sexta-feira, 19 de agosto de 2022

OLD DRAGON Quem é quem na Campanha A

Inicialmente ofertas de trabalho forma distribuídas, buscando aventureiros para agir sob o comando de um grupo chamado de A Organização, sediada na cidade de Rycote.

Bauron Um anão robusto com longa barba loira trançada até a barriga. Apesar de determinado no embate com seus adversários, demonstrou compaixão quando resgatou e trouxe consigo o seu agora companheiro Teebo, o kobold, das cavernas sob a Árvore Morta nas redondezas da vila de Nottinhappens. Ajudou a salvar a vida de Drev nos esgotos e junto com o companheiro descobriu a porta escondida que levou ao portal encantado. (Lucas @zerothepumpking)

 

 Drev Uma figura extremamente incomum, esse homem de armas com longos cabelos negros esconde seu rosto por trás de uma estranha máscara branca. Sua fala parece sempre exaltada e seu comportamento, de início, distante do resto do grupo. Certa vez alguns companheiros viram de relance seu rosto, marcado por cicatrizes e sem nariz. Foi derrubado por Vermes Escarlates nos esgotos de Rycaote, mas a ação de Bauron e Isiscarus o trouxeram de volta. Se despediu do grupo sob a desculpa de ter assuntos pendentes em sua vila.   (Igor @igor.kirchner)

Hash Um altivo sacerdote de Earus, conduziu com determinação os companheiros ao subsolo da Árvore Morta em busca das crianças desaparecidas. Caiu no local ao ser atacado impiedosamente por um golem de pedra.  (Cristian)

 

 Lido O jovial pequenino se mostrou valente e arrojado enquanto acompanhou o grupo na missão de resgate das crianças no complexo de cavernas abaixo da Árvore Morta. Inesquecível sua ação quase suicida quando, amarrado por uma corda, se jogou no fosso de entrada tentando alcançar uma caverna secundária e auxiliar seus companheiros no combate com um grupo de kobolds. (Daironne @daironne7)   

 

 

 

Valgrim Faltazomba O rotundo anão narigudo e de desgrenhados cabelos e barba ruivos, se destaca dos demais de sua raça pelo incomum interesse pelas artes arcanas. Com um humor divertido, sempre tem uma piada na ponta da língua e não perde a oportunidade de satirizar seus companheiros. Galanteador convicto, fez fundamentais descobertas na biblioteca de Rycote sobre as ruínas sob a cidade e principalmente sobre o mapa que encontraram dentro da Senhora da Serpente. (Dirceu)

Isiscarus O pequenino parece ser mais “cascudo” que seu jovem rosto demonstra. Encontrado por acaso preso por kobolds no subterrâneo da Árvore Morta, voltou a encontrar o grupo na cidade de Rycote quando havia sido contratado pelo nobre Lotar de Hildebrand   para investigar sobre o sumiço da estatueta Senhora da Serpente. De dedos e lábia precisos, foi tão eficiente em abrir cadeados como em dobrar os sisudos anões da Guilda dos Mineradores a soltar informações sobre as ruínas de Rycote. Como o próprio halfling já disse a seus companheiros, "sua vida é uma diária tentativa de se equilibrar na corda bamba entre o abuso e a prudência". (César Milman @cesarmilman)

 

 

Ekundayo O sério e introspectivo sacerdote de Umthar juntou-se ao grupo quando respondeu ao chamado dA Organização quando convocados a investigar o sumiço da Senhora da Serpente. Quase foi morto pelos Vermes Escarlates nos esgotos de Rycote e ficou desacordado por vários dias. Nesse período, foi orientado por sonhos que ajudaram o grupo a localizar a estatueta. Pouco depois, decidiu seguir seu próprio caminho. (Cristian)  

Lotar de Hildebrand Um suposto nobre da cidade de Rycote, sua família já viu dias mais promissores na cidade. Interessado pelas artes arcanas e conhecedor de várias características de sua cidade natal, se viu envolvido contra sua vontade na investigação sobre a Senhora da Serpente. Numa jogada de mestre, encantou o elfo negro Va’halish nos esgotos de Rycote, entregando-o à guarda quando recuperaram a Senhora da Serpente. (Alex @alex.van.nery)

Gerardus O sacerdote de Exdos, foi alistado pelo grupo quando se viram enfrentando mortos-vivos nas Catacumbas dos Esquecidos. Ao explorar com seus companheiros as cavernas existentes além do portal da sala escondida descoberta por Bauron, se deparou com um mal inimaginável. Ao peito, carrega o símbolo de Exdos, um martelo sobre um escudo, em sinal de sua devoção(Lestat).


