terça-feira, 5 de maio de 2026

OLD DRAGON - JA1 O Santuário Esquecido parte 3

 

Relato Unificado — Sessão 02/04/26

Após derrotar dois ogros, o grupo — exausto e com poucos recursos — decide recuar até a entrada do templo para descansar. No entanto, a tentativa de repouso é interrompida por lobos famintos e agressivos, atraídos pelo cheiro de sangue. Sem alternativas, os aventureiros tomam uma decisão perturbadora: alimentam os lobos com a carne dos próprios ogros abatidos. Embora eficaz para acalmar as criaturas, o ato pesa na consciência de todos, reforçando a sensação de que algo sombrio está influenciando suas ações.

Durante a noite, organizaram uma vigília. Sons estranhos e lamentos são ouvidos por mais de um membro do grupo, aumentando a tensão. Quintus, em seu turno, consegue contato com um espírito chamado Kalina, que parece estar ligado a um grimório amaldiçoado — possivelmente a origem dos males e da inquietação crescente entre eles. A revelação intensifica conflitos internos: parte do grupo deseja estudar o livro, enquanto outros defendem sua destruição, temendo sua influência corruptora.

Mesmo após o descanso, o ambiente continua opressivo. Com recursos escassos, retornam à câmara anterior para improvisar uma fogueira, mas são surpreendidos por um novo inimigo: um ogro ainda maior e mais poderoso que os anteriores. A batalha é difícil, exigindo esforço conjunto de guerreiros, magos e sacerdotes, mas o grupo consegue vencer.

Exauridos, feridos e sem condições de prosseguir, os aventureiros decidem recuar até a cidade. Fica claro que os mistérios do templo — especialmente o grimório e a maldição associada — são mais perigosos do que imaginavam, exigindo melhor preparação antes de uma nova investida.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

OLD DRAGON - JA1 O Santuário Esquecido parte 2

Continuando a narrativa do Zè Emygdio - @joga.iniciativa.fortaleza, os bravos aventureiros chegam à Vila da Figueira e começam a tomar pé do clima estranho da localidade.

Em Valansia,  o Lago Norte encontra-se exatamente a sudeste do Bosque dos Druidas e nordeste dos Jardins do Caos, nas cercanias de Vanoria.

As Três Cidades que margeiam o Lago Norte (Vila da Figueira - uma homenagem à família Figueira, que são parte da 1a e 3a geração da nossa longeva mesa de D&D, Beiralago e Alem D'agua) exploram as águas através da pesca do Caranguejo-Rei, iguaria típica do local e apreciada em várias outras localidades.        

 


Relato Unificado — Sessão 26/03/26

Após chegarem ao Vilarejo da Figueira, o grupo se deparou com uma série de mistérios que logo revelaram uma ameaça maior: uma doença estranha que acometia os moradores, aparentemente ligada a artefatos trazidos da floresta por um homem chamado Fiondil. Entre esses itens estavam uma tapeçaria azul, um grimório, um incensário e um candelabro — objetos que carregavam uma energia sombria e pareciam drenar a vida de quem os possuía. Bernie e Jadhel, que tiveram contato com esses artefatos, encontravam-se gravemente em coma, enquanto Galtrek, o único a retornar da floresta, estava traumatizado e ferido.

Com base nas informações obtidas por Zellin com a halfling Tarissa, o grupo investigou Galtrek e os afetados, confirmando a ligação entre os itens e a doença. Determinados a resolver o problema, decidiram retornar à floresta em busca de Fiondil e da origem da corrupção, levando consigo os artefatos para evitar que continuassem causando mal na cidade.

Guiados inicialmente por Galtrek, adentraram a mata até encontrarem um antigo santuário escondido entre as árvores. O local apresentava sinais claros de anormalidade — o solo ao redor era estéril e o silêncio, opressivo. Antes mesmo de entrarem, foram cercados por lobos enormes e agressivos. A batalha foi intensa, mas controlada: com o uso de magia, conseguiram neutralizar as criaturas sem matá-las, optando por contê-las e seguir adiante.

No interior do templo, encontraram uma estrutura antiga e bela, marcada por esculturas e símbolos de uma civilização esquecida. Ao explorarem suas profundezas, chegaram a um grande salão hexagonal, onde foram surpreendidos por dois ogros. O combate foi difícil, exigindo coordenação e esforço de todos — especialmente diante da resistência de uma das criaturas aos poderes divinos de Quintus. Ainda assim, o grupo conseguiu vencer sem sofrer baixas.

Durante os confrontos, porém, nem tudo passou despercebido: a hesitação de um dos companheiros em momento crítico levantou dúvidas sobre sua coragem e confiabilidade. Mesmo assim, o grupo prevaleceu.

