segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

DCC RPG Sessão 13 Partida do Velho Pântano e Chegada na Vila da Figueira

 

Sessão 13 05/12/2021

Walcy aos poucos vai se recuperado da náusea a qual foi acometidx na primeira câmara do complexo da caverna, onde o cheiro de urina, fezes e comida apodrecida domina o ambiente. Com o auxílio da tocha fornecida pelx elfx, Andras ilumina a câmara enquanto Gallar e Fardulf procurarem as partes que faltam da estrela de latão, mas nada encontram.

Gallar sugere que voltem e vasculhem com mais cuidado a sala onde ocorreu o combate com os goblins, retornam e lá se encontram com Opie e Urhan. Atualizam os companheiros sobre a situação. Walcy e Urhan resolvem seguir até o salão onde encontraram a porta, enquanto os restantes começam a fazer nesta sala uma busca entre as coisas espalhadas pelo chão. Nesta sala, a do combate, o grupo já havia identificado pequenos barris, peças de bacon e pernil salgado e uma gaiola com galinhas que haviam sido surrupiadas da caravana de Rosco e Colegal, parte do piso está coberto por palha, dois pequenos baús abertos e alguns cestos de vime revirados junto com restos de frutas e ossos de animais além de um barril aberto cheio de água. Remexendo no meio disso tudo, Gallar encontra duas adagas, as quais coloca uma em cada bota e dez flechas em condições de uso. Mesmo depois de 30 min procurando não encontram as partes da estrela de latão quebrada.

Chegando ao salão da porta, Walcy explica aos companheiros que encontraram mais uma das peças que parecem ser as chaves da porta, a estrela de seis pontas feita em latão, mas ela está quebrada, faltam algumas pontas. X elfx se adianta, encaixa perfeitamente a peça no espaço da porta, mas a peça não gira.

Jorah vai até as duas estátuas que estão nas extremidades do salão e volta a examiná-las detidamente. Ele, assim como Eldaryon havia visto anteriormente, nota que as estátuas parecem segurar algo como uma chama esculpida na pedra, mas uma delas está quebrada, os pedaços das mãos jogados diante dela e uma espada quebrada ao chão. Mas nada encontra.

Gallar e os demais retornam para o salão da porta.

Eldaryon comenta que poderiam verificar a sala para onde Urhan e Gallar seguiram e encontraram o pequeno baú. Urhan diz que talvez as chamas que ateou à palha já tenham se extinguido. Gallar de repente olha pra Urhan e diz: “Você tacou fogo na sala antes da gente olhar! Olha o problema!” Urhan responde “Vi a palha, senti que deveria fazer uma oferta a meu deus... e é isso mesmo!” Jorah vê a cena e diz “É um infiel... vocês são muito impulsivos. Veja Eldaryon, matou o goblin antes que o interrogássemos.”

Urhan se vira para Gallar e diz “Mas e aí anão, o que encontraram na sala do combate, qual o resultado que tiveram lá?” Gallar fica vermelho, enfurecido, parece prestes a explodir e responde “O resultado é que a chave provavelmente estava na sala que VOCÊ ateou fogo antes de vasculhar!” Urhan responde “Anão, você deveria ter procurado melhor lá antes de eu queimá-la...”

Jorah começa a pontuar com os companheiros que esta sala é a única sala construída que encontraram até o momento, que talvez exista algum compartimento secreto nela. Todos do grupo concordam e começam uma minuciosa busca no lugar. Por uma hora vasculham atentamente cada fenda na pedra, cada canto, cada detalhe das estátuas, por detrás das tochas... e nada encontram.  

Depois da busca, resolvem retornar até a sala onde Urhan havia feito a oferta a Cthulhu. Examinam por mais meia hora... nenhum sinal de algo derretido no chão. Apenas as cinzas da palha queimada.

Eladryon e Urhan resolvem examinar os copos dos goblins e de Burdunas. Junto ao orc, Eldaryon encontra um pequeno saco com 3 moedas de prata. Nada além disso.  

