sexta-feira, 17 de abril de 2026

OD2 - JA1 O Santuário Esquecido parte 1

A Buró Editora lançou já há algum tempo a minha aventura O Santuário Esquecido. Foi extremamente gratificante um vez que OD2 é, na minha opinião, o sistema brasileiro mais completo e abrangente, não devendo nada a nenhum dos medalhões estrangeiros.

Desde que comecei a desenvolver a aventura, sempre esteve nos planos criar uma ambientação consistente que abrisse possibilidades ao mestre de explorar junto com os jogadores a região do Lago Norte e as Três Cidades, assim como seus principais moradores.

E como curiosidade, vários dos nomes de PdMs dessa aventura são PJs do grupo de D&D que participo desde 1991. Então, como formas de homenagem, há nomes ali de personagens que se aventuram há mais 30 anos.              

E mais feliz ainda fiquei quando recebi a mensagem de um amigo, Zé Emygdio do CE (do Joga Iniciativa - RPG Fortaleza @joga.iniciativa.fortaleza),  que ele estava jogando a aventura e gerando relatos dela. Eu particularmente SEMPRE quis ouvir de outros mestres ou jogadores as suas versões das minhas histórias.  

Então, sem mais delongas, vamos acompanhar os bravos aventureiros no mistério do Santuário Esquecido.    

 


Relato Unificado — Sessão 12/03/26

Após deixarem Pomar Branco, o grupo seguiu viagem rumo ao Vilarejo da Figueira, atendendo ao chamado da sacerdotisa Ivrian.
 
A jornada, porém, rapidamente cobrou seu preço. No meio do caminho, sob o sol e o cansaço acumulado, o silêncio foi rompido por um ataque vindo dos céus: grifos famintos mergulharam sobre o grupo, atraídos principalmente pelos cavalos.

O confronto foi rápido, mas brutal. As criaturas, mesmo aparentando fraqueza, demonstraram toda sua ferocidade ao dilacerar as montarias. Em meio ao caos, Evendur enfrentou uma das feras diretamente, enquanto Quintus utilizava sua fé para manter vivos aqueles que ainda podiam ser salvos. O combate tomou um rumo impressionante quando Zellin, o pequeno halfling recém-integrado ao grupo, lançou-se sobre um dos grifos em pleno voo. Com coragem quase suicida, ele atacou a criatura repetidamente até abatê-la no ar, sendo salvo de uma queda fatal graças à intervenção mágica de um aliado. Ao final, os heróis sobreviveram, embora com ferimentos, sem perdas entre os animais.

Seguindo viagem, chegaram ao Vilarejo da Figueira, onde encontraram um ambiente estranho e inquietante. Apesar de um festival animado, com música e batuques constantes, havia uma tensão palpável no ar: guardas atentos, olhares desconfiados e uma sensação de que algo estava profundamente errado.

Buscando abrigo e respostas, o grupo encontrou um pequeno santuário dedicado a Santo Artheus, onde foram recebidos por Ivrian, sacerdotisa local e assistente da líder espiritual Jadhel, que se encontrava ausente — ou, como logo descobriram, gravemente incapacitada. Durante a noite e amanhã seguintes, os aventureiros reuniram informações que revelaram um cenário preocupante.

Uma doença misteriosa assola o vilarejo: começava com calafrios, evolui para febre intensa e culminava em um sono profundo semelhante a um coma — condição que havia acometido a própria Jardel. Paralelamente, surgiram indícios de atividades suspeitas envolvendo contrabando, possivelmente ligados ao prefeito Estefano. Além disso, um jovem homem chamado Galtrek retornara da floresta ferido e em estado de choque, após entrar acompanhado e voltar sozinho, levantando ainda mais dúvidas sobre os perigos que cercavam a região.

Assim, entre o eco dos festejos e o peso de segredos ocultos, o grupo percebeu que o verdadeiro desafio apenas começava. O Vilarejo da Figueira escondia mais do que aparentava — e a investigação que se iniciava prometia ser tão perigosa quanto as batalhas já enfrentadas.

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