotesca, coberta de verrugas. Uma gota de ácido caiu de seu bico e fez um buraco no teto do carro. Por sorte, ela não os viu.

Estacionaram o carro a uns 80 metros de distância do tal frigorifico, escondido atras de uns escombros. Linux se levantou, pegou Ferrugem pelo braço e colocou a pistola nas suas costas e falou que iria devolvê-la para os Pacificadores. Sem entender nada, Ferrugem implorou para que fosse solta, mas Linux a levou mesmo assim. Os outros ficaram perto do carro. Tex lançou seu pequeno drone que logo ficou invisível e começou a seguir Linux e Ferrugem.

Quando a dupla chegou em frente ao frigorífico, o portão da garagem foi aberto e quatro figuras, usando coletes militares e partes de ursos de pelúcia, surgiram, apontando bestas. Era possível ver também um rifle apontando por uma das janelas. Um dos soldados perguntou quem eram eles. Outro soldado reconheceu Ferrugem e se aproximou. Enquanto isso Linux explicou que havia encontrado uma escrava fugitiva e queria devolvê-la, por um preço, é claro. 

Um dos soldados pega Ferrugem pelo braço, enquanto é protegido pelos outros. Nesse momento, Linux, Ferrugem e o soldado simplesmente desaparecem. Gritos de espanto são ouvidos. Aos poucos os soldados se organizam para procurar pelo soldado que desapareceu. Enquanto isso, os três aparecem ao lado do carro, o soldado, com várias armas apontadas para sua cabeça, logo se rende e é colocado na mala do carro. Linux pede desculpas pela mentira e dá para Ferrugem 10 chicletes,

Em algumas horas estão de volta em Libertas, entregando o sequestrado para Xynthia e seus guardas. Recebendo um total de 250 chicletes pelo trabalho bem feito.


terça-feira, 4 de junho de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 12

Relato 12

Saindo de carro em direção ao complexo industrial, estão Mohini, saqueadora do deserto, Tex, saqueador do deserto, Linux, Catador Aflito e MS, robô livre. Resolvem retornar a este local, Mohini como guia. Partem pela manhã.

Na primeira hora de viagem, o vento começa a ficar forte. Aos poucos as Cinzas começam a tomar conta da visão, e a única coisa que se destaca é um grande tornado, mais ou menos 1 km de distância, bem no caminho dos aventureiros. Decidem desviar seguindo para o Norte e, por sorte, Mohini acha o caminho e não danifica o veículo.

Depois de algumas horas de viagem, atravessam as ruinas de uma cidade. No caminho, Mohini tem uma estranha visão: aquela estranha mulher alienígena que ela havia visto no complexo industrial, magra, de pele prateada e com a cabeça em forma de V. Ela para o carro de repente, com medo de atropelá-la. Ao pararem, escutam alguém vindo de uma ruina próxima. 

Um Pacificador, com um rifle de precisão se aproxima do carro, atrás dele, nas ruinas, outros Pacificadores observam. Fábio, pelo nome em seu uniforme, fala que a área é perigosa e oferece um trabalho: procurar informações sobres os membros da Cabala na região. Eles não aceitam. Fábio avisa que nem todos os Pacificadores são como ele, e talvez outros tivesse os atacado ao ver a estranha pele escamosa de Tex. Partem e deixam os Pacificadores para trás, ou era o que parecia, mas, 1 hora de viagem depois, avistam na distância uma velha base militar, o vigia em uma das torres é um Pacificador, identificado pelo urso de pelúcia nas costas. Passam pela base sendo observados, mas nada é feito contra eles.

Um pouco antes de chegar no seu destino, avistam uma área com arvores mortas na distância. Lá é possível ver um acampamento, seus membros, apenas silhuetas a essa distância, se escondendo do carro do grupo. Os aventureiros os ignoram.

Finalmente chegam ao complexo. Diferente das outras vezes em que estiveram aqui, no entanto, o local não está limpo e novo. Os sinais da última visita persistem e, além disso, veem corpos de membros da Cabala, os homens morcego. Linux e MS investigam a garagem próximo a entrada. Encontram um grande buraco cheio de uma gelatina prateada com dois corpos. Retiram os corpos com uma corda com gancho e os saqueiam. Encontram alguns chicletes e um velho diário.

Enquanto isso, Mohini e Tex caminham em direção a lanchonete na qual, segundo o mapa que trouxeram, está o segundo cartão magnético que precisam para abrir um grande cofre no final do complexo. Quando chegam no local marcado no mapa, encontram a lanchonete. Flutuando no ar, a 20 m do chão, uma lanchonete em ruinas balança suavemente. Vários de seus escombros flutuam do chão até onde a lanchonete se encontra, dando uma oportunidade para escalada. Os dois sobem, testando se os escombros aguentam seu peso.

Ao chegarem no topo veem a seguinte cena: as mesas, paredes, teto e chão, estão cobertos de uma matéria orgânica roxa, nesta matéria orgânica vários casulos descansam. Os casulos têm em torno de 50 cm de diâmetro, dentro de cada um deles há um líquido alaranjado e, flutuando nesse líquido, uma forma alienígena ameaçadora. No final da sala, próximo ao balcão, há um grande casulo, de 2 m, dentro, um homem usando camisola hospitalar, flutua no líquido. Aos pés desse casulo, um corpo ressecado está parcialmente coberto pela matéria orgânica, ele segura uma escopeta de cano duplo.

Mohini se aproxima do corpo enquanto Tex fica na entrada. Ela anda com cuidado e nota que os sons que faz agita as criaturas no casulo. Ao chegar no balcão, escuta a voz do homem no casulo, pedindo que ela o mate. Ela pede mais informações e ele manda imagens para sua mente. Ela vê a estranha alienígena, vê o homem que agora é o corpo no chão lutando contra as criaturas dessa sala. Ela percebe também, em uma mesa ao seu lado, que um dentro de um dos casulos está o cartão magnético azul.