O grupo volta a se reunir no salão da porta e Gallar diz “Meu primo Angus é o ferreiro da Vila da Figueira... acho que ele remendaria essa estrela de latão.” Urhan reclama “Mas teríamos que andar até a vila e voltar!”

Jorah pede silêncio aos companheiros que já voltavam a discutir e diz “Até aqui Gorhan nos ajudou... pedirei mais uma vez a ele, que há de me ouvir. Gorhan, premie e abençoe este teu servo, para que consigamos encontrar essas peças faltantes e sigamos perseguindo nossos objetivos! Ajude-nos agora!” A voz de Jorah mais uma vez ecoa poderosa pelas cavernas e como uma onda de sagrado poder, varre cada uma das salas até emergir da boca da gruta e ribombar nas proximidades do pântano. Ali próximo à saída da caverna, Ublak o Unha Preta e o único dos goblins que havia conseguido fugir com ele, encontravam-se abaixados atrás de um tronco tentando recuperar o folego... amedrontado, o orc tentava com dificuldade organizar seus pobres pensamentos... quando de repente volta a ouvir a poderosa voz do clérigo que algum tempo antes havia expulsado-o de sua caverna... a voz é poderosa e parece que o próprio Gorhan falava através de sua boca. Ublak fica pálido, começa a tremer descontroladamente e sai em disparada pelo pântano. O goblin, também amedrontado, tenta seguir seu líder. Conforme vai tropeçando atrás do orc, nota que as calças de Ublak agora possuem uma grande mancha marrom e úmida nos fundilhos.  

No salão, Jorah sente o poder de Gorhan fluir por seus braços, olha para o teto da caverna... mas não obtém respostas.

Jeremias olha para os companheiros e diz que acha que a alternativa de pedir ajuda ao primo de Gallar a melhor opção no momento. Eldaryon diz que poderiam pedir que fizesse inclusive a que está faltando. Gallar se propõem a tentar memorizar as dimensões do triângulo. Apesar da preocupação de Urhan sobre abandonarem as cavernas, Jeremias acha que já que eles têm as únicas chaves existentes e uma delas está faltando, ninguém conseguirá abrir a porta antes deles.

Jorah diz que apesar disso, está preocupado se seria apenas o caso de ter as chaves “Qualquer ferreiro que chegasse até a porta, produziria as chaves e a abriria... será que alguma magia atua neste lugar? Alguém consegue detectar algum tipo de magia aqui?” Urhan dá dois passos em direção à porta e começa a fazer gestos e declamar palavras. Apesar de nada acontecer na porta, os dois candelabros de pedra na parede se iluminam com uma estranha aura azulada. O astrólogo e agora sacerdote de Cthulhu sugere que acendam os candelabros. Gallar gasta metade do frasco de óleo que possuía e Andras os acende com a tocha que carregava. Quando ambos são acesos, uma luz azulada, semelhante a que Urhan viu emanar deles, ilumina mais fortemente os candelabros e a área da fechadura na porta. Do espaço vazio do triângulo assim como dos espaços das pontas da estrela que faltam, a luz é intensa. Jeremias e Andras se adiantam até as chaves. A estrela de prata quando girada continua gerando um barulho de abrir e fechar, mas a estrela quebrando continua não girando. Andras diz “Não tem jeito, precisamos confiar que o primo Angus ainda está vivo e trabalhando.” Urhan ouvindo pela segunda vez o nome do ferreiro, se lembra do anão. Lembra-se do anão simpático e bom de copo que vive na Vila, e diz aos companheiros que acha que ele dará conta do trabalho.

O grupo resolve então deixar a caverna. Recolhem os mantimentos, Fardulf bota sobre a cabeça a gaiola das galinhas.

Ao sair da caverna já é dia, talvez umas 9h da manhã. Pegam alguns arbustos e cobrem o melhor que podem a entrada da caverna e pegam o caminho de volta para a caravana. O trajeto pelo pântano é árduo; todos com exceção de Opie, que comeu um dos cogumelos presenteados por Anastasia, se sentem exaustos pela noite agitada. Em mais de uma hora de caminhada chegam na caravana. Todos estavam preocupados com os aventureiros, mas se mostram felizes por estarem vivos e principalmente por terem retornado com os produtos. Urhan comenta para Rosco “Vocês estão pagando muito pouco por essa confusão toda...”

