quinta-feira, 7 de setembro de 2023

OLD DRAGON Sessão A38 - O estranho mundo além do portal

06/09/2023

Finalmente os companheiros conseguem respirar, depois de várias horas de cerco e do combate intenso com o estranho humanoide azul que liderava a horda e anteriormente usava a forma de um orc, mas se revelou uma criatura muito maior e perigosa.

Borges, o Elfo Sombrio e Silencioso se junta aos demais, e rapidamente o grupo aprisiona os poucos orcs que haviam se rendido.

Borges então conta o que aconteceu durante o dia em que esteve invisível esgueirando-se entre os orcs.

"Targon, o orc que portava o colar da mão seca e que Valgrim cegou com uma flecha, conversava com o estranho orc azul, como se recebendo ordens. O orc azul e outros dos orcs maiores permaneciam no fundo da caverna, próxima a uma mesa de ripas de madeira sobre a qual um embrulho num pano preto e sujo permanecia. Tentei tranquilizar as mulheres que eram feitas prisioneiras. Quando vocês do lado de fora finalmente venceram o orc azul e entraram na caverna, consegui arrancar o colar da mão seca do pescoço de Targon que se enfureceu, e quando o combate começou aqui dentro, ele e vários dos outros orcs fugiram pelas escadas de madeira que levam para a plataforma superior.

Tentei ir na direção da mesa com o embrulho, quando de repente um dos orcs que estavam guardando-a caiu morto, um halfling surgiu ali do nada, e agarrou o embrulho. Os orcs se desesperaram e saíram correndo atrás do halfling que veio na direção do lago azul no centro da caverna, sorriu pra mim, e pulou lá pra dentro."

Ficam curiosos com a história contada por Borges. Bauron pega um dos corpos dos orcs e joga no lago, que assim que passa da superfície, desaparece.

Com muita dificuldade, Bauron pega um dos orcs aprisionados, amarra nele uma corda e joga ele no lago. Após alguns instantes a corda afrouxa, e Bauron recolhe-a intacta, sem nenhuma marca.

A curiosidade toma os aventureiros, que acreditam ser o lago alguma espécie de portal, e Drev resolve mergulhar.

O guerreiro mascarado sente rapidamente seu corpo ser puxado por uma sutil correnteza que o puxa para baixo. A iluminação do lago acima começa a diminuir e a escuridão aumentar. Rapidamente abaixo dele, nota que uma nova iluminação começa a surgir, na direção para onde seu corpo está sendo puxado, e no caminho nota o cadáver de um orc morto boiando na água. Seu corpo é levado pelo gentil fluxo a inverter a posição, e sua cabeça segue em direção a nova iluminação.

Drev emerge num novo lago, semelhante ao anterior, mas este está localizado no interior de um bosque. De dentro da água que estranhamente parece ajudá-lo a boiar, vislumbra árvores frondosas, um rico gramado. Ouve pássaros cantando e um deles passa voando sobre sua cabeça. O dia parece ensolarado, mas algo causa estranheza ao viajante. As cores são corretas, mas curiosamente são as mesmas em todo o lugar. A grama parece ser rigorosamente toda da mesma cor. Os troncos das árvores, marrons, não apresentam nenhuma diferença de tonalidade: todos são rigorosamente da mesma cor, assim com as folhagens das árvores e tudo o mais.

Além das curiosas cores, Drev não nota nada de diferente.

O guerreiro mergulha de volta, faz o caminho de retorno e para surpresa dos demais emerge. "Venham!", diz e volta a mergulhar. 

Surpresos e curiosos, o grupo fica um pouco indeciso mas logo Bauron decide ir, seguido por Gerardus e Borges. Isiscarus que tentava argumentar, se dá por vencido e mergulha assim como o titubeante Valgrim. Duvel permanece guardando os orcs acompanhado das mulheres resgatadas que se reuniram no interior da caverna.

O curso é semelhante ao que Drev havia seguido, indo em direção ao círculo azulado e passando pelo orc morto.

Emergem sem dificuldades do outro lado, mesmo aqueles não afeitos ao nado. Rapidamente, todos notam a excêntrica maneira como as cores se apresentam a seu redor.  

De imediato Drev seguido de Borges saem do lago e se sentam no gramado sentindo a brisa agradável do lugar. Borges notando os ferimentos do companheiro, faz uma prece por sua cura.

Valgrim testa a grama, que apesar da uniformidade de cores, tem a textura e cheiro de grama normal.  Nota que o céu é de um azul intenso e estranhamente uniforme.

Bauron segue na direção das árvores, em busca de sinais do orc vivo que havia mandado ou outra coisa qualquer. 