Depois de algum tempo, MS e Linux chegam na lanchonete. Com todos juntos, Linux testar jogar uma pedra no final da sala. O barulho faz os casulos começarem a estourar e as criaturas atacarem todo o grupo. Um combate frenético começa, várias das criaturas são mortas pelo grupo, mas mais casulos continuam estourando. Tex pega o cartão e foge com os outros, escapando por pouco. Depois disso, retornam para Libertas, agora com as chaves do cofre.



sábado, 25 de maio de 2024

DESERTO DE CINZAS - CONTO - Uma última chance (parte final)

Por Thiago "Elendil" (@bs.rpg)

Não lembrava onde ficava a entrada para o Chiqueiro. Começou a ficar nervoso, se perder na cidade, sozinho e sem dinheiro, era uma sentença de morte. Soava e respirava com dificuldade, procurando freneticamente, andando o mais rápido que podia. Ao dobrar uma esquina escura, esbarrou forte em alguém, caiu no chão sentado. Enquanto tirava as Cinzas dos olhos, rezava para que não fosse um guarda, ultimamente matavam os de fora por qualquer coisa.

Uma mão estava estendida na sua frente, olhou para cima, procurando sua dona. Deu um suspiro de alívio. O rosto coberto de pelos prateados, com olhos grandes, completamente negros como pérolas, um sorriso sincero. Pegou a mão de Liz e aceitou sua ajuda para se levantar.

- Pensei que tinha dito que nunca mais ia entrar nessa maldita cidade. – Disse Garrafada, fazendo sinal de aspas quando falou as últimas palavras.

- Você disse a mesma coisa. – Liz mantinha o sorriso. Garrafada nunca soube o porquê desse sorriso sem fim.

- Eu não minto bem. – disse Garrafada. Dessa vez, ele sorriu. – Sério Liz, o que você tá fazendo aqui? Achei que tinha ido embora com aquela procissão.

- Preciso resolver umas coisas antes de ir. Você sabe como é. – O sorriso diminuiu, quase sumiu.

- Eu entendo. – Ele entendia mesmo. Essas coisas não se falam, em Libertas qualquer informação a mais pode te matar. – Sabe onde fica a entrada do Chiqueiro?

Ela apontou o dedo para um beco escuro.

- Se mudar de ideia, me procure lá fora. Em alguns dias vamos sair. Existe algo melhor pra gente. Tenho certeza. – O sorriso volto, com uma sinceridade que deixava Garrafada constrangido. Não conseguia dizer na cara dela que aquilo tudo era besteira.

- Tá certo, Liz. Apareço lá se mudar de ideia. – Ele se virou para o beco. – Preciso ir. Boa sorte.

- Estarei rezando por você. Pedirei para o Santo Eremita te guiar. – Ele já estava andando quando ela terminou de falar. Ela se sentia um pouco triste. Gostava de Garrafada, queria que ele acreditasse. Mas, sabia quando devia parar.

O beco era escuro. A luz verde das costas de Garrafada criava uma iluminação doentia, estendia as sombras até ficarem magras e sinistras. Sentia cheiro de sangue. E ouvia barulhos estranhos. Gritos. Não sabia se de alegria ou dor. Mas tinha quase certeza da resposta.

Andou devagar. O chão estava cheio de lixo e os caminhos eram plataformas estreitas de metal enferrujado, construídas acima de um buraco enorme. Cair de uma plataforma daquela parecia terrível. Ele não conseguia ver o fundo, mas parecia que não tinha fim. 

Foi quando passava na frente de um bar, dava saber pela música e gritaria, que algo foi jogado sobre ele, saindo pela porta com um barulho forte. Demorou alguns segundos, deitado naquele chão de metal, para perceber que o que estava em cima dele era um corpo, ainda quente. Sua cabeça tinha um enorme buraco fumegante. Não havia sangue. Arma laser, pensou Garrafada, tentando tirar o corpo de cima dele. Quando finalmente conseguiu, viu dois guardas saindo do bar, procurando mais alvos e desculpas para matar. 

Encontraram ele.

O ar acima do rifle laser, apontado para ele, estava distorcido devido ao calor da arma. O rosto de um dos guardas escondido atrás de uma máscara de gás, o outro atrás de uma bandana. Garrafada ainda estava no chão, e agora tentava se arrastar desesperadamente para longe.

- Espera! Eu não tô armado! – Gritou Garrafada. Ele tinha certeza que ouviu uma risada de um dos guardas.

Ouviu um estalo. Era isso. Ia morrer ali, no Chiqueiro. Sem saber porque. Fechou os olhos. Só conseguia ver ela e o Pequeno.

Nada. Nenhuma dor. Abriu os olhos devagar. Uma luz vermelha forte fez seus olhos arderem. O feixe laser estava parado no ar. Parado no tempo. Assim como os guardas. Estavam dentro do que parecia uma nuvem prateada, brilhante, completamente parados. Era difícil ver detalhes dentro daquela nuvem, ficava tudo distorcido. Se levantou do chão, sem entender nada.

Uma sombra surgiu de uma entrada próxima, rapidamente se aproximando e ganhando forma. Uma figura coberta com um poncho marrom e preto. O rosto tinha um olho a mais, cego, bem acima do olho direito. Era careca. Carregava um revólver. Apontou para a cabeça de um dos guardas e disparou. A bala parou no ar ao entrar na nuvem prateada. Atirou mais uma vez, dessa vez apontando para a cabeça do outro guarda. Mais uma bala parada no ar, desobedecendo desdenhosamente as leis da Física.

