domingo, 19 de abril de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 67 - Depois do dilúvio, sombras sob a Ratoeira

Sessão: 17/02/2026
 

Participantes:
 

Rheica: Crepúsculo, magista nível 2; 

Marco: Eraldin, elfo nível 3; 

Guilherme: Kazuma, especialista nível 4;

Guilherme Oliveira: Lioren, Elfo nível 3;

Augusto: Sávio, Combatente nível 2;

Anthony: Solaire, Arcanista nível 2;

Silver: Vênus, Combatente nível 3;

por Marco Eraldin 

A aventura recomeçou logo após os eventos traumáticos do dia anterior. Com exceção de Kazuma, que permaneceu em vigília monitorando o local para ver se mais alguém se aproximava, os demais aventureiros buscaram o refúgio de suas casas para descansar e processar descobertas.


Preparativos e Diplomacia
No dia seguinte, o grupo se reuniu para traçar os próximos passos. Houve um consenso: a nova incursão exigiria o maior número de aliados possíveis. Reforços foram convocados — Lioren, Vênus, Solaire e Sávio — somando-se ao núcleo principal. Kazuma relatou que a noite no local do último combate fora silenciosa, sem movimentações suspeitas. Embora Kazuma estivesse ansioso para partir imediatamente, Eraldin notou sua exaustão e pediu para que ele descansasse antes da missão.


Enquanto Kazuma recuperava as suas forças, Eraldin dirigiu-se à sede dos Plumas Azuis. Em uma conversa franca com o Capitão, expôs a gravidade da situação, citando o possível conflito entre facções e a suspeita da presença dos Máscaras Noturnas. O Capitão, embora severo e com poucos homens à disposição, concedeu uma permissão especial:
"Não tenho homens para ceder, então permito que investiguem. Mas lembrem-se: sem confusões, sem importunar ou matar inocentes. Reportem-se a mim ao fim da investigação."
 

O Retorno ao subterrâneo
Com a permissão em mãos e Kazuma descansado, o grupo partiu. Para a descida ao subterrâneo, formou-se uma equipe de exploração com Eraldin, Kazuma, Nathaly, Sávio
e Vênus, enquanto Lioren, Solaire e Crepúsculo permaneceram na superfície, garantindo que ninguém os seguisse.
 

Após descerem e cruzarem a porta, o grupo nota que ela estava com uma substância laranja translúcida — dura, inodora um pouco semelhante a uma gelatina. Em uma bifurcação, Nathaly e Sávio analisaram o terreno e perceberam que a terra à esquerda estava mais remexida. Decidiram seguir por ali, mas não antes de Nathaly instalar uma armadilha sonora no caminho da direita como precaução.
 

Emboscada e o Símbolo de Helina

Eraldin marcava o caminho discretamente enquanto avançavam por túneis longos, até chegarem a uma encruzilhada diante de uma imponente porta de metal. Kazuma tomou a dianteira para investigá-la e tentar abri-la, mas foi subitamente cercado por cinco pessoas (4 homens e 1 mulher):
"Ora, ora... parece que temos um ratinho aqui."

Kazuma notou imediatamente que tinham 4 bestas apontas em sua direção, além disso, notou um disco de madeira com o símbolo do sol de Helina no pescoço de um dos captores, mas manteve a calma. Interrogado pelo líder do grupo, um homem chamado Sevarinus que portava um cajado, Kazuma respondeu de forma evasiva, protegendo a localização/ presença de seus companheiros e a natureza de sua missão. Sevarinus, com um olhar duro, ordenou que ele fosse embora e levasse quem quer que estivesse com ele, alegando que o local não era seguro e que eles não deviam estar ali.


Ao retornar e relatar o encontro, Eraldin questiona a existência de uma milícia da Igreja de Helina, mas Vênus, recorrendo aos seus conhecimentos, teve a certeza: a igreja não possuía tal braço armado.
 

Uma criatura voadora
Antes que pudessem decidir o próximo passo, um ruído estranho vindo do túnel por onde vieram interrompeu o silêncio. Algo se aproximava rapidamente, deslizando sem causar vibrações no chão. A surpresa veio na forma de uma criatura aberrante: uma coisa com a cabeça de javali flutando que avançou ferozmente contra o grupo.
 

O túnel estreito forçou uma formação em fila indiana, dificultando a defesa. Eraldin gritou para que Nathaly lhe entregasse o seu escudo enquanto conjurava sua armadura mágica. Sávio tentava disparar suas flechas por cima do ombro do elfo, enquanto Kazuma recuava em direção à porta de metal, tentando abri-la para ganhar espaço.
 