Isiscarus e Gerardus descobrem uma grande parede de rocha natural e de coloração grená, onde um grande portão de pedra se apresenta. Resolvem examinar esse local. Gerardus não identifica movimentação na base do portão, e o halfling não consegue descobrir meio da abri-lo.

Bauron descobre que além das árvores, uma formação das mesmas rochas grená circunda o bosque, e em determinado ponto um portão aberto se apresenta. O anão consegue identificar um caminho de pedra e uma imensidão amarela adiante, mas dali retorna.

Um rápido debate se inicia, onde Isiscarus se mostra precupado com as várias situações seguidas em que o grupo se meteu, sem porém não conseguir chegar ao fim de nenhuma delas, e que no momento gostaria de levar as informações para Vinya e Terena em Brundoval, para regressar finalmente onde tudo começou, Rycote.

Os companheiros refletem rapidamente e com as palavras do halfling ecoando em suas mentes, decidem regressas à caverna dos orcs.

Duvel e as mulheres mantiveram os orcs amarrados e o debate volta a acender os corações.

Rememoram fatos e detalhes das últimas horas, com Borges repetindo o que havia visto. Chegam a  conclusão de que há uma grande possibilidade do halfling furtivo ter roubado o que deve ser a tal arma que a horda encontrou nas montanhas, possivelmente uma espada, o que é confirmado por um dos orcs prisioneiros.

Isiscarus examina a área da mesa de madeira, e identifica que o halfling teria descido de uma plataforma estreita no alto da caverna, degolou um dos orcs de guarda e com a espada, pulou para dentro do lago.

O grupo tenta interrogar os orcs prisoneiros, mas apenas um deles contribui a contragosto dos demais, dizendo que era um escravo torturado pelo tirano Kazarem.

Decidem que seguir novamente para o lago e buscar a espada ainda os manteria alinhados ao objetivo atual, auxiliar Vinya e a Aliança a descobrir o que fazem os orcs.

Sem remroso, passam a espada nos orcs rebeldes e mantem vivo apenas aquele que havia contribuído, Zaro.

Ouvindo o debate do grupo, uma das mulheres Anisia, se oferece para levar uma mensagem para Brundoval, que é escrita por Gerardus. Pergunta ao clérigo como se chama o grupo de nobres aventureiros que salvou a vida dos prisioneiros, mas Gerardus não tem reposta para a pergunta. Ao se despedirem, trata Gerardus com grande reverência. 

Valgrim decide levar o orc Zaro com ele, o que gera uma divertida discussão entre o grupo.

Atravessam o lago uma última vez. 

Seguem pelo portão que Bauron havia descoberto, e observam adiante um grande deserto de areias amarelo intenso.  












quarta-feira, 6 de setembro de 2023

IRONSWORN Sessão B1 com Flecha Mágica - As Terras de Ferro

Salve pessoal! 

Recentemente eu e meu camarada Thiago Elendil (@bs.rpg) tivemos a oportunidade de começar uma aventura usando o sistema IronSworn RPG (ironswornrpg.com) com as ilustres participações da Renata e SirLockee (@sirlockee) da comunidade Flecha Mágica (@flechamagica).

O Elendil foi o narrador, e nessa primeira sessão criamos nossos personagens e começamos a entender o mundo de IronSworn e os desafios que se apresentarão diante de nós.

A Renata está jogando a Yrsa, Sirlockee o Uthred e eu a Leonna.

A sessão está disponível no canal do Flecha Mágica no Twitch e, pra variar, produzimos um relato para registro nos velhos livros dos estudiosos das leituras antigas, onde constam as explicações das mecânicas IronSworn RPG e resultados obtidos :)

Confere aí!


Por Thiago Elendil 

Na ocidental costa fragmentada das Terras de Ferro há uma isolada vila de pescadores, Damula. O nome vem do Velho Mundo e significa “novo lar do povo”. O local fica no topo dos rochedos e é cercado por uma paliçada. Além disso, existem várias armadilhas em torno da comunidade, colocadas ali por Yrsa para proteger a população dos mortos que não descansam e aparecem com a escuridão da noite.

Mesmo assim, Leonna consegue manter uma plantação de cevada próximo de Damula. A produção de cerveja é outra tradição trazida do Mundo Antigo, uma forma de manter a cultura, a esperança de reconstruir o que foi perdido na luta contra os Skulde.

Existem alguns, no entanto, que acreditam que uma solução diplomática é possível, como Uthred, que, apesar de ser um guerreiro veterano, é também um diplomata, e não quer ver outra guerra nestas terras. No entanto, Leonna nunca irá perdoar os Skulde, por levar seu filho como escravo. Da mesma forma, Yrsa fará de tudo para que o passado não se repita (as características da vila foram roladas no oráculo e criadas em conjunto).

