segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

OLD DRAGON Sessão B21 De volta ao lar

 

03/02/2023

A tristeza domina os corações dos anões, e lágrimas escorem enquanto observam o corpo de Soturno sobre o chão frio.

Decidem que não há como continuar ali, e devem voltar a Irônia para retornar Soturno ao lar. Gondorim ainda se aproxima do portão. Estranhamente, o portão encontra-se afastado das paredes laterais e ao fundo. Além do portão, a pouco mais de 1m de distância apenas a parede onde termina o corredor.   

Retornam cabisbaixos a Sala da Entrada. Enquanto descansam e organizam a volta, Thorn e os goblins seguem até os quartos de descanso que estão ali próximos e recolhem lençóis e pedaços de madeira dos móveis para improvisarem uma mortalha. É o começo da tarde, os anões levam a mortalha com o corpo e o baú com os itens encontrados, e deixam a caixa de metal com os restos de Iara junto com os goblins na gruta. Os anões acampam no limiar do pântano já com a noite alta.

O dia seguinte é gasto atravessando a floresta no intuito de alcançar a Pedra do Caçador.  Apesar da tristeza dos anões, o dia é ensolarado e agradável. Caminham silenciosos pela colina e no meio da tarde já têm a vista da Pedra.

Uma estranha sensação é percebida pelos anões... o chão parece vibrar e aos poucos sentem que a viração vai se tornando um tremor. O solo e as árvores começam a chacoalhar. Folhas caem das árvores assim como alguns galhos, uma revoada de aves parte ruidosamente da floresta. Os tremores duram por cerca de 4 minutos e aos poucos vão cessando.

Assustados e cansados alcançam a Pedra do Caçador no fim da tarde e montam acampamento ali.   

Já de madrugada o grupo é acordado por Thorn, que enquanto realizava seu turno identificou uma estranha forma cruzando silenciosamente o céu: boquiabertos os anões observam à distância uma grande forma alada rumando para o norte para além das montanhas. Apesar da dúvida, alguns acreditam ter avistado um dragão. Gondorim fica atormentado pela visão e por suas possíveis consequências para a região.

Na manhã seguinte chegam à fazenda do Velho Tim. Saúdam Jovem Tim, sua namorada e Tom. Jovem Tim diz que Julia havia agradecido a mensagem deixada por Erisdrale. Os rapazes falam do tremor de terra. Gondorim alerta os rapazes sobre uma catástrofe que pode se abater sobre Farlong. Eri diz aos rapazes que se algo estranho ocorrer, para seguirem para Farlong e que caso não seja suficiente, irem para Stagenhoe e procurarem ajuda com um certo Ratão. Recebem um fardo de comida e seguem viagem até a vila.

Pouco depois da hora do almoço chegam à vila. São recebidos pelos aldeões e descobrem que uma das paredes da Taberna do Grifo de Latão desmoronou com o tremor de terra do dia anterior, assim como parte do telhado o estábulo e uma das cabanas.

São apresentados a um anão que está há alguns dias em Farlong. Curiosamente, nunca o viram em Irônia. Se apresenta como Rymn e conta sua história: foi torturado (mostra uma cicatriz em forma de cruz no rosto que vai da sobrancelha até o queixo, causando uma grande falha na barba) e exilado pelas autoridades da cidade de Sendere e acabou abrigado pelos aldeões. Fala com raiva do Capitão Reno, que já havia trocado farpas com Gondorim em Farlong. Se exalta, e fala decidido que a população está sendo oprimida pelos governantes, e que alguma atitude precisa ser tomada. Perguntado sobre sua família, diz ser um Kazdalgrim, apesar de não ter há muito tempo contato com sua família. Gondorim reconhece como uma família da Cidadela dos Salões de Pedra, antigo assentamento anão nas Montanhas do Grifo.

Gondorim fala aos aldeões que uma calamidade pode estar por vir, o que causa pânico. Sugere que devem começar se preparar para uma evacuação.

Discretamente Rymn diz a Erisdrale que “o preço da vaca malhada caiu no reino”. A anã reconhece a mensagem e convida o anão para seguir com o grupo a Irônia.

Seguem a caminho da cidadela dos anões. Começam a subir as montanhas. Eri lembra do local na trilha onde encontraram Amarela.

No fim da tarde avistam os muros de Irônia, mas notam algo incomum: uma flâmula vermelha está hasteada: perigo. Aceleram o passo em direção ao portão. Rymn nota que há setas caídas próximas da trilha, e certamente não são de origem anã. Ouvem gritos ininteligíveis vindo da encosta da montanha e setas voam sobre suas cabeças.