O estranho se voltou para Garrafada.

- É melhor sair daqui. Tem mais deles vindo. – Olhava para todos os lados, naqueles becos de matança, procurando por emboscadas e lugares para preparar emboscadas.

- Tenho que fazer um trabalho! – Garrafada limpava o suor enquanto falava.

- Sinto muito. Mas a gente não tem escolha. Lute ou volte lá pra fora! – Ele começou a correr para uma passarela no escuro.

Garrafada se assustou quando ouviu o laser fazer um buraco na passarela. O brilho prateado tinha sumido. Os guardas estavam mortos no chão, sangue se espalhando rapidamente, pingando pelas frestas das passarelas enferrujadas. Caindo naquela escuridão infinita. Sacou sua faca por instinto, mas não tinha mais ninguém ali. A porta do bar tinha sido fechada e o barulho tinha desaparecido.

Ouviu sons de tiros. Gritos de comandos. Tinha que sair dali. Correu por entre as passarelas, enxergando apenas alguns metros a sua frente. Tropeçando, a visão embaçando. Só queria sair vivo dali. Sua chance de conseguir algum dinheiro se foi.

Desviou de uma patrulha, os disparos das armas laser quase o atingiram. Na sua frente, a passarela começava a desabar, perfurada pelos disparos. Pulou. Teve que soltar sua faca para se segurar. Ela rodopiou e se perdeu, caindo para sempre. Se levantou, cortando os braços com a força que fazia naquele metal velho.

Não sabe como conseguiu encontrar o caminho de volta. Estava sujo de sangue, suado e pálido. Tentou se recompor. Começou a andar de volta para o portão.

Pensou em procurar outro trabalho. Talvez como cobaia do tecnomago. Não ia dar certo, queria rever a família. A maioria dos trabalhos de Libertas te deixavam preso para sempre. De um jeito ou de outro. Lâmpada não ia ficar nada feliz.

Aquela caminhada foi mais demorada e assustadora que a fuga de Chiqueiro. O que iria ver quando votasse? O filho com fome e doente. Os bolsos vazios. Vermelha tentando consolá-lo. Sua última chance perdida. Tinha que fazer alguma coisa.

Saiu da cidade e andou na direção oposta à sua tenda. Chegou em túnel nas Cinzas. Na frente dele, uma mulher grande de três braços, armada com uma lança de sucata, o parou.

- Vim falar com Bongo. Vou com ele para o shopping. – Garrafada olhava nos olhos dela. Era como se o feixe laser tivesse ficado marcado nos seus olhos. o brilho era como plasma. A guarda, uma cabeça maior que Garrafada, não conseguiu manter o olhar fixado nos olhos dele. Abaixou a cabeça e o deixou passar.

Lá dentro, Bongo, um mutante grande que mais parecia um homem-elefante, estava contando armas em cima de uma mesa. Vários outros estavam naquele túnel quente, as Cinzas cobrindo tudo. Bongo virou-se para Garrafada. Sua tromba havia sido cortada em praça pública, todo mundo conhecia a história. Como ele havia desafiado Libertas e suas leis e saído vivo.

- Garrafada. Pensou no que lhe falei? – Bongo perguntou de forma gentil.

- Pensei. Vou com vocês. – Não mostrava nenhuma emoção. Embora por dentro queimasse de raiva e tristeza.

- É por uma boa causa. Não estamos sozinhos nessa. Em breve estaremos em um lugar melhor. Bem protegido. O shopping é grande o suficiente para muitos de nós. – Bongo parecia esperançoso. Mas isso não significava muito, parecia sempre esperançoso.

- Só preciso avisar a algumas pessoas. – disse Garrafada. Bongo fez que sim com a cabeça.

Garrafada saiu do túnel. Foi dar as notícias. Se preparar para a luta de suas vidas.




terça-feira, 14 de maio de 2024

DESERTO DE CINZAS - CONTO - Uma última chance (parte 1)

Uma Última Chance

Por Thiago "Elendil" (@bs.rpg)

Os gritos de alguém vendendo vermes. O som das moscas perto de seus ouvidos. O calor. Não dava pra dormir mais, mesmo que tivesse tempo para isso. Garrafada se sentou no colchão velho, olhou para o lado, apenas um travesseiro de trapos, Vermelha já estava acordada. Uma luz acinzentada como as dunas entrava por uma fresta na tenda, iluminando Vermelha com Pequeno nos braços. Garrafada, o brilho esverdeado de suas costas chamando a atenção de Vermelha, olhou nos olhos dela e, por um momento, se sentiu em paz, com sorte até, mas logo retornou a sua realidade. Pequeno já estava mal há alguns dias, não comia direito e estava com febre. Talvez fosse alguma mutação se manifestando, mas não dava pra ter certeza e jamais conseguiria juntar chicletes para fazer uma consulta em um médico em Libertas. Tinha que agir agora, fazer algo a respeito.

- Você vai aceitar o trabalho de Lâmpada? - Vermelha olhava para Pequeno enquanto falava, sua voz desanimada.

- Vou sim. Prometo que vai dar certo. – Tentava soar tranquilo, mas era muito ruim em fingir.

Se levantou e bebeu um pouco da água que tinham em uma vasilha velha. Pegou sua faca de sucata, sua mochila velha com algumas ferramentas e se espreguiçou. Respirou fundo. Foi até Vermelha, beijou-a. Beijou a testa de Pequeno.

- Eu volto até a noite. Mesmo que tenha que dar uma escapada, pra dizer como as coisas estão. Compre alguma coisa pra vocês comerem. E, por favor, não dê ouvidos aquela besteira de Eremita Santo. – Falou a última parte com desprezo. Odiava histórias com esperanças falsas.