A criatura atingiu Eraldin duas vezes, sentindo o contra-ataque mágico da armadura, mas não recuou. Sávio e Nathaly disparavam, mas os projéteis não encontravam o alvo na confusão do túnel, e Vênus, presa no final da fila, não conseguia progredir para ajudar. Em um momento de abertura, Eraldin desferiu um golpe preciso de espada, mas percebeu com horror que a lâmina não causou efeito algum na criatura.
 

O caos do combate atraiu novamente o grupo de Sevarinus. Ao ver Kazuma, o líder rosnou:
"Não dissemos para você ir embora?"
 

Kazuma explicou rapidamente a situação, apontando para o monstro que acuava seus amigos no corredor. Sevarinus, após confirmar a veracidade do relato através de seus homens, respirou fundo e, empunhando seu cajado, avançou em direção ao combate.

sábado, 18 de abril de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 66 - Depois do dilúvio, e o mistério se complica....

30/01/2026 

Participantes da sessão:
Eraldin, Elfo (Marco);
Kazuma, Especialista (Guilherme);
Crepúsculo, Magista (Rheica);
Nathaly, Gnoma (Vinny).

Por Marco Eraldin 

Reunião
Um dia após o início dos trabalhos na Ratoeira e o primeiro encontro com os elfos Ethien e Balerian, um grupo se reuniu novamente para continuar os reparos e a limpeza da região. Desta vez, a comitiva era formada por Eraldin, Crepúsculo, Kazuma e Nathaly.
 

Rumores e Preces
Enquanto trabalhavam, Eraldin e Kazuma — conhecidos de longa data das incursões ao Poço — aproveitavam para colocar o papo em dia. Eraldin narrou a caçada do clã dos orcs ao "Assassino das Rosas", enquanto Kazuma relatou seus embates contra as Máscaras Noturnas e sua busca por vingança pela morte de Duran.
 

Ao mencionarem as Máscaras Noturnas, o alerta geral acendeu. Eraldin relembrou o encontro suspeito com os elfos no dia anterior. Crepúsculo, ao ouvir a descrição, recordou-se de ter visto a dupla no Templo de Helina, onde os ouviu em uma prece fervorosa: "Senhora da Manhã, proteja a mim e a meu irmão, para que consigamos aqui as pistas do mal que combatemos."
 

O Rastro nas Ruínas
A conversa foi interrompida pela angústia de Nathaly, que buscava desesperadamente por seus familiares desaparecidos há dias em Irlun. Enquanto o grupo prometia ajudá-la na busca, os mesmos elfos foram avistados esgueirando-se novamente pelos muros da Ratoeira.
 

O grupo agiu rápido e iniciou uma perseguição cautelosa pelas vielas. Kazuma seguia na vanguarda, seguido por Nathaly, com Eraldin e Crepúsculo fechando a retaguarda. O rastro os levou a uma área devastada pelas chuvas, repleta de construções desmoronadas. Lá, cruzaram com um velho de cabelos brancos que berrava profecias apocalípticas sobre o "castigo dos deuses" e o retorno das chuvas purificadoras em Irlun. Nathaly, indignada com o discurso, mal deu ouvidos ao velho, e o grupo focou no que importava: uma casa onde Kazuma viu os elfos antes de desaparecerem.
 

Emboscada e o Salvador Inesperado
Dentro da residência, encontraram um alçapão com uma corda que levava ao subterrâneo. Kazuma desceu para investigar enquanto os outros montavam guarda. Foi então que o perigo se revelou: três inimigos — dois espadachins e um arqueiro — surgiram para o combate.
 

A batalha foi intensa. Eraldin conjurou sua armadura mágica e sacou a espada; Crepúsculo, sem armas de curto alcance, improvisou usando suas flechas para o combate corpo a corpo, enquanto Nathaly se posicionava para disparar à distância. Os aventureiros ganhavam terreno, e Eraldin conseguiu amedrontar um dos oponentes para auxiliar Crepúsculo, mas no fim, quem o finalizou foi Nathaly, com uma flechada perfeita.
 

A vitória parecia certa, até que um mago chamado Sael surgiu das sombras, atingindo Eraldin gravemente com dois mísseis mágicos. Kazuma, ouvindo o caos acima, começou a escalar de volta para tentar um ataque surpresa. No momento crítico, enquanto Eraldin protegia Crepúsculo para que ela o curasse e Nathaly mantinha a pressão ofensiva contra os adversários, Sael se preparava para um golpe de misericórdia.
 