Ouvem gritos vindo do portão ordenando que se apressem. Enquanto correm , Gondorim aciona o Pilar das Sombras e envolve o grupo em escuridão. Ouvem da encosta xingamentos na língua anã num sotaque desagradável.

Quando se aproximam do portão, os ocupantes se mostram apreensivos com a sombra, mas abrem as portas assim que Gondorim dispersa o encantamento.

Em segurança, estão de volta a casa.

Mas com tristeza são recebidos por Sikrad, cunhado de Gondorim e pai de Soturno. O guardião permanece com semblante severo porém sentido com as notícias, e é confortado pelo grupo. Pede licença para levar as notícias a sua esposa e pede que levem o corpo do filho ao Templo de Duncandin.

Os demais guardiões explicam os recentes encontros de orcs na última semana, e do ataque após o tremor de terra que ocorreu no dia anterior. O tremor porém não provocou qualquer dano a Irônia: “O que é um terremoto contra a engenharia dos anões!” dizem.

Gondorim pergunta sobre algum avistamento de dragões, e quando conta sobre a visão do grupo, dizem para que se preparem: Lorde Bruce deve ser prontamente comunicado das novidades.

domingo, 5 de fevereiro de 2023

OLD DRAGON Sessão A25 O início de uma nova era

 

01/02/2023

Artes p&b: @luizoctavionb

Valgrim e Gerardus ficam por algum tempo examinando o ovo. O clérigo se intriga sobre se este item estaria relacionado com relíquias de algum hediondo culto. O anão acredita que se trata de um ovo de dragão, mas fica intrigado pela gama de cores em sua superfície.

Resolvem que a melhor alternativa é retornar à Vila de Sossego. Drev e Borges amarram os halflings dorminhocos as costas. Valgrim guarda consigo ovo.

Escalam de volta a ribanceira da fissura usando a corda que Isiscarus havia deixado. Apesar da lua clara, a noite já vai adiantada.

Recolhem a corda, reforçam as amarras dos halflings. A atenção de Drev e Valgrim é capturada por algo que acreditam ter notado no céu. Permanecem por alguns segundos olhando para uma direção específica na escuridão.

“Corram de volta para a caverna!” grita Valgrim. Todos olham espantados, procurando por entre as estrelas o motivo de alerta do anão, quando percebem a silhueta que plana cobrindo as estrelas. Um rugido corta a escuridão e bota o grupo em movimento, desesperadamente descendo a ribanceira na direção a entrada da sala.

Os sons de bater de grandes asas começam a ser ouvidos pelos aventureiros que se espalham pela sala de pedra. Rapidamente começam a desatar os halflings que agora acordados, protestam por estarem amarrados às costas dos outros.

O som e impacto de algo grande aterrissando nas proximidades da planície é sentido dentro da sala, e um novo rugido estremece-os.

A criatura parece circular cuidadosamente pela superfície, como se procurando alguma coisa. Alguns instantes se passam, o silencio domina a sala. Duvel cuidadosamente se esgueira até a abertura da sala e olha na direção norte da fissura: o halfling congela, suas pernas ficam bambas e sua mãos tremem, pois metros adiante uma criatura que ele só havia ouvido nas lendas e em cantigas que seus pais repetiam sempre que queriam amedrontá-lo, se movia majestosamente. Garras tateiam o chão, músculos se contraem sob escamas que parecem coladas ao corpo, asas que no solo permanecem semiabertas para equilibrar o todo... e olhos, olhos que acabaram de cruzar com os olhos de Duvel.

Assim que ouve o aterrorizante rugido do lado de fora, Gerardus agarro o Duvel pela gola e puxa-o para dentro do sala. E tudo treme quando a passos rápidos o dragão se dirige à entrada.

Imediatamente Valgrim e Isiscarus falam um para outo para entregar o ovo ao dragão. Drev grita para que não façam isso e numa tentativa de engambelar a monstruosidade, joga uma mochila vazia do lado de fora da sala. Borges acompanha, Drev e tenta pegar o ovo da mão de Valgrim, assim como Duvel. Todos falham e o anão desviando dos demais, deposita o ovo na entrada da sala.

Silêncio absoluto. Dentro me fora da sala. Todos observam quando algo em grande começa a se movimentar na entrada da sala. Um grande olho para diante da entrada. Valgrim repara que a pupila daquela olho é salpicada das mais variadas cores. Uma garra coberta de escamas azuis penetra na entrada e recolhe o ovo multicolorida.

Um rugido. “E assim inicia a Alvorada dos Dragões!”

Ouvem o som de asas de distanciar na noite. “Eu disse para não entregar o ovo” protesta Drev.

Com poucas palavras o grupo resolve retornar à vila. A caminhada é silenciosa.