- Está bem. Mas não posso deixar de ouvir quando eles vêm gritar bem na entrada de nossa tenda. Além do mais, prefiro pelo menos pensar em um lugar melhor. Não vejo problema com isso. Já disse para você que não vamos pra lugar nenhum. – Vermelha foi assertiva, não estava a fim de discussão.

- Tá certo. Tenho que ir. – Beijou-a mais uma vez e saiu. Não queria estender demais aquele momento. Podia acabar desistindo.

O dia estava nublado, apenas alguns feixes de luz dourado por entre as nuvens escuras. Mais esperança falsa, pensou Garrafada. O odor de milhares de pessoas vivendo em tendas sujas, nas Cinzas, com pouca comida e água é algo difícil de descrever, de certa forma, Garrafada já estava acostumado. Não que não se incomodasse, mas não esperava nada de diferente, não se surpreendia mais.

Muitas vozes. Pedindo ajuda. Oferecendo todo tipo de serviço. Falando de doenças, feridas, fome. Nada de bom. Muita gente esbarrando nele, enquanto caminhava resoluto para a cabana de Lâmpada. Cinzas por toda parte, todos cobertos por ela. Era como andar em um sonho, as coisas começavam a se confundir. As Cinzas que cobriam as pessoas, as dunas de Cinzas no horizonte. As vozes gritando, oferecendo salvação, condenação, redenção e sei lá mais o quê. Tudo virava um borrão.

A luz amarela estranha dentro da cabana de Lâmpada fez ele recuperar o foco. Ao entrar, esbarrou em um mutante que saia, ele resmungou e continuou andando. Garrafada não conseguia entender como Lâmpada, que chegou aqui vindo do Deserto há apenas um mês, já tinha conseguido fazer tantas conexões, conhecer tanta gente em Libertas, e agora ficava dando ordens, como um maioral, como se fosse diferente dos outros. As vezes Garrafada tinha vontade de abrir a cabeça brilhante de Lâmpada com um pedaço de ferro, só para ver se ele era tão diferente assim dos outros, para ver até onde aquele ar de superioridade se estendia. Esqueceu aquele pensamento.

- Vou fazer aquele trabalho. - Garrafada falou, tentando não mostrar algum sentimento, mas falhando nisso, como sempre. Dava pra sentir sua raiva. Como olhar para um holofote que tentava não chamar muita atenção.

- Qual trabalho, Garrafada? – Era difícil ver a expressão dele, sua cabeça brilhante as ofuscava os detalhes. 

Você sabe muito bem qual é! Pensou Garrafada, respirando fundo, e disse:

- Pegar aquele pacote no Chiqueiro. – Falou, conseguindo manter a calma.

- Ah. Ótimo! Você é sempre muito confiável, Garrafada, trabalha muito bem. Só precisa aprender a ter uma pouco mais de calma. – Olhou para Garrafada, esperando uma reação. Quando a encontrou, na forma de um piscar de olhos um pouco mais longo, continuou com um sorriso ofuscado: - O contato se chama Melchaia, um médico. Não é difícil de achar.

Garrafada se virou para sair.

- Ei, você vai precisar disso, esqueceu? – Lâmpada colocou 4 chicletes na mesa na sua frente.

Garrafada foi até a mesa e pegou os chicletes, se segurando para não falar nada. 

Ao sair olhou para a mão com os chicletes. Pequenos pacotes da marca “Clop”. Não dava para ler o pacote, mas conhecia a cor verde e o boneco de sorriso sinistro, com dentes coloridos. Ele mordeu um dos chicletes, sentiu uma leve maciez, eram de verdade. Andou rápido em direção as muralhas de sucata de Libertas.

Uma vez seu pai leu um livro velho pra ele. Não lembrava direito, era muito pequeno. Mas falava de um lugar horrível, com muralhas e um grande portão. No portão havia escrito: “Abandonai toda a esperança aqueles que aqui entrarem”. Sempre se lembrava disso quando chegava no portão de Libertas. Queria saber que livro era esse, mas já o tinha vendido há muito tempo.

Enfrentou a fila até a pequena porta, ao lado do grande portão, feito para veículos. Na sua vez, um guarda o parou e estendeu a mão. Garrafada deu uma olhadela no seu rifle laser. Dava pra ouvir um zunido agudo, parecia que ia explodir a qualquer momento.  Sempre quis saber como era usar um daqueles. Entregou os 4 chicletes para o guarda.

Entrou na grande cidade. Onde todos são completamente livres, onde não existem amarras governamentais ou morais. Onde há água, comida, proteção e entretenimento, basta ter chicletes! Pelo menos era isso que dizia numa velha placa na entrada. Ao seu lado, um outro guarda, com cara de poucos amigos. Garrafada achava a placa bastante sincera.

Foi andando rápido, tentando não se distrair com as estranhezas da cidade. Alienígenas, mutantes, robôs, coisas que não conseguia compreender. Estruturas de cristal, onde vivia um tecnomago, uma enorme tenda de circo, onde vendiam drogas. E, a mais estranho de todos, a enorme torre de sucata no meio da cidade. Dava pra vê-la de qualquer lugar lá dentro. Ao caminhar para as profundezas da cidade, passando do mercado, as ruas se tornavam estreitas e haviam escadas subindo em descendo em todo lugar. Era um grande labirinto.

Continua...


sábado, 4 de maio de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 11

 Relato 11

Um grupo de três aventureiros: SM0529, um robô livre, Milton, um psiônico aberrante e Aeterna Mutatio, um mutante do mundo morto, se encontram com o robô, mercador de drogas, Fumaça, em sua grande tenda. Lá ele lhes fala sobre um rumor: uma escola em ruinas estaria sendo usada como base dos Cultistas da Arauta, os tais dos Consumados. Lá eles estariam produzindo a droga mais rara e poderosa conhecida, o Vácuo. O segredo de sua produção já causou muita morte e destruição.