Mas outros problemas mais urgentes atormentam a vila. Masias, o representante dos pescadores, veio ao conselho falar como dois barcos de pescas apareceram vazios, à deriva, próximo da costa. Ele acredita que isso é obra de outra vila isolada mais ao norte. Para ele, uma resposta bélica é necessária, antes que o inverno chegue. Mas Uthred consegue convencê-lo (um acerto fraco no movimento “compelir”) que essa não a melhor resposta, em troca ele, Leonna e Yrsa fazem um juramento de ferro, prometendo descobrir o que aconteceu com os pescadores.

Masias leva os aventureiros até a praia, para onde os barcos foram levados. Leonna examina os barcos e percebe marcas no casco, cortes paralelos e profundos (um acerto forte no movimento “coletar informações”). Ao mesmo tempo, Yrsa chama pelos corvos, pedindo um augúrio. Os pássaros voam em círculos no local onde os barcos foram encontrados e fazem mergulhos rasantes (um acerto forte na habilidade augúrio da personagem). Yrsa interpreta como um sinal para que eles procurem as respostas mergulhando no local.

O trio vai até o local, com um barco dos pescadores locais, e discutem o que fazer. Leonna olha para a água transparente e consegue ver, ao seu lado, seu falecido pai, o fantasma que lhe assombra, uma lembrança da culpa que carrega. Ela pede um conselho ao fantasma. Ele diz que é preciso mergulhar e que deve ser rápido, existe algo nas águas, ela deve ter cuidado para não causar a morte de alguém (um acerto fraco no uso da habilidade assombrado).

Yrsa e Uthred mergulham com uma corda, Leonna fica no barco, a postos caso precise puxá-los de volta. Uthred percebe alguma coisa no fundo, 5m abaixo da superfície, ele se aproxima e encontra um corpo, já completamente consumido pela vida marinha, praticamente só ossos. Abaixo do corpo ele percebe um objeto estranho, parece uma pequena estatueta (um acerto fraco no movimento “coletar informações”). Ele começa a tirar o corpo de cima do objeto e percebe, no canto de sua visão, algo grande se aproximando rapidamente. Yrsa também vê e começa a puxá-lo para cima, Uthred consegue pegar o ídolo a tempo, mas não antes de o grande peixe com barbatanas afiadas fazer um corte profundo no seu peito (um acerto fraco no movimento “encarar o perigo”).

Os dois são içados por Leonna em segurança, mas Uthred está envenenado. Os três retornam para a vila rapidamente e procuram a ajuda do velho curandeiro Morien. Enquanto Uthred está sendo tratado, Leonna examina o ídolo. A estatueta representa um demônio, dentes e chifres afiados, língua pra fora, asas. Ela relembra do passado doloroso, pois é o mesmo tipo de ídolo utilizado pelos Skuldes em seus rituais demoníacos.

quinta-feira, 31 de agosto de 2023

FastPlay com o Samuel Hernandez, o Samuca, do cenário ARKHI e da comunidade BrainstormRPG.

Grande prazer em rolar dados com o Samuel Hernandez, o popular Samuca, mente criativa por trás do BrainstormRPG - comunidade e podcast (@brainstormrpg) e autor do cenário de fantasia sombria ARKHI, que foi uma das publicações que fez parte do projeto de sucesso Old Dragon2 da Buró Editora (www.burobrasil.com). Olha o homem aí! 

1) Primeiro RPG?

R. D&D da Grow e Rules Cyclopedia. Logo depois AD&D 2e.

2) RPG de Cabeceira?

R. Old School Essentials (BX).

3) Presencial ou Virtual?

R. O Presencial é incomparável mas hoje prefiro o virtual por conta dos meus projetos de mesa aberta e dos amigos que moram longe.

4) Material físico ou digital?

R. Material Físico. Ainda assim, sem o digital ia ser impossível ter tanta informação facilmente consultável.

5) Uma Classe?

R. Elfo - Pancadaria, Armadura, Vendo e Ouvindo tudo, Coloca os Filhos da Pulga para Dormir, Sente o ventinho das portas secretas e ainda tem vantagem com Ghouls.

6) Teste de atributo?

R. Prefiro não. Em raríssimas situações quando outras ferramentas ou rullings parecem inconsistentes, sim!

7) Aventura ou Campanha?

R. Campanha.

8) Aventura Favorita?

R. Highfell, The Drifting Dungeon.

9) Sessão Inesquecível?

R. Sessão de ARKHI, grupo Pluma Negra enfrentando um exército ARKHImancista (Ouça no Brainstorm Cast).

10) Não joguei, mas queira experimentar

R. Stonehell do grande Michael Curtis.

11) Elminster ou Gandalf?

R. Sem dúvida Gandalf.

12) Preparar ou improvisar?