A marcha adiante é lenta, não só os aventureiros como as pessoas da caravana não descansaram o suficiente e tem dificuldade no caminho. Precisam dormir mais uma noite nos limites do pântano, mas tudo transcorre bem. No dia seguinte Rosco acelera o passo para que cheguem ainda de dia na Vila.

Ao longe já começam a ver algumas fazendas. Perto da hora do almoço, chegam a uma encruzilhada na estrada, conhecida como Encruzilhada da Cereja, por lá haver uma estalagem chamada A Cereja Azeda. Dão água aos cavalos, enchem os cantis e Rosco compra mais um pouco de comida de viagem, que faz a grupo comer enquanto andam.

Conforme vão se aproximando da Vila, vêm alguns moinhos nas proximidades da estrada e as fazendas são mais comuns. Faltando menos de 1km para chegar à vila, a estrada de terra batida dá lugar a um caminho de pedras assentadas. Chegam à Vila da Figueira ao final da tarde.

Diferente de Turana, a Vila da Figueira é quase toda ocupada por construções de dois andares. Todas as janelas possuem pequenas jardineiras e é fácil identificar que delas vem o agradável odor que acompanha os viajantes desde a sua chegada: manjericão, coentro, pimentas, sálvia e vários outros temperos são cultivados pelos habitantes e fazem dessa mistura de cheiros a marca da cidade.

Assim que entram na primeira das ruas uma dupla de soldados, identificados pela túnica branca com uma folha verde bordada, sorri para Rosco e diz “Teve sorte mercador”. Rosco retribui o sorriso e explica que se tivessem chegado após o anoitecer, teria que gastar algumas moedas para entrar na cidade.

Urhan, natural da Vila, vai contando para os companheiros os pontos de destaque da cidade: o Bosque da Figueira, praça central que deu nome à Vila e o monte ao norte onde existe o Templo de Justicia são os mais pitorescos. Seguem com a caravana até o porto, onde descarregam as carroças e se despedem com 4 peças de ouro cada em seus bolsos.

Urhan diz que vai visitar a família que há vários dias não vê e Jeremias, que trabalho no porto, explica que precisarão arrumar lugar para dormir. As opções são a mais barata “As Camas do Porto”, o andar superior de um sobrado nas proximidades do porto com várias camas espalhadas (7 pc), a intermediária e popular “Touro Bravo Taberna e Estalagem”, local preferido dos locais (4 pp) e a mais cara e seletiva “A Canção da Figueira” (8pp).


Resolvem antes de decidir sobre o pouso, procurarem Angus o ferreiro. A oficina é exatamente em frente a Taberna Touro Bravo e encontra-se fechada. Gallar bate na porta, e Angus vem abrir a porta e recebe com alegria seu primo e os companheiros. Conversam sobre a viagem e Andras explica o que precisam. Para remendar a estrela de latão, Angus diz que gasta uma manhã e cobra 2 pp, que Walcy paga. Sobre o triângulo Gallar explica as medidas, e Angus pergunta “Em que material vocês querem?” Andras rapidamente responde “Latão!” Eldaryon pondera e diz “prata...”, Jorah insegro diz “cobre...” para logo depois perguntar “quanto custaria para fazê-lo em ouro?” Angus pede 10po, ao que Andras responde “Ca....!”

Gallar pede ao primo um desconto, e Angus concorda em cobrar 6po, mas que teriam que pagar 2 canecas da Espuma de Cobre, a red ale fabricada em Ironia, a Cidadela do Anões, e que só é encontrada na Taberna Touro Bravo aqui na Vila. Para esse trabalho, Angus só conseguirá entregá-lo em 7 dias. Gallar paga as 6po para fabricar o triângulo.