Antes que o mago pudesse agir, ele foi fulminado por duas rajadas de luz pura, morrendo instantaneamente. Ao olhar para as sombras de uma casa próxima, Eraldin avistou a silhueta de Ethien, novamente desaparecendo nas sombras.
 

A calmaria antes da tempestade....
Com o líder morto, os inimigos restantes fugiram desesperadamente. Eraldin e Nathaly tentaram detê-los, mas os fugitivos desapareceram no labirinto das vielas. Kazuma reuniu-se ao grupo para ajudar a saquear os corpos e processar o ocorrido. O sentimento era um misto de preocupação e euforia, misturado com alívio, mas uma coisa era inegável: o grupo só saiu sem baixas daquele embate graças à intervenção providencial de Ethien.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

OLD DRAGON - JA1 O Santuário Esquecido parte 1

A Buró Editora lançou já há algum tempo a minha aventura O Santuário Esquecido. Foi extremamente gratificante um vez que OD2 é, na minha opinião, o sistema brasileiro mais completo e abrangente, não devendo nada a nenhum dos medalhões estrangeiros.

Desde que comecei a desenvolver a aventura, sempre esteve nos planos criar uma ambientação consistente que abrisse possibilidades ao mestre de explorar junto com os jogadores a região do Lago Norte e as Três Cidades, assim como seus principais moradores.

E como curiosidade, vários dos nomes de PdMs dessa aventura são PJs do grupo de D&D que participo desde 1991. Então, como formas de homenagem, há nomes ali de personagens que se aventuram há mais 30 anos.              

E mais feliz ainda fiquei quando recebi a mensagem de um amigo, Zé Emygdio do CE (do Joga Iniciativa - RPG Fortaleza @joga.iniciativa.fortaleza),  que ele estava jogando a aventura e gerando relatos dela. Eu particularmente SEMPRE quis ouvir de outros mestres ou jogadores as suas versões das minhas histórias.  

Então, sem mais delongas, vamos acompanhar os bravos aventureiros no mistério do Santuário Esquecido.    

 


Relato Unificado — Sessão 12/03/26

Após deixarem Pomar Branco, o grupo seguiu viagem rumo ao Vilarejo da Figueira, atendendo ao chamado da sacerdotisa Ivrian.
 
A jornada, porém, rapidamente cobrou seu preço. No meio do caminho, sob o sol e o cansaço acumulado, o silêncio foi rompido por um ataque vindo dos céus: grifos famintos mergulharam sobre o grupo, atraídos principalmente pelos cavalos.

O confronto foi rápido, mas brutal. As criaturas, mesmo aparentando fraqueza, demonstraram toda sua ferocidade ao dilacerar as montarias. Em meio ao caos, Evendur enfrentou uma das feras diretamente, enquanto Quintus utilizava sua fé para manter vivos aqueles que ainda podiam ser salvos. O combate tomou um rumo impressionante quando Zellin, o pequeno halfling recém-integrado ao grupo, lançou-se sobre um dos grifos em pleno voo. Com coragem quase suicida, ele atacou a criatura repetidamente até abatê-la no ar, sendo salvo de uma queda fatal graças à intervenção mágica de um aliado. Ao final, os heróis sobreviveram, embora com ferimentos, sem perdas entre os animais.

Seguindo viagem, chegaram ao Vilarejo da Figueira, onde encontraram um ambiente estranho e inquietante. Apesar de um festival animado, com música e batuques constantes, havia uma tensão palpável no ar: guardas atentos, olhares desconfiados e uma sensação de que algo estava profundamente errado.

Buscando abrigo e respostas, o grupo encontrou um pequeno santuário dedicado a Santo Artheus, onde foram recebidos por Ivrian, sacerdotisa local e assistente da líder espiritual Jadhel, que se encontrava ausente — ou, como logo descobriram, gravemente incapacitada. Durante a noite e amanhã seguintes, os aventureiros reuniram informações que revelaram um cenário preocupante.

Uma doença misteriosa assola o vilarejo: começava com calafrios, evolui para febre intensa e culminava em um sono profundo semelhante a um coma — condição que havia acometido a própria Jardel. Paralelamente, surgiram indícios de atividades suspeitas envolvendo contrabando, possivelmente ligados ao prefeito Estefano. Além disso, um jovem homem chamado Galtrek retornara da floresta ferido e em estado de choque, após entrar acompanhado e voltar sozinho, levantando ainda mais dúvidas sobre os perigos que cercavam a região.