R. Improvisar preparado. Low prep e atenção nos marcos de cenário do sandbox para propor on the fly com coerência. 

13) Livro Inspirador?

R. A Cor da Magia - Terry Pratchett e Master of The Game - Gary Gygax

14) Filme ou Série Inspiradora?

R. Filme: A Field in England (flerta com conceitos da OSR, mais especificamente Lamentations of The Flame Princess). Série: As animações e longas do Gorgonaut (Morgan King), você encontra no Youtube: Mongrel, Exordium e Spine of Night.

O espaço é seu: Conclamamos os espíritos nefastos a juntarem-se a nós nessa grande comitiva que atravessa o deserto de dunas negras: ARKHI.

Jogue ARKHI conosco: https://chat.whatsapp.com/HtLm9F98XPB7TI0jRFE7vQ


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

RPG E MÚSICA: Artistas que curtem o hobby

Nos últimos anos Dungeons&Dragons voltou a figurar na grande mídia, felizmente desta vez distante do que ficou conhecido como “pânico satânico”, onde movimentos conservadores norte-americanos acusaram e perseguiram não só o jogo, mas artistas musicais e programas de televisão que foram apontados como ferramentas de recrutamento de crianças e adolescentes a “cultos satânicos”.  

Jogos de RPG, que por muito tempo permaneceram relegados a hobbies de comunidades restritas, começaram a ganhar visibilidade e a serem associados a personalidades das mais diversas áreas de atuação. 

Então, o objetivo deste post é reunir artistas da indústria musical que já declararam seu amor por jogos de RPG e assemelhados. Bora lá!    

Para o primeiro da lista, escolhi o Tom Morello, guitarrista do Rage Against the Machine e Audioslave, e que faz parte da mesa de celebridades mestrada pelo ator de Hollywood Joe Manganiello, que por sua vez se tornou uma das celebridades com voz mais ativa em prol do D&D. O personagem de Morello é o anão Kimathi Stormhollow, que inclusive ganhou uma ponta no filme de D&D “Honra Entre Rebeldes”, sendo personificado pelo próprio guitarrista.    

Outro que já declarou seu amor pelo jogo é o guitarrista e líder da rock band Weezer, Rivers Cuomo. O seguinte diálogo rolou numa entrevista à revista Rolling Stones em 2001: 

“Entrevistador: Como um fã do Weezer que teve sua fatia de tempo com dados de 20 lados, gostaria de te perguntar: que tipo de personagem você joga em Dungeons&Dragons?  

Cuomo: Eu giro em torno de, uh... elfo ou meio-elfo, algo com destreza alta... um guerreiro-ladino talvez?” 

Um dos itens de merchandise que esteve disponível numa tour do Weezer há poucos anos, foi um conjunto de dados como o logo da banda. 

Agora vamos para o lado mais pesado da força... 


O finado vocalista Trevor Strnad, da banda americana The Black Dahlia Murder, era um fã declarado de D&D, que levou sua admiração até seus discos, mas não apenas na forma de música... Na edição limitada de seu álbum de 2020, Verminous, a banda incluiu um módulo exclusivo para Dungeons&Dragons 5E baseado na faixa-título e na sua capa, chamado The Depths of Drasted. 

Ainda na linha dos vocais guturais, o icônico George “Corpsegrinder” Fischer do Cannibal Corpse já declarou sua paixão pelo RPG de computador Warcraft. “Tenho um laptop no hotel para World of Warcraft, uso quatro contas [no jogo]. Não estou brincando, esse jogo é tudo para mim”. 

Fã declarado da Horda, uma das facções de Warcraft, Gorge “Corpsegrider” chegou a ganhar da Blizzard, produtora do jogo, um NPC com seu nome, mas que acabou sendo renomeado após uma declaração extremamente infeliz direcionada a seus oponentes da Aliança. 

Da Inglaterra, a máquina esmagadora de ossos Bolt Thrower, infelizmente aposentada, trouxe em alguns de seus álbuns artes produzidas pela equipe da Games Workshop, a celebrada editora da linha Warhammer. 

Alguns dos membros do grupo eram ávidos jogadores de Warhammer, sendo que há relatos na internet de que o vocal Karl Willetts, atualmente no Memorian, comandava em batalha um exército de Elfos Negros. 

Ainda na trilha do Heavy Metal, a banda californiana Gygax homenageia simplesmente o criador Gary Gygax, e além das músicas, as capas dos álbuns são diretamente inspiradas no D&D. 

Pra fechar, o astro Jack Black que além do seu Tenacious D , faz uma participação especial no projeto Probot do Dave Grohl (Nirvana e Foo Fighters). O professor de “Escola do Rock” participa frequentemente de mesas e eventos de caridade, como a da Deborah Ann Woll, Lost Odyssey: Promised Gold.