Seguem então para comemorar na Touro Bravo. No caminho, Gallar pergunta sobre o que tem acontecido na Vila. Angus diz que tudo meio normal, com exceção do incidente do “Viajante da Alvorada”... um barco que costumava transportar produtos pelo rio, cujo capitão era um elfo, apareceu à deriva próximo ao porto. Ao rebocarem o barco descobriram que toda a tripulação havia sida violentamente morta. Estranhamente, havia vários itens de valor ainda a bordo. A Guarda da cidade está agitada, com grupos investigando ao longo do rio para tentar entender o que aconteceu.


Chegando à taberna, que está quase cheia, são recebidos por uma hobbit chamada Laurana e acomodados numa grande mesa. Urhan se reúne a eles. O ambiente é muito animado e festivo, Angus comemora a chegada do primo e seus amigos e diz que vieram de Turana através do pântano. Repentinamente a música da taberna para, e do pequeno palco veem o menestrel que se apresentava levantar-se, e anunciar “Pessoal, deem as boas-vindas aos Bravos de Turana! São eles, são eles que invadiram a Fortaleza maligna e derrotaram Molan, o Lorde do Caos! Se não fosse por eles, Turana estaria ameaçada, assim como a Vila da Figueira. Viva os Bravos de Turana!!” Rapidamente reconhecem o bardo, Ian Blackmore, que estava em Turana no dia do retorno da Fortaleza.

As pessoas na taberna gritam em saudação aos Bravos de Turana, canecas são levantadas em brinde e Morgan do Machado, o dono do Touro Bravo e antigo aventureiro que hoje tem apenas um braço, saúda os viajantes. Em sinal de respeito, dá um desconto na Espuma de Cobre e ao invés dos tradicionais 8pc, cobra 6pc por caneca.


Ian Blackmore anuncia então que executará uma canção inédita, “A Balada dos Bravos de Turana”, que compôs em homenagem e esses heróis.

O bardo então executa a canção, que começa assim:

“Para as montanhas os bravos seguiram

À distante Fortaleza onde outros caíram

Enfrentar o Caos que se alastrara

E salvar o lar que deixara...”

Estrofe após estrofe a balada fala sobre a invasão à fortaleza, de como arrancaram os olhos e desdentaram a boca do maligno deus Sapo, atacaram as bestas na torre e derrotaram o capitão Minotauro, foram ajudados por Gorhan em pessoa, encontraram as capas roxas e as caveiras luminosas e navegaram até o zigurate e lá, num combate rápido e eficiente destruíram e expulsaram a encarnação de Molan, para humilhada nunca mais voltar a essas terras... a taberna quase vem abaixo!!! Os aventureiros são mais uma vez saudados, seus nomes são ruidosamente gritados e fazem com que Ian Blackmore execute mais uma vez a canção.


Num dos cantos da taberna Urhan nota um estranho homem, careca e vestindo uma estranha e comprida veste marrom. O astrólogo nunca havia visto esse homem antes na Vila. Ele detidamente observa os Bravos durante a canção, e parece demorar mais seu olhar no próprio Urhan e em Eldaryon.      

 

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Monstro!!! Sapo Fungóide, um oponente peçonhento para DCCRPG e Old Dragon.

 

Sapo Fungóide

por Magno Souza (@magnosouzaa)

arte: Natascha Fariña (@_nathfarina)

Adaptação OD: Marcelo P Augusto


Esses grandes sapos com plantas e fungos crescendo em suas costas são um dos grandes perigos que podem ser encontrados nas áreas Pantanosas do mundo. Se já não bastasse suas poderosas mordidas e a distância que podem saltar, eles podem liberar Toxinas e Esporos extremamente venenosos.

 

 

 

DCC:
Inic +1; Atq mordida +4 corpo a corpo (1d6); CA 13; DV 3d8; MV 6m, Nado 3m; Ação 1d20; JP Fort +4, Ref +2, Vont +0; AL Neutro.

