Relato de Aventura: Algumas verdades....
Por Marco Eraldin
Participantes:
Anthony: Solaire, Arcanista nível 2;
Guilherme: Kazuma, especialista nível 4;
Guilherme Oliveira: Lioren, Elfo nível 3;
Marco: Eraldin, elfo nível 3;
Silver: Vênus, Combatente nível 3;
: Ebony: ....
: Durin ....
Enquanto uma parte do grupo enfrentava horrores no subterrâneo, a superfície de Irlun não se mostrava menos perigosa...
Do lado de fora, Lioren, Solaire e Crepúsculo mantinham a vigília. Ao investigarem um movimento suspeito nas proximidades, depararam-se com corpos que Crepúsculo prontamente reconheceu: eram as vítimas do incidente em que Ethien os salvara na noite anterior.
Subitamente, Lioren percebeu uma nova movimentação em direção à entrada do templo. Reconhecendo uma das silhuetas, ele pediu que Solaire e Crepúsculo recuassem para que ele pudesse lidar com os recém-chegados. Ao interceptar os cinco suspeitos, Lioren foi reconhecido; tratava-se de seguidores de Marduk. Diante deles, o elfo revelou sua verdadeira identidade: Faray, seguidor de Marduk.
Os cultistas explicaram que o local era um Santuário de Marduk que vinha sendo profanado por invasores. Lioren/Faray tentou negociar a entrada para retirar seus aliados, mas o líder do grupo inimigo foi categórico: exigia o sacrifício de todos que haviam violado o solo sagrado.
O Combate no Alçapão
Enquanto Crepúsculo permanecia com os corpos para garantir provas aos Plumas Azuis, a tensão explodiu no alçapão. Solaire, que seguia Faray à distância, percebendo que o grupo estava se preparando para descer, viu que algo estava errado, recrutando dois aventureiros que passavam pelo local — Durin e Ebony — prometendo recompensas em troca de ajuda. Solaire tentou paralisar o último cultista que descia com um feitiço, mas falhou, alertando os inimigos.
O combate que se seguiu foi feroz. Durin, Ebony e Solaire conseguiram abater três adversários. Faray, agindo nas sombras, aguardou o momento certo para empurrar o quarto cultista de volta ao buraco; com a ajuda de Durin, o inimigo foi lançado para a morte na queda. No entanto, um dos seguidores de Marduk conseguiu escapar e adentrou as profundezas para alertar os demais.
E o combate no túnel contínua
No túnel, a situação do outro grupo era desesperadora. Eraldin e Sávio acabaram de presenciar que a criatura — uma bizarra cabeça de javali flutuante — era imune a danos físicos mundanos. Eraldin, sendo o único conjurador do grupo, percebeu o tamanho do problema, pois estar em corpo a corpo com a criatura tornava praticamente impossível a conjuração de uma magia. Enquanto se defendia, ele ordenou a retirada imediata, empurrando Sávio, que parecia paralisado pelo choque.
Durante o recuo, duas flechas cortaram o ar. Uma ricocheteou inútil, mas a outra perfurou a criatura, causando-lhe dor visível. Ao olharem para trás, notaram que o atirador da flecha que tinha ricocheteado estava abandonando a balestra e sacando uma espada, avançando e ignorando os avisos de Eraldin sobre a imunidade do monstro. Antes que o embate prosseguisse, Sevarinus interveio do fundo do corredor, conjurando três feixes de luz que vaporizaram a abominação.
Sevarinus foi direto: "Vocês sabem onde estão se metendo? Este é um Templo de Marduk... e Gárgulas ou Golens não sentem o aço comum, apenas o toque da magia."
Bênçãos e Discórdia
Enquanto isso, Kazuma terminava de abrir a porta, adentrando em uma sala repleta de cofres e um baú — sendo vigiado de perto por uma das integrantes do grupo de Sevarinus. O grande Arcanista, Sevarinus, começou a falar sobre o mal antigo que habitava o templo, algo que nem mesmo eles, seguidores de Helina, desejavam enfrentar. Por fim, questiona se Eraldin, por sua ascendência élfica, sentia o mesmo desconforto, visto que seu povo tinha conhecimento deste mal.
Nandine, esposa de Sevarinus, surgiu logo em seguida, do grupo, ela era a seguidora mais devota de Helina. Eraldin implorou por uma bênção para sua lâmina, e embora ela alegasse não ter poder para tal encantamento, proferiu algumas palavras de boa sorte:
"Que a luz do sol ilumine esta arma para que expulse os indignos e impuros; faça com que, todos os dias, o sol nasça no horizonte."
Nathaly, devota de Flora, também buscou e recebeu as mesmas palavras de seu companheiro. O grupo se reuniu na sala dos cofres, onde Kazuma abriu o baú principal, encontrando duas gemas idênticas.
A trégua, porém, foi abalada pela política. Sevarinus e Eraldin selaram uma parceria de exploração, acordando que os tesouros seriam divididos igualmente entre os líderes para posterior distribuição ao grupo. Kazuma, o aventureiro mais experiente do grupo, não aceitou a liderança de Eraldin. Em um gesto de total desdém, ao ser solicitado a entregar a gema para a guarda do elfo, ele a arremessou ao chão e disse: "Não aceito ordens.”

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