Agora, com o templo parcialmente explorado, torna-se cada vez mais evidente que os artefatos encontrados são a chave para a doença e para algo mais antigo e perigoso que habita aquele lugar. Entre fé, magia e incertezas, os heróis seguem sua missão — não apenas em busca de respostas, mas para impedir que essa corrupção continue se espalhando.

domingo, 19 de abril de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 67 - Depois do dilúvio, sombras sob a Ratoeira

Sessão: 17/02/2026
 

Participantes:
 

Rheica: Crepúsculo, magista nível 2; 

Marco: Eraldin, elfo nível 3; 

Guilherme: Kazuma, especialista nível 4;

Guilherme Oliveira: Lioren, Elfo nível 3;

Augusto: Sávio, Combatente nível 2;

Anthony: Solaire, Arcanista nível 2;

Silver: Vênus, Combatente nível 3;

por Marco Eraldin 

A aventura recomeçou logo após os eventos traumáticos do dia anterior. Com exceção de Kazuma, que permaneceu em vigília monitorando o local para ver se mais alguém se aproximava, os demais aventureiros buscaram o refúgio de suas casas para descansar e processar descobertas.


Preparativos e Diplomacia
No dia seguinte, o grupo se reuniu para traçar os próximos passos. Houve um consenso: a nova incursão exigiria o maior número de aliados possíveis. Reforços foram convocados — Lioren, Vênus, Solaire e Sávio — somando-se ao núcleo principal. Kazuma relatou que a noite no local do último combate fora silenciosa, sem movimentações suspeitas. Embora Kazuma estivesse ansioso para partir imediatamente, Eraldin notou sua exaustão e pediu para que ele descansasse antes da missão.


Enquanto Kazuma recuperava as suas forças, Eraldin dirigiu-se à sede dos Plumas Azuis. Em uma conversa franca com o Capitão, expôs a gravidade da situação, citando o possível conflito entre facções e a suspeita da presença dos Máscaras Noturnas. O Capitão, embora severo e com poucos homens à disposição, concedeu uma permissão especial:
"Não tenho homens para ceder, então permito que investiguem. Mas lembrem-se: sem confusões, sem importunar ou matar inocentes. Reportem-se a mim ao fim da investigação."
 

O Retorno ao subterrâneo
Com a permissão em mãos e Kazuma descansado, o grupo partiu. Para a descida ao subterrâneo, formou-se uma equipe de exploração com Eraldin, Kazuma, Nathaly, Sávio
e Vênus, enquanto Lioren, Solaire e Crepúsculo permaneceram na superfície, garantindo que ninguém os seguisse.
 

Após descerem e cruzarem a porta, o grupo nota que ela estava com uma substância laranja translúcida — dura, inodora um pouco semelhante a uma gelatina. Em uma bifurcação, Nathaly e Sávio analisaram o terreno e perceberam que a terra à esquerda estava mais remexida. Decidiram seguir por ali, mas não antes de Nathaly instalar uma armadilha sonora no caminho da direita como precaução.
 

Emboscada e o Símbolo de Helina

Eraldin marcava o caminho discretamente enquanto avançavam por túneis longos, até chegarem a uma encruzilhada diante de uma imponente porta de metal. Kazuma tomou a dianteira para investigá-la e tentar abri-la, mas foi subitamente cercado por cinco pessoas (4 homens e 1 mulher):
"Ora, ora... parece que temos um ratinho aqui."

Kazuma notou imediatamente que tinham 4 bestas apontas em sua direção, além disso, notou um disco de madeira com o símbolo do sol de Helina no pescoço de um dos captores, mas manteve a calma. Interrogado pelo líder do grupo, um homem chamado Sevarinus que portava um cajado, Kazuma respondeu de forma evasiva, protegendo a localização/ presença de seus companheiros e a natureza de sua missão. Sevarinus, com um olhar duro, ordenou que ele fosse embora e levasse quem quer que estivesse com ele, alegando que o local não era seguro e que eles não deviam estar ali.


Ao retornar e relatar o encontro, Eraldin questiona a existência de uma milícia da Igreja de Helina, mas Vênus, recorrendo aos seus conhecimentos, teve a certeza: a igreja não possuía tal braço armado.
 

Uma criatura voadora
Antes que pudessem decidir o próximo passo, um ruído estranho vindo do túnel por onde vieram interrompeu o silêncio. Algo se aproximava rapidamente, deslizando sem causar vibrações no chão. A surpresa veio na forma de uma criatura aberrante: uma coisa com a cabeça de javali flutando que avançou ferozmente contra o grupo.
 

O túnel estreito forçou uma formação em fila indiana, dificultando a defesa. Eraldin gritou para que Nathaly lhe entregasse o seu escudo enquanto conjurava sua armadura mágica. Sávio tentava disparar suas flechas por cima do ombro do elfo, enquanto Kazuma recuava em direção à porta de metal, tentando abri-la para ganhar espaço.
 

A criatura atingiu Eraldin duas vezes, sentindo o contra-ataque mágico da armadura, mas não recuou. Sávio e Nathaly disparavam, mas os projéteis não encontravam o alvo na confusão do túnel, e Vênus, presa no final da fila, não conseguia progredir para ajudar. Em um momento de abertura, Eraldin desferiu um golpe preciso de espada, mas percebeu com horror que a lâmina não causou efeito algum na criatura.
 