       -  Soprar Toxinas: Um Alvo. 2d4 de Dano. Jogada de Reflexo CD 13 Reduz à Metade;

- Engolir: Se um ataque resulta em 20 ou mais, significa que uma vítima pequena (tamanho de anão ou menor) é engolida. Dentro da barriga sofre 1d6 dano por rodada até o Sapo Fungóide morrer;

- Liberar Esporos: Quando morre ou pretende fugir libera uma nuvem de esporos que obscurecem uma área de 3m² por 1 rodada. Esses esporos são venenosos e causam 1d3 de dano ao Vigor, JP FORT CD 14 evita. Eles também são inflamáveis e se entrarem em contato com uma fonte de fogo explodem causando 2d4 dano em área, evitando com uma JP REF CD 10.

 

Old Dragon:

Grande e Neutro, Pântanos

Encontros: 1d2

XP: 200

Movimento: 6m, Nado 3m

Moral: 6

CA: 13

JP 16

DV: 4 (20/32)

Ataques: 1 mordida + 5 (1d6 + Toxina)

  . Soprar Toxinas: Um Alvo. 2d4 de Dano. JP modificada pela CON reduz o dano à metade;

. Engolir: Se um ataque resulta em 20 ou mais, significa que uma vítima pequena (tamanho de anão ou menor) é engolida. Dentro da barriga sofre 1d6 dano por rodada até o Sapo Fungóide morrer

. Liberar Esporos: Quando morre ou pretendo fugir libera uma nuvem de esporos que obscurecem uma área de 3m² por 1 rodada. Esses esporos são venenosos e causam 1d3 de dano à CON, sendo que um JP ajustada pela CON evita. Eles também são inflamáveis e se entrarem em contato com uma fonte de fogo explodem causando 2d4 dano em área, evitando com JP modificada pela DES.


 

sábado, 27 de novembro de 2021

DCC RPG Sessão 12 Madrugada no Pântano Parte 3

 

Sessão 12 26/11/2021

As duas tochas que os aventureiros haviam trazido pelo caminho, se extinguiram, e agora a caverna é fracamente iluminada pela pequena fogueira dos goblins, cujos corpos, assim como de Burdunas o orc, encontram-se espalhados pelo chão.

Andras pergunta aos companheiros se alguém possui tochas, mas recebe uma negativa.

Eldaryon pega um graveto na pequena fogueira e lança no corredor sul da sala, por onde o goblin havia fugido. Uns quatro metros adiante, o corredor descendente faz uma curva à esquerda.

Fardulf se adianta e entra no corredor seguido por Eldaryon, indo até a curva no corredor. Notam que esse corredor segue por metros adiante, até chegar a uma nova caverna. Notam também que no meio deste corredor, parece haver uma entrada à direita.

Observando a movimentação, Jeremias orienta Walcy a tomar conta do corredor que dá acesso a esta caverna, e chama os demais a seguirem atrás de Fardulf e Eldaryon. Opie se junta a Walcy para proteger o corredor de entrada, e os demais tomam o caminho do corredor sul. Porém antes de entrar no corredor, Andras segura Jorah pelo braço e diz “Nosso Gorhan não poderia intervir e curar o ferimento em minha perna?”. Jorah estande a mão sobre a cabeça de Andras e diz “Gorhan, mais uma vez este teu servo te pede, cure nosso companheiro de contenda, nossa luta é justa e nossa vingança é certa”. Mais uma vez a voz de Jorah ecoa pelas cavernas, o profundo corte na perna de Andras vai se fechando, a pela na região assume um tom rosado para logo em seguida voltar à cor normal. Exultantes, os companheiros seguem pelo corredor.

Apesar do fácil progresso de Fardulf, Eldaryon e Jeremias, os próximos tem dificuldade em prosseguir na escuridão... Andras pergunta “Tocha, alguém tem tocha?” para mais uma vez receber a negativa dos companheiros. Gallar, o último da fila sugue resmungando “Buraco fedorento de goblins e orcs, onde esses caras querem se meter, não têm juízo...”

Ao seguir pelo corredor e chegar na entrada é direita, Fardulf nota uma escadaria que desce dali, e não só a escadaria, como suas paredes são construídos em blocos de pedra. O hobbit que lidera a fila, resolve descer a escadaria. Eldaryon ao chegar ao corredor tem dúvidas se seriam construções feitas por anões e segue o hobbit.