 

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

OLD DRAGON Sessão A16 Algo se esconde próximo ao mar

 

17/08/2022

 Alguns permanecem olhando o batente de pedra que provavelmente demarca um portal, enquanto outros dão a última olhada ao redor da sala.

Não encontrando nada, voltam sua atenção para o jarro. Colocam uma das bolinhas dentro dele. Imediatamente, uma suave luminescência branca toma conta do vaso, e semelhante iluminação começa a subir pelas laterais do umbral, atingindo a metade de sua altura, para seu curso e repentinamente se apaga. Em instantes, a iluminação do vaso se apaga também.  

Lotar em determinado momento diz “Bem, vocês realmente querem tentar abrir esse portal?”

“Lotar, fica quieto e a bota a cabeça pra pensar!” responde Isiscarus.

Das bolinhas que Valgrim havia recolhido, transferem todas para dentro do vaso. Mais uma vez este se ilumina, o umbral começa a se iluminar... chega até a metade de sua altura... e se apaga junto com o vaso.

Recolhem todas as bolinhas que permaneciam espalhadas nos cantos da sala e as colocam no interior do vaso. Mais uma vez umbral e vaso se iluminam, mas voltam a se apagar.

“Certamente o painel tem relação com o segredo... há seis cavalos no painel diferentes dos demais... vamos retirar seis bolinhas” declara Lotar. Umbral e vaso voltam a se iluminar... e se apagam.

“Deixemos seis bolinhas...” diz Lotar. Bauron recolhe as excedentes e as guarda consigo. O vaso se ilumina, assim como o batente de pedra. Mas desta vez a iluminação segue até o topo do umbral e a superfície interna de pedra começa a se iluminar na mesma suave luz branca.

A imagem de uma caverna com paredes e piso naturais aparece diante dos aventureiros.

“Vocês tem certeza que atravessar esse portal é uma boa ideia?”

“Cala a boca Lotar!” responde Isiscarus.

Discutem rapidamente, Isiscarus, Teebo e Bauron decidem atravessar. Assim que Isiscarus chega do outro lado é engolido pela escuridão da caverna... “Bauron, o que você tá vendo?”

“Isiscarus, só nós dois chegamos...” ouve o halfling na aflita voz de Teebo.

Na sala do portal, o grupo se entreolha perplexo quando Bauron é impedido de vencer a parede. Vêem claramente a iluminação da tocha de Gerardus ultrapassar os limites do portal e iluminar parte da caverna adiante. Começam a discutir sobre o porquê do anão não ter conseguido passar. Numa tentativa desesperada, Bauron acende uma tocha e joga-a contra o portal.

“Uma caverna, uma mesa de pedra, muita areia no chão” diz Teebo. Enquanto Isiscarus diz para Teebo que se acalme, uma tocha acesa atravessa a parede vindo do onde deveria ser o portal e cai no chão, revelando a caverna que Teebo havia descrito. Rapidamente o halfling recolhe a tocha e faz uma mesura na direção do portal e dispara para examinar a mesa de pedra.

A discussão continua por algum tempo e Lotar amarra uma adaga em uma corda e os arremessa contra o portal. Atravessam, e logo Isiscarus segura a outra ponta e começa a puxá-la. Vendo que a passagem continua aberta, Gerardus atravessa o portal e logo se vê ao lado de Isiscarus e Teebo.

Em determinado momento o portal do lado de Lotar, Bauron e Valgrim se apaga, assim como o vaso. Um som de tilintar vem de um dos cantos da sala onde estavam os cacos do segundo vaso. Notam que lá estão todas as bolinhas de vidro, e o vaso com Bauron agora está vazio. Recolhem seis das bolinhas e as depositam no vaso e o portal se abre novamente. Bauron atravessa, seguido de um contrariado Lotar. Valgrim coloca o vaso sobre a bancada de pedra e também atravessa o portal.

Isiscarus havia removido com Teebo uma grossa camada de areia da superfície da mesa e descobriram diversos entalhes regulares nela inscritos. Tocando a superfície, esta se ilumina com uma aura levemente branca como o vaso da sala de origem.

Gerardus nota um leve odor que muito se assemelha ao que havia sentido numa cidade à beira do mar, que os locais chamavam de maresia.