Assim, entre o eco dos festejos e o peso de segredos ocultos, o grupo percebeu que o verdadeiro desafio apenas começava. O Vilarejo da Figueira escondia mais do que aparentava — e a investigação que se iniciava prometia ser tão perigosa quanto as batalhas já enfrentadas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 65 - O Sonho do Baile Fantasma e o Mago Prisioneiro

 Relato de sessão, 13/02/2026

 Mestre Renê

Aventureiros:

Solaire de Helina, Arcanista nível 1

Crepúsculo, Magista nível 2

Lioren Folhavil, Elfo nivel 3

Vênus, Combatente nível 2

Ammy, Combatente Nível 2

Eraldin, Elfo Nivel 3

Por Solaire de Helina

"Os aventureiros entram para mais uma noite explorando aquele temido poço.... Retornaremos com vida? Mortos? Me pergunto o que pode ocorrer ali dentro...

Após a parada do elevador, seguimos por um corredor desconfortavelmente escuro, utilizamos da lamparina de Eraldin para conseguirmos enxergar sem que fossemos atacados, ou humilhantemente fossemos levados para um buraco que nos traria a morte.

Após o auxílio de Ammy para descermos uma rampa sem muitas dificuldades, chegamos a uma porta, o visual dela nos remetia puramente a magia, logo os arcanista e o elfo do grupo ficaram animados, e com razão.

Entramos na porta, um salão bem iluminado nos recebeu, logo percebemos onde estávamos... Um baile cadavérico, um esqueleto estranho nos recepcionou, exigindo etiqueta ou um convite de seu senhor, Malazar.

Logo ao aderir postura formal e etiqueta ideal, o esqueleto nós permitiu prosseguir para o baile, os aventureiros foram dançar em conjunto, enquanto eu... Preferi manter distância, uma aventura nova talvez? Decidi fazer par com uma fantasma que ali dançava em solidão, foi uma experiência de fato inédita, o salão passou de algo fantasmagórico para algo... Bonito? Novo?

Os fantasmas se tornaram pessoas, inclusive a que dançava junto a mim, ao fim da dança, ela me entregou um pacote, pacote esse que tinha um relógio muito bonito, mas aparentemente com defeito, sempre indo em direção contrária ao convencional, para quê eu iria querer um relógio que funciona no sentido anti-horário se não fosse para vender?

Por fim, a dança chegou ao fim, o palácio voltou a ser fantasmagórico como antes, o mesmo para os espíritos ali presentes.

Seguimos caminho por uma porta, situação essa que nos levou a outro grande corredor, com diversos quadros de um mago ao longo do tempo, desde sua juventude até sua velhice.

Decidimos descansar, estávamos com fome e com sede, fizemos um pequeno acampamento improvisado, no fim desse descanso, decidi tomar iniciativa em algo arriscado...
Queria aproveitar a onda de energias boas que vinha da área, bizarra mas estranhamente boa, peguei meu pergaminho mais poderoso... Receptáculo, e quando utilizei a magia no anel dado a Lioren por Mirandimax... Funcionou? Tudo está escuro... Apenas vejo... Almas?"

(A partir daqui o relato já não será mais nos olhos de Solaire, pelo fato de anéis não  escreverem relatos)

Vênus levou o corpo agora desmaiado de Solaire para o elevador e ali ficaram, enquanto seus aliados prosseguiram pela estranha masmorra, chegando em uma área com diversos quadros espalhados e uma porta sem maçaneta, por fim, Eraldin adquiriu alguma joias e ouro, quase sendo atacado por um dos quadros que pareciam olhar para os corajosos aventureiros.

Era um quebra-cabeça, a maçaneta da porta estava em um baú atrás do último quadro da sala, juntamente dos tesouros encontrados pelo sagaz elfo, ao ser resolvido pelos exploradores, uma porta para a próxima sala foi aberta.

Chegando lá, percebe-se que a sala possuía um tamanho quase que irreal, quilômetros de extensão, com uma mesa aparentemente para banquetes bem centralizada, varias estatuas de armaduras espalhadas ao fundo, nossos protagonistas desta jornada avistaram objetos da mesa, inclusive uma caneca e uma garrafa (que estranhamente possuíam a logo da taverna da Caneca Furada).

Por fim, ao avistarem as estatuas se mexendo, decidiram bater em retirada de forma segura.

Todos retornaram vivos.