O grupo aceita a missão de ir ao local, recuperar o máximo de Vácuo e, se puderem, descobrirem o segredo de sua produção. A jornada começa por entre dunas muito alas de Cinzas, um cânion perigoso. 

Depois de algumas horas, uma chuva ácida começa a cair. O trio resolve se enterrar nas Cinzas, sem ter outra opção. Enquanto cavam a chuva corrói seus equipamentos e pele. Conseguem se enterrar antes de sofrerem ferimentos graves, mas o psiônico e o mutante precisam prender a respiração. Acabam tendo que colocar o rosto para fora para respirar. O focinho de cachorro do mutante fica bastante ferido. Depois de uma meia hora que custou passar, a chuva arrefeceu.

A jornada continuou por mais um dia. Na manhã do dia seguinte, o trio subiu em uma duna de 10 metros e conseguiu ver a escola a algumas centenas de metros de distância. Aeterna e MS decidem ir juntos investigar a escola, já que não conseguem ver nenhum perigo com seus binóculos. Aeterna espera por um forte vento para planar, com MS em suas costas, até o teto das salas de aula. Neste dia em particular, Aeterna acordou com uma mutação que estendia sua pele como um planador.

Conseguem chegar no teto sem serem vistos e em completo silêncio. Ao chegarem, conseguem ver uma quadra coberta, onde vários caixotes estão armazenados e o que parece ser uma secretaria em outro prédio. Abaixo deles, na última sala de aula, conseguem ouvir os sons de cânticos. Eles ouvem com cuidado. Quando os cânticos terminam, escutam uma voz falar: “Agora, espíritos, nos deem o poder para executar sua vingança!”. Os aventureiros observam várias pessoas, cobertas com capuzes cinzas, deixarem a sala.

Aeterna desce MS por uma corda até a janela quebrada da sala de aula. Lá, o pequeno robô vê uma cena estranha: No fundo da sala há uma estrutura de madeira, onde um homem morto está pendurado. Sua pele está rachada, seca e se tornando cinza. Suas extremidades se esfarelam lentamente em Cinzas vermelhas brilhantes. Vácuo. Um dos cultistas permanece ajoelhado diante da vítima, em adoração, sem perceber MS na janela. MS é puxado de volta e conta o que viu.

Aeterna coloca um arpéu na corda e o prende no telhado. Ele desce a corda e entra em silêncio na sala, matando o cultista com sua faca. MS desce logo em seguida. Os dois coletam o Vácuo no chão, o suficiente para quatro doses. Mais Vácuo cai do corpo, mas muito lentamente, conforme sua carne seca e queima. Ao perceberem que não podem esperar demais até que outros cultistas voltem, fogem da escola com os espólios que conseguiram.


quinta-feira, 25 de abril de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 10

 Relato 10

Um novo grupo de aventureiros se prepara para investigar uma estação de rádio. Os rumores dizem que deve ter algo valioso lá. Vale a pena dar uma olhada. O grupo é formado por: Corvo Albino, saqueador do deserto, Emilio, outro saqueador do deserto, Milton, psiônico aberrante, Oraculum, tecnomago xamânico e Smirk, outro psiônico aberrante.

O grupo observa a estação do topo de uma duna de Cinzas. A luneta (metade de um binóculo) é passada de um para o outro. Conseguem ver um grupo de soldados, usando roupas militares com tema de ursinhos de pelúcia, os Pacificadores, eles entram numa estrutura grande e com janelas quebradas. No final, os aventureiros decidem que Emilio e Milton irão sós inicialmente, verificar a torre de rádio e a estrutura onde os Pacificadores entraram. Ao se aproximar entram por um buraco na cerca de metal.

Milton sobe as escadas da torre de rádio, no topo há uma pequena estrutura de madeira, formando uma espécie de guarita. Ao chegar no topo e abrir o pequeno alçapão, encontra um homem-morcego, observando pela janela do local para as estruturas no solo. Milton pega sua pistola e atira na criatura, deixando-a em estado crítico. O homem-morcego suplica por sua vida, prometendo contar tudo o que sabe e Milton aceita suas súplicas, usando seu poder psíquico para curá-lo. Ele explica que o local foi invadido por Pacificadores e que seu chefe está no pequeno quarto no fundo da estação.

Enquanto isso, Emilio se aproxima na estrutura maior, enquanto escuta sons de luta e gritos. Ao chegar na janela de forma sorrateira, olha para o interior do local. Uma grande matança, muitos corpos no chão, todos mortos recentemente, a grande maioria dos Pacificadores que entraram a pouco tempo. Andando por entre os corpos, um enorme mutante que parece contar os corpos, embora sempre pare antes de chegar no oitavo. Emilio tenta falar com o mutante, explicando que também odeia os Pacificadores. O mutante não parece entender por completo, mas também não age com violência contra Emilio, exceto quando este pede para o mutante parar de contar. Nesse momento, a musculosa criatura arremessa um corpo em sua direção. Emilio não se abaixa a tempo e é atingido, mas isso não lhe causa nenhum ferimento sério.

Ao mesmo tempo, os que ficaram para trás, na duna, vêm um veículo se aproximando. Uma patrulha dos Pacificadores. Corvo avisa a Emílio pelo rádio. Milton desce da torre com o homem-morcego. Ao mesmo tempo, Emilio começa a derramar gasolina em volta da estrutura, enquanto o mutante continua a contar corpos.