Também descem as escadarias  Jeremias, Andras e Jorah. Urhan mesmo na escuridão, resolve seguir adiante no corredor junto com Gallar, que ao passar pela entrada das escadarias diz “Certamente não é trabalho de anões, anões não fariam esse trabalho porco.”

Conduzido pelo anão, Urhan chega em total escuridão em uma nova caverna, que Gallar assim descreve “Palha seca cobre o chão, fede a orc, pedaços de comida espalhados, tem umas porcarias jogadas pelo chão e mas ali adiante tem uma espada e um baú pequeno”. Gallar recolhe a espada e Urhan o baú. Testando no escuro o baú, o astrólogo acredita que esteja trancado e resolve voltar com o anão para a sala da pequena fogueira.  

O grupo que desceu a escadaria, Fardulf, Eldaryon, Jeremias, Andras e Jorah , chega numa grande sala construída em blocos de pedra, com aproximadamente 3m de altura, 6m de comprimento e 3m de largura. Exatamente diante deles, uma larga porta de pedra, nas paredes laterais estátuas de pedra de pessoas e silenciosamente encolhido junto a uma das estátuas, o goblin que havia fugido do combate empunha inseguro uma adaga. Os humanos sentem-se perdidos na escuridão absoluta. Andras reconhece Jorah pelos passos inseguros e pergunta “Jorah, você tem tocha?”, recebendo a negativa em seguida. Jeremias se lembra da caveira que recolheu no Fortaleza de Molan, e a retira da bolsa. Ela está morna e emite um luz fraca que é suficiente para iluminar parcamente o local que estão e lançar uma luz discreta nos extremos da sala.


Eldaryon vagarosamente segue em direção do goblin amedrontado.  Abaixa-se próximo e diz “Feioso, não precisa ter medo. Eu vim em paz". O goblin tremulo responde “Paz? Paz? Vocês cortaram, mataram!” Eldaryon sutilmente prepara uma estocada com sua espada na direção da criatura. Jeremias notando os movimentos que o elfo se preparava para realizar, ainda tenta impedir o companheiro, mas é tarde demais, o golpe súbito e limpo acerta a garganta da pobre criatura, que gorgolejando, rola morta ao chão. Jeremias grita “Seu maluco, precisávamos perguntar o que tem atrás da porta!” Sem responder, Eldaryon examina a adaga que recolheu do goblin, enquanto se dirige à estátua mais próxima. Observando-a, o rosto tem marcas como se golpes a ela tivessem sido desferidos. As mãos da estátua estão quebradas e aos seus pés, cacos de pedra e uma espada quebrada.

Walcy e Opie observam a chegada de Urhan e Gallar do corredor. O anão resmunga “Buraco fedorento. Fede a orc”, mas ele sente que tem ouro o pequeno baú. Walcy se oferece para tentar abrir usando um pequeno martelo. O elfo bate na fechadura, mas a fechadura não se abre. Opie se oferece para tentar abrir o cadeado e com um dos joelhos apoiado no chão, retira duas pequenas ferramentas de um dos bolsos e as insere na fechadura. Com dois rápidos momentos Opie abre facilmente o baú. No seu interior, algumas moedas de ouro, várias moedas de prata, duas pedras azuis, uma pedra rosa, dois frascos com líquidos dentro sendo que um deles possui um pequeno coração em seu exterior, e uma estranha peça, uma estrela de quatro pontas feita em prata, com uma alça no seu centro.  

Examinando rapidamente esse conteúdo, Urhan recolhe 3 moedas de ouro. Gallar pega 10 moedas de ouro e uma das pedras azuis. Opie pega a outra pedra azul, 3 moedas de ouro e 7 de prata. Walcy despeja o que sobrou na mochila, pegando as 9 moedas de ouro que sobraram, 53 moedas de prata, dois frascos com líquidos, a pedra preciosa rosa e a estrela de prata.