Lotar nota que junto à parede exatamente oposta à localização do portal existe uma maior concentração de areia sobre o chão e com a ajuda de Gerardus começam a procurar na parede alguma indicação de uma porta. Rapidamente acham um pedaço de rocha que parece se projetar mais que os outros da parede.

Bauron e Teebo inspecionam as paredes próximos ao umbral do portal, e a própria estrutura do batente. Nota que está coberto por muita poeira e após alguns instantes descobrem que há várias reentrâncias que quando livres da areia, revelam símbolo semelhantes aos encontrados por Isiscarus sobre a mesa. O halfling volta a tocar sobre a superfície da mesa, três símbolos específicos se iluminam. Quando os mesmos na mesa são tocados, o portal de pedra como um todo se ilumina revelando adiante uma sala construída em blocos, uma mesa de pedra, um vaso de cerâmica e um painel com várias repetições de pequenos cavalos. Satisfeitos com a descoberta, ouvem de Lotar “Não seria melhor voltarmos?”   

“Se fosse mais alto, te dava um tapa. Deixa de ser medroso, Lotar!” exclama Isiscarus.    

 O halfling com sua vara aciona a pequena pedra saliente na parede, que revela uma porta.

Adiante o grupo identifica uma grande caverna e logo a frente duas grandes rochas se projetam do solo.

Gerardus e Isiscarus se aproximam das rochas e notam que mesmo corroídas pela erosão, várias figuras ali estão inscritas. Em princípio peixes dos mais diversos tamanhos. O halfling identifica um ser marinho, cujo preparo feito por um mercador produziu um prato delicioso. Chama-se lula. Em certos pontos notam que misturados com os peixes, criaturas humanoides com estranhas protuberâncias nas cabeças podem ser identificadas. Gerardus lembra de certos ensinamentos que diziam haver estranhos cultos a deuses ancestrais que viviam no fundo do mar, e Lotar lembra de um livro de contos sobre viagens marítimas e piratas, em que numa das histórias havia um estranho povo que vivia nas profundezas e atacava barcos e vilas pesqueiras.

Andam mais adiante na sala e descobrem que na sua extremidade existem três túneis, um mais largo à direita que parece descer e dois mais estreitos à esquerda. Alguns membros da trupe começam a se sentir mais temerosos...

Lotar sugere examinarem os corredores da esquerda e depois de ser assustado por Valgrim, descobre que na verdade os dois se juntam mais adiante e não há saída. Mas inspecionando este túnel, nota que uma das paredes é coberta por pilhas de rochas. Os anões afirmam que um desmoronamento ocorreu ali.

Resolvem seguir pelo túnel a direita. Gerardus percebe que é praticamente uma ladeira e desce por alguns metros. Chegam a uma grande caverna, cuja altura os anões acreditam ter em torno de seis metros. À direita do caminho, o clérigo nota um pequeno lago, semelhante a outros que se espalham junto a outras paredes do ambiente. Gerardus segue com passos cuidadosos.

Em certo ponto o caminho se torna plano. Gerardus percebe que chegaram a uma espécie de área central da caverna.

O clérigo se assusta quando percebe duas figuras em trajes negros aparentemente ajoelhadas diante de uma estátua que praticamente atinge o teto.

A estátua representa um estranha figura humanoide com grandes asas de morcego. A cabeça possui olhos amedrontadores e do rosto, tentáculos monstruosos se projetam.

“Agora nós vamos embora, não é?”

   

 

 


 

domingo, 14 de agosto de 2022

OLD DRAGON Sessão B8 O segredo no espelho

 

12/08/2022

Os desmortos haviam sido enviados para seu novo descanso, mas o desespero tomava conta do coração de Gondorim. Aos poucos Soturno voltava a se mover, mas Gundabad permanecia inerte no chão do grande salão de mármore rosa.

Gondorim ao mesmo tempo que chamava pelo filho, examinava o ferimento provocado pela mordida do carniçal. Gundabad parecia respirar, seu coração ainda batia, mas braços e pernas permaneciam rígidos.

Os companheiros ajudam Soturno a se levantar com dificuldade, e Gondorim continua chamando pelo nome do filho e após angustiantes minutos, o seguidor de Duncandin vagarosamente começa e movimentar seus dedos. Aos poucos a vontade vai retornando ao corpo de Gundabad.

“Duncandin manteve seu punho forte nos protegendo”.