Quando o veículo chega, os três que ficaram na duna também se aproximam. Ao mesmo tempo, o homem-morcego foge ao ver os Pacificadores chegando. No momento que o carro para, Milton sua seus poderes psíquicos para incendiar o veículo. Dois dos passageiros saem correndo em chamas, os outros dois saem atirando. A luta começa. Um dos soldados parte para cima de Corvo e Oraculum fica invisível com sua mágica. Antes do soldado chegar em Corvo, tem seu pescoço cortado por Oraculum. O sargento, que também havia saído do carro, troca tiros com Corvo e Emilio, levando a pior. O mutante, durante a confusão, sai da casa em chamas, gritando números de 1 a 7 e correndo na direção de Oraculum e Corvo. Oraculum fala “oito!” o que deixa o mutante em completo pavor, parando seu ataque. Mitlon tenta ler os pensamentos do mutante, fazendo-o engolir um de seus dentes, mas percebe que há algo tentando controlar o mutante. Ao mesmo tempo, uma vez grita pedindo socorro, vinda do prédio em chamas, o filho do mutante, um jovem rapaz, também um mutante. Emilion o resgata, disparando seu arpão do braço na parede do prédio e permitindo que o rapaz use a corda para passar por cima das chamas.

Com os Pacificadores mortos e o fogo rugindo, o grupo vai até o último local, que o homem-morcego havia dito ser um laboratório do seu chefe. Entrando no local, encontram mesas com corpos abertos, livros com equações estranhas e vários utensílios médios nas prateleiras. Em outra sala, mais ao fundo, encontram um estranho cientista, seus dentes são afiados, suas orelhas longas e pontudas e sua pele coberta de pelos cinzas. Ele usa um jaleco e tem seu corpo coberto de equações. Em sua cabeça há vários fios, entrando em seu crânio. Conectado a esses fios há um amalgama de cérebros, em cima de uma máquina estranha. Sem tempo para se defender, o cientista é atingido pelo arpão de Emilio e, ao ser puxado pela corda do arpão, é atingido pela faca de Oraculum, que ainda estava invisível.

O mutante recupera controle de sua mente e foge com seu filho. Os aventureiros saqueiam tudo o que podem. Emilio destrói a abominação na forma de cérebros.


quinta-feira, 11 de abril de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 9

Relato 9 

Um grande grupo, de 7 aventureiros, se desloca em dois carros para o complexo industrial.

Depois de três horas de viagem, nas ruinas de uma cidade, escutam gritos e o mutante do grupo, com olhos na nuca, vê estranhas sombras voando entre os prédios arruinados. Decidem desviar do caminho momentaneamente, para longe do barulho.

Mas, próximo da saída da cidade, veem um homem com roupas esfarrapadas, numa corrida desenfreada, saindo de um corredor. Ele parece desesperado, correndo pela rua. Poucos segundos depois, uma criatura bestial, que parece um grande morcego, mas com uma forma estranhamente humanoide, voa atrás do homem. Rapidamente o alcança e o carrega pelos ombros, cravando suas garras na carne do pobre coitado.

Ele voa, carregando sua presa, para longe. O grupo decide continuar o caminho.

Ao chegarem no complexo industrial, veem que sua vaga habitual está ocupada. Um enorme verme branco, com centenas de patas finas e quitinosas o sustentando, do tamanho de uma van. Em cima do bicho, vários bancos amarrados, tirados de carros.

Usando dois dos bancos como poleiros, há uma grande criatura. Uma criatura morcego bestial, como a que viram anteriormente. No chão, próximo ao verme, dois homens com características de morcego. Cobertos de pelo, orelhas pontudas, dentes afiados e narizes em pé em forma de folha.

Os homens-morcego, ao verem os carros pararem, se aproximam, cada um de um lado do veículo da frente, o carro de Pilgrim. Parecem querer apenas conversar. O primeiro, com pelagem preta e vários piercings nas orelhas, fala: “É bom vocês saírem daqui. Aproveitem nossa paciência.”. Pilgrim argumenta com eles, perguntando o que eles querem em troca de deixar que passem. Os homens-morcego falam que têm fome de sangue. Depois de uma conversa tensa, o grupo convence a dupla de que há um grupo de clones que podem servir de comida, dentro do complexo. A criatura em cima do verme aparenta inquietude durante toda a conversa.

Um pequeno comboio entra no complexo, o carro de Pilgrim na frente, seguido pelo de Mohini e, por último, o verme gigante. Um grande buraco se abre sob os pneus do carro da frente, no fundo a estranha gelatina prateada. Pilgrim consegue frear e dar ré no último momento. Depois disso, decidem continuar a pé.

Antes de se moverem, no entanto, um outro homem-morcego surge correndo, vindo de algum lugar depois do armazém, fugindo de algo. Parece muito nervoso, mas o grupo não consegue ouvir a interação entre ele e seus colegas. Uma entidade surge, do mesmo caminho do fugitivo. Um ser estranho, humanoide, magro, uma cabeça em formato de V e vestindo uma roupa apertada e prateada. Seu corpo é feminino. Sua mão se ergue e o homem-morcego fugitivo começa a gritar e flutuar no ar. Com um clarão dourado que cega a todos momentaneamente, ambos a entidade e o homem-morcego fugitivo desaparecem.

Os homens -morcego ficam nervosos. Ninguém consegue explicar o que aconteceu. Decidem ir logo para a siderúrgica, parar de perder tempo. Eles querem comer e sair daí o mais rápido possível. Ao chegarem no local, os homens-morcego junto com o bestial morcego-homem, se dirigem direto para os escritórios. Uma grande luta começa. Aproveitando a distração, o grupo explora duas salas da siderúrgica.