No salão subterrâneo, enquanto Jorah observa, Fardulf se dirige à porta. De cada um dos lados conchas parecem ter sido esculpidas para colocar material combustível, e então gerar pequenas chamas que iluminariam o local. Na parte superior da porta, o desenho de uma chama trabalhada na pedra. No centro da porta, em baixo relevo, três desenhos adornam a peça e parece que uma sutil linha divide a figura. Jeremias se junta ao companheiro hobbit e com uma faca, começa a cutucar os trabalhos em baixo relevo.

 Andras se dirige à outra estátua. Diferente da anterior, está inteira e nas mãos da estátua uma pequena chama esculpida na pedra.

Fardulf diante da porta, tenta empurrá-la... nada acontece. Andras tenta acompanhá-lo e... nada. Eldaryon avisa aos companheiros sobre a estátua que encontrou, com rosto danificado e mãos quebradas.

Na sala da fogueira, Walcy acha que o tempo está passando e sem notícias dos demais companheiros, acha razoável procurá-los.  Opie resolve descansar um pouco e come um dos cogumelos recebidos de Anastasia. Urhan decide homenagear Cthulhu, pega alguns gravetos na fogueira e vai até a caverna onde havia encontrado o baú e ateia fogo na palha no chão.

Descendo até o salão da porta, Walcy reconhece um dos símbolos em baixo relevo, encaixa a estrela de prata que havia encontrado e gira... todos ouvem um som abafado como se algo tivesse destravado. Walcy diz “São chaves, precisamos encontrar as que faltam”. Mas esperançosx, x elfx pede que os companheiros tentem mais uma vez empurrar a porta... nada acontece.

Na sala cuja palha começa a incendiar, Urhan na porta ergue seus braços oferecendo as chamas a Cthulhu e brada “Cthulhu, assim como cria, você destrói, do pó veio e do pó está voltando para ti, assim como os goblins que aqui foram subjugados”.

Nas distantes profundezas do mar, locais tranquilos onde repousam em sonhos eternos entidades anciãs como o próprio tempo, uma agitação incomum é percebida... e um dos antigos, O mais antigo, tem seu sono perturbado. Ao invés de incomodo, Aquele sente curiosidade.

 Eldaryon lembra que ainda há uma sala na caverna que os companheiros não examinaram. Ouvindo essas palavras, Walcy sobe as escadarias em desabalada carreira seguido por Andras, Gallar e Fardulf.

Jorah ao ouvir as preces de Urhan, fica incrédulo sobre como alguém pode seguir falsas divindades, mas tem fé de que Gorhan irá em algum momento abrir tais olhos.

Atrapalhado pela escuridão, Andras atrasa a corrida dos demais, mas Walcy que segue a frente chega a sala. Desorientado no meio do corredor, Andras grita furioso “Caralho de novo, ninguém tem uma porra de uma tocha?”

Assim que chega na caverna, Walcy é atingido por um cheiro nauseabundo de urina e fezes. Pelos cantos, restos de carne e frutas apodrecendo, penas de galinha e ossos espalhados, além de pequenos montes de fezes e o chão ensopado de urina. X elfx fica tontx sem conseguir respirar, encosta numa parede e sobrepujadx, começa a vomitar o pouco que ainda tinha no estômago.

Os três companheiros conseguem chegar a sala, e tem os sentidos atingidos pelo terrível odor. Andras chega a sentir ânsia de vômito, consegue controlar... porém sente que pisou em alguma coisa mole e fedorenta. Notando a situação dos companheiros, Fardulf e Gallar começam a vasculhar o local. O hobbit vai empurrando com o pé os restos que estão espalhados pelo chão, e encontra uma peça estranha: uma estrela de seis pontas feita de latão... mas ela está quebrada, três pontas estão faltando. Fardulf diz que precisarão buscar entre os dejetos e pergunta se alguém tem uma pá ou outra ferramenta... Walcy está revirando sua mochila procurado alguma coisa para aliviar sua náusea, olha para Fardulf e diz: “Eu tenho uma tocha...” Acendem a tocha sob os xingamentos de Andras, vasculham a sala, mas não encontram as peças que faltam.