Gondorim com um pouco de água e sabão, limpa os ferimentos de Gundabad e Soturno.

O grupo discute rapidamente sobre continuar ou bater em retirada e Gundabad declara que para continuar precisará mais uma vez apelar às dádivas de seu deus. Eri questiona o clérigo se naquele lugar Duncandin ouviria suas preces.

Gundabad com as duas mãos suspende um pequeno martelo preso por uma fina corrente de prata em volta se pescoço e clama fervorosamente pelas dádivas de Duncandin. Uma sutil aura envolve o pequeno martelo e aos poucos vai se transferindo para às mãos de Gundabad, e então envolve seu corpo. Apesar de ainda sentir a dor em seu braço, o clérigo sente parte de seu vigor restabelecido.

“Prima, nunca duvide da benevolência de Duncandin. Zeloso, ele permanece vigilante”. Erisdrale silenciosamente aquiesce.

Gondorim diz ao grupo que em determinado momento, notou no grande espelho montado na estrutura de pedra, olhos observando-os durante o combate. Se aproximam da estrutura do espelho, Thorn segue até a entrada à esquerda de onde vieram os carniçais e permanece de guarda.

Feita em pedra, a estrutura possui seis degraus que chegam até as estátuas de dois elfos armados com espadas, que ladeiam a superfície de pedra onde está preso o espelho. Eri e Gondorim acreditam que a estrutura como um todo não está cravada ou presa no chão.

Gondorim toca a superfície do espelho, e tal qual uma pedra caindo na superfície de um lago, uma onda circular vai se afastando daquele ponto e se perda nas beiradas do espelho. “Um vulto! Atrás daquela pilastra!” grita a velho anão. Eri e Soturno correm para o pilar indicado, mas não encontram nada.

Por vários minutos os anões investigam a superfície do espelho, tocam-na e examinam seus detalhes. De repente, a imagem no espelho mostra que do pilar que Gondorim havia indicado, uma figura encapuzada vagarosamente vai se revelando e passa a passo vai se dirigindo ao espelho.

Os anões olham ao redor. Nada de diferente é notado aqui.

Um velho apoiado num cajado se dirige até os degraus e parece olhar adiante. Os olhos são os mesmos que Gondorim havia notado durante o combate. Os anões tentam interagir com a imagem mas não obtêm reposta, até que repentinamente notam o velho olhar para o rosto de cada um deles e dizer “Isso será interessante”. Se afasta e retorna para trás do pilar de onde havia saído. Por vários minutos, os anões permanecem desconcertados olhando o espelho.

Finalmente resolvem seguir adiante. Examinam a grande figura que cobre todo a parede atrás do espelho. Gundabad e Gondorim acreditam que esta não possui relação com os conhecimentos divinos, muito menos com as tradições dos anões.

O corredor à direita que sai do Salão dos Pilares segue por cerca de 6m e parece virar também a direita. O corredor à esquerda do Salão, onde Thorn havia permanecido de vigília, segue por aproximadamente 12m e vira a esquerda. Decidem pela esquerda.

O corredor possui o tradicional mármore rosa e a onipresente iluminação. No fim do corredor, virando à esquerda, uma porta de madeira entreaberta bem construída e com rebuscadas padronagens dá acesso a uma sala que Erisdrale cuidadosamente examina da entrada.

Uma sala mobiliada com dois sofás e dois divãs, cujos estofados sofreram com a ação do tempo. Uma pequena mesa sobre um tapete estampado e sobre uma das paredes uma outra tapeçaria de uma mulher de cabelos negros segurando uma bússola. Examinam tapeçarias e paredes, cobertas ou não e Gondorim leva de lembrança um bule de prata que repousava sobre a mesa.

Desta sala, na parede oposta a porta por onde entraram, existem dois corredores.

O grupo segue pelo corredor à esquerda, tomando os cuidados habituais.

Chegam em uma nova sala que possui uma tapeçaria na parede com padronagens azuis e amarelas. Dela, um corredor segue pela parede à esquerda e duas portas de madeira, à frente e à direita.

Erisdrale olha pela fechadura da porta à frente: uma cama coberta por um mosquiteiro.

Ao olhar pela fechadura à direita, consegue vislumbrar outra cama com mosquiteiro, uma penteadeira... diante da penteadeira uma mulher está sentada, penteando cuidadosamente seus longos cabelos loiros.

A anã cuidadosamente tenta abrir a fechadura trancada, mas não consegue.