O primeiro grupo entra na sala de refinamento. Lá dentro, no calor intenso, veem grandes cestões carregando metal derretido para enormes caldeiras. Mas uma pequena sala no canto chama a atenção. Completamente feita de vidro. Dentro dela há uma maca, e ao seu lado, um estranho cubo com uma entrada cilíndrica e um tubo fino terminado em uma agulha. Há também um armário com suprimentos médios e vários tubos metálicos e cinzas. O grupo leva dois dos tubos e todos os suprimentos médicos que podem carregar.

Na outra sala, cuja porta indica como sala de conformação mecânica do aço, a outra parte do grupo encontra grandes máquinas levando metal quente e vermelho em esteiras. Há também um painel de controle. Smirk nota que a esteira leva para fora da estrutura e coloca sua cabeça na abertura para ver o outro lado. Ao fundo da siderúrgica vê uma quantidade lingotes de aço jogados no chão e, a algumas centenas de metros, o que parece ser outra estrutura, mas, estranhamente, parece flutuar no ar.

A briga nos escritórios acaba, o grupo, se reunindo novamente, vê que os clones levaram a melhor. Eles agora arrastam os cadáveres para outra sala da siderúrgica, uma que não foi explorada pelos aventureiros.

O grupo aproveita para investigar a sala da gerência, nos escritórios. Lá coletam uma CPU e vasculham um armário de documentos. Com sagacidade, percebem um código em uma prancheta na mesa do gerente que índica um arquivo em particular. Ao abrir a pasta deste arquivo, encontra um mapa de todo complexo industrial.

Depois de coletarem alguns lingotes de prata, retornam para os veículos. Nesse momento uma anomalia surge. Uma das estranhas bolas de plasma explode próxima dos carros, derretendo parcialmente suas latarias. Mas, por sorte, os carros ainda funcionam. 

Finalmente, retornam para a cidade.


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terça-feira, 12 de março de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 8

 Relato 8

Mais uma jornada até o complexo industrial. Dessa vez são Pilgrim, Motorista Mentacapto, Mohini, Saqueadora do Deserto, Stephan, Mutante do Mundo Morto e Tomy, Sobrevivente Primevo. Antes disso, conversam com Johnny e até tentam leva-lo na viagem, mas ele implora para que não. Para evitar que os aventureiros o forcem, conta todos os detalhes que lembra da siderúrgica. Algo que chama a atenção é a menção a um cristal amarelo no banheiro dos escritórios.

Dessa vez, partem com instruções do tecnomago Hazer. Ele pede que o estranho cristal amarelo no complexo industrial e promete pagar bem por ele. Além disso, seu mordomo, Lafoot, dá aos aventureiros um par de luvas de couro para tocar no cristal com segurança.

Partem no carro de Pilgrim, e a viagem dura em torno de 4 horas. O céu cinza e moribundo. Na última hora, ao passarem pelas ruínas de uma cidade, percebem a presença de algumas pessoas se abrigando em uma farmácia. O grupo resolve desviar o caminho e não se encontrar com essas pessoas. Chegam no complexo industrial sem maiores problemas.

Ao chegarem se encaminham diretamente para a siderúrgica. No caminho, Mohini, que vinha andando com muita cautela, nota um grande buraco, ainda coberto pela brita da trilha. Ela anda em torno do buraco com cuidado, cutucando a terra com sua marreta. Aos poucos a terra sobre o buraco cai e revela uma estranha substância gelatinosa e prateada, cobrindo toda a superfície na base do buraco. Deixando para trás esse estranho evento, finalmente chegam a siderúrgica.

Adentram pela garagem mais próxima, o barulho das máquinas se tornando cada vez mais alto. Seguem diretamente para os escritórios, sem encontrar com ninguém no caminho. Quando Mohini abre a porta, dá de cara com dezenas de clones trabalhando em cubículos, carregando pranchetas, fazendo cópias em uma máquina de xerox. Os clones a ignoram. Ignoram a todos. Dentro do local, o grupo percebe vários materiais que podem ser vendidos por chicletes em Libertas, mas teme que se pegarem os equipamentos sendo usados pelos “Joãos”, eles ataquem.

Resolvem ir até o banheiro. Um grande buraco consome quase todo o piso, deixando apenas um pequeno espaço onde colocar os pés. Dentro do buraco, aquela mesma gelatina prateada já encontrada antes. Do outro lado do buraco, o tal cristal amarelo.

Stephan o olha com cuidado e tem a certeza de ver rostos em agonia dentro daquele brilho dourado. Logo abaixo do cristal, que cresce da parede como uma ferida, há um corpo de bruços e, no seu rosto, uma máscara de gás.

Pilgrim pega uma corda e laça o corpo do outro lado do buraco, arrasta-o pelo chão dentro daquela gelatina e o trás para seu lado do buraco. Quando o corpo surge, ainda coberto com a substância prateada, ele parece ser feito de borracha. Os aventureiros chegam à conclusão que aquela coisa prateada, afeta materiais orgânicos, deixando-os com essa consistência frágil e elástica. Nesse interim, Stephan vai ao escritório, pega um copo e alguns elásticos e coleta uma amostra da gelatina. O corpo guarda mais um presente além da máscara de gás. Ele abraça com força uma espingarda de cano duplo serrado. A arma é retirada das mãos do cadáver por Pilgrim, com um certo esforço.

O grupo resolve, depois de alguma discussão, dar a volta nessa sala e ir para a garagem de saída. Sabendo que uma das paredes da garagem coincide com a parede onde cresce o cristal amarelo, Mohini pega sua marreta e começa a derrubar a parede.