O caos do combate atraiu novamente o grupo de Sevarinus. Ao ver Kazuma, o líder rosnou:
"Não dissemos para você ir embora?"
 

Kazuma explicou rapidamente a situação, apontando para o monstro que acuava seus amigos no corredor. Sevarinus, após confirmar a veracidade do relato através de seus homens, respirou fundo e, empunhando seu cajado, avançou em direção ao combate.

sábado, 18 de abril de 2026

UMA NOITE NA MASMORRA - Episódio 66 - Depois do dilúvio, e o mistério se complica....

30/01/2026 

Participantes da sessão:
Eraldin, Elfo (Marco);
Kazuma, Especialista (Guilherme);
Crepúsculo, Magista (Rheica);
Nathaly, Gnoma (Vinny).

Por Marco Eraldin 

Reunião
Um dia após o início dos trabalhos na Ratoeira e o primeiro encontro com os elfos Ethien e Balerian, um grupo se reuniu novamente para continuar os reparos e a limpeza da região. Desta vez, a comitiva era formada por Eraldin, Crepúsculo, Kazuma e Nathaly.
 

Rumores e Preces
Enquanto trabalhavam, Eraldin e Kazuma — conhecidos de longa data das incursões ao Poço — aproveitavam para colocar o papo em dia. Eraldin narrou a caçada do clã dos orcs ao "Assassino das Rosas", enquanto Kazuma relatou seus embates contra as Máscaras Noturnas e sua busca por vingança pela morte de Duran.
 

Ao mencionarem as Máscaras Noturnas, o alerta geral acendeu. Eraldin relembrou o encontro suspeito com os elfos no dia anterior. Crepúsculo, ao ouvir a descrição, recordou-se de ter visto a dupla no Templo de Helina, onde os ouviu em uma prece fervorosa: "Senhora da Manhã, proteja a mim e a meu irmão, para que consigamos aqui as pistas do mal que combatemos."
 

O Rastro nas Ruínas
A conversa foi interrompida pela angústia de Nathaly, que buscava desesperadamente por seus familiares desaparecidos há dias em Irlun. Enquanto o grupo prometia ajudá-la na busca, os mesmos elfos foram avistados esgueirando-se novamente pelos muros da Ratoeira.
 

O grupo agiu rápido e iniciou uma perseguição cautelosa pelas vielas. Kazuma seguia na vanguarda, seguido por Nathaly, com Eraldin e Crepúsculo fechando a retaguarda. O rastro os levou a uma área devastada pelas chuvas, repleta de construções desmoronadas. Lá, cruzaram com um velho de cabelos brancos que berrava profecias apocalípticas sobre o "castigo dos deuses" e o retorno das chuvas purificadoras em Irlun. Nathaly, indignada com o discurso, mal deu ouvidos ao velho, e o grupo focou no que importava: uma casa onde Kazuma viu os elfos antes de desaparecerem.
 

Emboscada e o Salvador Inesperado
Dentro da residência, encontraram um alçapão com uma corda que levava ao subterrâneo. Kazuma desceu para investigar enquanto os outros montavam guarda. Foi então que o perigo se revelou: três inimigos — dois espadachins e um arqueiro — surgiram para o combate.
 

A batalha foi intensa. Eraldin conjurou sua armadura mágica e sacou a espada; Crepúsculo, sem armas de curto alcance, improvisou usando suas flechas para o combate corpo a corpo, enquanto Nathaly se posicionava para disparar à distância. Os aventureiros ganhavam terreno, e Eraldin conseguiu amedrontar um dos oponentes para auxiliar Crepúsculo, mas no fim, quem o finalizou foi Nathaly, com uma flechada perfeita.
 

A vitória parecia certa, até que um mago chamado Sael surgiu das sombras, atingindo Eraldin gravemente com dois mísseis mágicos. Kazuma, ouvindo o caos acima, começou a escalar de volta para tentar um ataque surpresa. No momento crítico, enquanto Eraldin protegia Crepúsculo para que ela o curasse e Nathaly mantinha a pressão ofensiva contra os adversários, Sael se preparava para um golpe de misericórdia.
 

Antes que o mago pudesse agir, ele foi fulminado por duas rajadas de luz pura, morrendo instantaneamente. Ao olhar para as sombras de uma casa próxima, Eraldin avistou a silhueta de Ethien, novamente desaparecendo nas sombras.
 

A calmaria antes da tempestade....
Com o líder morto, os inimigos restantes fugiram desesperadamente. Eraldin e Nathaly tentaram detê-los, mas os fugitivos desapareceram no labirinto das vielas. Kazuma reuniu-se ao grupo para ajudar a saquear os corpos e processar o ocorrido. O sentimento era um misto de preocupação e euforia, misturado com alívio, mas uma coisa era inegável: o grupo só saiu sem baixas daquele embate graças à intervenção providencial de Ethien.