Ao chegaram em Sossego, a vila parece abandonada. Se dividem. Apesar de vazia, não parece que houve algum tipo de ataque ao local. Drev, Borges e Bauron se dirigem a casa de Aristenu. Borges diz a Drev que havia vindo a mando de Telenus, mas que falhou.

Acabam se reunindo próximo do local onde deveria esta acessa a fogueira no centro da vila. Isiscarus percebe que há rastros levando em direção da floresta. Seguem para lá.

Assim que dão os primeiros passos dentro da mata, Lotar aparece assustado e pergunta: “ O dragão, vocês viram o dragão?”

Logo em seguida, Aristenu aparece e angustiado reforça “O dragão, digam, o que aconteceu?”   

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

OLD DRAGON Sessão B20 Lágrimas dos anões

 27/01/2023

Permanecem por mais algum tempo no laboratório de Nergal, e pelo horário, resolvem lançar mão de suas rações. Uma certa preocupação com a disponibilidade de comida começa a pairar sobre os anões.

Gondorim usa o Cetro das Sombras e lança um encantamento de Luz. Retornam pela masmorra dos mortos-vivos, seguem pelo corredor e passam pelo quarto de Iara.

Logo após o dormitório, existe uma sala com portas ou passagens em todas as paredes. Erisdrale se lembra que a porta ao norte chega no dormitório vazio que utilizaram dias antes para descanso, e o corredor ao sul leva ao Salão dos Pilares. Decidem por explorar o corredor a oeste.

Soturno segue na dianteira, Eri logo atrás. Após percorrerem alguns metros de corredores, chegam numa bela porta de madeira ornamentada. Eri a examina, observa maçaneta e dobradiças. Ao olhar a parede acima da porta, identifica uma seta apontando para a esquerda. “Oeste”, diz a anã, e se veem de volta a Sala de Entrada, onde haviam deixada a arca com os itens até agora encontrados.  

Descansam alguns minutos, e decidem explorar mais um pouco da moradia de Nergal.

Acessam a porta com a seta para o norte. Seguem pelos corredores iluminados e revestidos pelo rico mármore, até chegarem à Sala dos Pilares. Os corpos dos carniçais permanecem lá, mas o estranho espelho não se encontra no salão.

Seguem pelo corredor que leva a oeste e depois de uma curva, chegam a um corredor largo.

Soturno descreve: “Talvez uns 5 metros de comprimento, lá no fundo tem uma espécie de portão estranho, trabalhado mas com portas vazadas. Existe duas pessoas tentando se espremer através das frestas do portão. No meio caminho entre nós e o portão, um bloco retangular de mármore com pouco mais de 1 metro de altura. Aqui o ambiente parece menos iluminado que o resto dos corredores”. Eri acende sua lanterna.

 

Sorrateiramente Erisdrale e Soturno se aproximam do bloco e o examinam. Repentinamente os movimentos das duas pessoas que tentavam atravessar o portão param, e aos poucos vão se virando na direção dos anões.

Um outro anão ladeado de uma mulher de cabelos ruivos e túnica verde... dão poucos passos na direção do grupo... os rostos são pálidos e pedaços de pele e carne parecem pendurados em seus rostos, e então um grito gutural emerge da garganta do anão que pula na direção do bloco.  

Thorn dispara uma seta que crava no peito do anão que avança sobre Soturno. A mulher vem na direção da Eri.

As criaturas parecem famintas. Gondorim atira uma seta e acerta a mulher.

O anão mesmo atingido avança sobre Soturno e a boca com dentes podres mira resoluta a garganta do corpulento oponente. Soturno arregala os olhos... os dentes penetram profundamente a garganta e num violento movimento arrancam a carne. Sangue jorra do pescoço de Soturno e num piscar de olhos seu corpo vai ao chão.

Gritos desesperados são ouvidos pelos corredores. Eri lança sua lanterna sobre o anão morto-vivo. O óleo em chamas cobre a criatura e um bocado do combustível respinga na mulher. As criaturas urram atordoadas e desorientadas, até que caem imóveis ao chão.

Gundabad corre até Soturno, sangue cobre o chão do corredor. Seus olhos estão fixos e vazios. O sacerdote implora pela benção de Duncandin, suas mãos brilham, mas Soturno permanece estático. Gundabad chora e continua suas preces, até que Gondorim coloca a mão em seu ombro, “Filho, não há nada mais que possamos fazer...”

Eri senta junto à parede, abaixa a cabeça e seu choro é entrecortado por soluços desesperados.

Soturno caminha por um túnel escuro, em direção à luz. Houve saudações e cantos. Duncandin olha para o guerreiro e diz “Bravo, seu momento é chegado. Seja bem-vindo”. Ao seu lado, uma lágrima rola pelo rosto de Avena.