Não demora muito. Os clones vêm dos escritórios correndo e tentam vir da porta dupla no fundo da garagem, mas essa é bloqueada por Stephan. Os Joãos carregam várias armas improvisadas: canetas, tesouras e estiletes. Um deles carrega um grande revólver. A luta começa. Pilgrim dispara a espingarda e mata o clone com o revolver,

derrubando-o, aproveitando para correr até o corpo e pegar a arma. Tomy decepa a cabeça de outro com seu machete. Mohini trabalha na parede, cada marretada como um sonho realizado.

Quando ela derruba a parede, os clones estão por toda parte. Ela foge para fora da garagem. Stephan joga um molotov em uma das passagens de onde não param de vir clones. Tomy também foge da garagem. Correndo desesperadamente, Pilgrim entra na passagem recém aberta por Mohini e arranca o cristal da parede do banheiro.

Stephan está cercado, sendo cortado e furado por muitos clones. Ele grita para que Pilgrim fuja e joga um último molotov, dessa vez a seus pés.

Stephan e clones. Todos queimam. Pilgrim aproveita e foge. Todos fogem. Menos Stephan.

Agora, no Café dos Sonhos Quebrados, a lembrança de Stephan, sua identidade com a foto de Brad Pitt, é colocada na parede pelos sobreviventes.

domingo, 18 de fevereiro de 2024

DESERTO DE CINZAS - Sessão 7

 Por Thiago "Elendil" (@bs.rpg)

Dessa vez os aventureiros partem no carro modificado para combate de Pilgrim. São quartro: Pilgrim, Motorista Mentecapto, Siltron, Psiônico Aberrante, Smirk, Catador Aflito, Tambor, Robô Livre e Mohini, Saqueadora do Deserto. Seguem mais uma vez para o complexo industrial, ainda tem muito chiclete naquele lugar.

Viajam em um dia nublado e, mais uma vez, a viagem ocorre sem maiores eventos, apenas solidão, cinzas, ruinas, esqueletos de prédios e as vezes de pessoas. Depois de 4 horas de viagem, chegam ao complexo industrial. São recebidos por um ligar imaculado, limpo, organizado e muito conservado. Tudo que foi tirado do lugar ou destruído na visita anterior, está nos seu lugar novamente, como se nada tivesse acontecido.

Caminham diretamente até a siderúrgica, deixando a garagem e o armazém para trás, por sorte, com a exceção de alguma pequena pedra que flutua próxima ao chão, nenhuma anomalia atrapalha seu caminho. Chegam na siderúrgica e se aproximam da garagem de saída. Se escondendo, observam o local, bem iluminado e vivo com o barulho das máquinas. Percebem um dos “Joãos” sair de uma porta onde há escrito: “sala de conformação mecânica do aço”. Ele anda calmamente em direção aos escritórios. com uniforme de operário e segurando uma prancheta. Siltron, ao vê-lo, usa seus poderes psíquicos para ver através dos olhos do clone. Por um momento, antes de ver através dos olhos de João, sente uma estranha terceira presença ali, dormente, como se mais alguém visse através daquela mente. Vê tabelas e mais tabelas na prancheta, depois uma porta é aberta, um corredor, outra porta, um escritório. Uma mão entrega a prancheta para um outro clone idêntico sentado a uma mesa, usando um computador. Silron percebe que o clone está ficando nervoso, pois seu poder paralisa o corpo da vítima lentamente, ele então se desliga do João. 

Enquanto Siltron faz seu trabalho, Pilgrim entra na garagem e se esconde no canto da parede. Mas, ele dá o azar de dar de cara com mais um clone saindo da mesma porta de antes. Mas, dessa vez, João está com um olhar aflito, olhando por cima do ombro. Ao ver Pilgrim, fica ainda mais nervoso, parece pensar no que deve fazer, indeciso sobre continuar andando ou não. Decide ir na direção de Pilgrim, e, antes que possa fazer qualquer coisa, o motorista o agarra pelos ombros e o leva para fora da garagem. João fala com Pilgrim assim que este solta sua boca: “Vocês precisam me tirar daqui! As salamandras vão me devorar!” ele parece muito nervoso, olhando sempre na direção da garagem. Pilgrim, depois de nomeá-lo Johnny, pergunta de onde ele veio, quem são os clones, ao que Johnny responde que não sabe, simplesmente acordou aqui um dia, e teve de seguir o trabalho dos outro, pois foi quase morto quando não o fez. Johnny pede para retornar, antes que os outros clones o vejam e Pilgrim deixa. Mas antes de ir, Johnny promete dar ao grupo um cartão magnético vermelho que ele diz ser muito importante, em troca do grupo conseguir tirar ele dali.

O grupo se junta na garagem e discute o que fazer, mas antes de chegar em uma decisão, veem Johnny sendo carregado por três “Joãos” gritando por ajuda. Tambor atira na cabeça de um dos clones, enquanto Pilgrim e Mohini partem pra cima dos outros. O combate começa e, enquanto lutam, vários outros clones saem por outras portas, mas Tambor bloqueia a mais próxima com seu corpo. Smirk e Siltron levam um tambor com gasolina para fora da garagem. Johnny consegue escapar de seus captores graças a ajuda dos aventureiros. 

Percebendo que não podem vencer dezenas de clones, apesar de vários deles lutarem usando tesouras e canetas, o grupo se prepara para fugir. Pilgrim sai correndo da garagem e aperta o botão que fecha o portão da garagem, Mohini corre logo atrás, para passar antes que o portão feche. Sendo agarrada pelos clones, ela não chega a tempo, mas Siltron usa a estranha luva telecinética que haviam encontrado antes para abrir o portão. O grupo foge com a gasolina e com Johnny.

Johnny explica que o cartão magnético vermelho que ele dá ao grupo, serve para, junto com um outro cartão azul, para abrir um cofre no final do complexo. Ele não sabe mais nada a respeito, apenas viu essas informações certa vez, na prancheta de um clone.