terça-feira, 28 de novembro de 2023

FastPlay com o onipresente Newton Nitro, autor de 2d6World e Legião para Old Dragon

O cara é professor, tradutor, consultor, autor literário e de material para RPG, conduz canais no YouTube e blogs... E ainda joga!!! O Newton Nitro (@newtonnitro) arrumou um tempo entre a provável rotina corrida e rolou uns dados comigo. Confere aí!


1) Primeiro RPG?

R. Meu primeiro RPG foi Dungeons & Dragons Caixa Vermelha de Frank Mentzer, a edição básica de 1983, que conheci em 1984. Eu tinha cerca de 12 anos na época, e foi amor à primeira rolagem de dados.

2) RPG de Cabeceira?

R. Meu RPG de cabeceira é atualmente o meu sistema (e agora com livro físico!) 2d6WORLD PbtA. Sou Narrativista Hardcore e faço parte da Igreja do Apocalypse desde o lançamento do Apocalypse World em 2010! Adoro o meu cenário Legião também!

3) Presencial ou Virtual?

R. Eu prefiro jogar presencialmente, mas amo jogar virtualmente também!

4) Material físico ou digital? 

R. Eu gosto de ambos, mas ultimamente tenho usado mais materiais digitais por causa da praticidade e facilidade de acesso.

5) Uma Classe?

Minha classe favorita é a do Mestres dos Magos! Eu jogo muito pouco como jogador de rpg. Mas, quando jogo, eu sempre jogo de mago. Eu adoro a variedade de magias disponíveis e a sensação de poder que vem com a capacidade de controlar a realidade.

6) Teste de atributo?

R. Meu teste de atributo favorito é o teste de Carisma. Eu adoro conflitos sociais, manipulações, interações, seduções, passar a lábia etc, é a parte que mais curto!

7) Aventura ou Campanha?

R. Eu gosto de ambas, mas prefiro campanhas longas que permitem o desenvolvimento dos personagens e a construção de um mundo mais profundo e detalhado.

8) Aventura Favorita?

R. Minha aventura favorita é a saga da Grande Conjunção de Ravenloft, uma campanha clássica de AD&D que tem um lugar especial no meu coração.

9) Sessão Inesquecível?

R. Minha sessão inesquecível foi uma campanha de Legião 2d6WORLD PbtA, a Legião Grotesca, em que um personagem dos meus jogadores, um monge, teve que sacrificar sua vida para salvar o mundo. Foi um momento emocionante e impactante para mim como mestre e sedimentou meu amor pelo Narrativismo e pelos PbtAs.

10) Não joguei, mas queira experimentar

R. Eu adoraria experimentar o Mutant Year Zero.

11) Excalibur ou Stormbringer?

R. Eu prefiro Excalibur. Eu adoro a mitologia arturiana!

12) Preparar ou improvisar?

R. Eu gosto de uma mistura de preparação e improvisação. Eu gosto de ter um plano básico, mas também de estar aberto às escolhas dos jogadores e às reviravoltas na história.

13) Livro Inspirador?

R. Uma saga inspiradors para mim é a Saga Malazan, o Livro dos Caídos de  Steven Erikson. Melhor saga de fantasia sombria e adulta de todos os tempos!

14) Filme ou Série Inspiradora?

R. Uma série inspiradora para mim é "Stranger Things". Eu adoro a maneira como a série mistura elementos de ficção científica e terror com um toque de nostalgia dos anos 80, a minha época!!!

sábado, 25 de novembro de 2023

OLD DRAGON Sessão D8: A tumba parte 2

 24/11/2023

As catacumbas cheiram a morte. E esse cheiro começa a entranhar no corpo dos aventureiros.

Ainda se recuperando dos vômitos, reação de organismos ou cheiro e a opressora sensação, alguns notam o esqueleto que se aproxima.

Zanana, sedento por se vingar de alguma coisa, qualquer coisa, pelo sentimento de ter sido torturado, saca a espada que os companheiros haviam cedido a ele na sala das estátuas e desfere golpes poderosos no desmorto... mas nota que além deste outros esqueletos se aproximam da mesma direção e grita aos companheiros. Thorvanak apesar de ainda afetado pelo mal das catacumbas, se aproxima do aliado e forma com ele uma parede para evitar avanço dos inimigos.

Valgrif ainda zonzo, prepara rapidamente uma ânfora de óleo, que acesa é arremessada por cima de Zanana e Syr Thorvanak. A tensão cobra seu preço e o arremesso é um pouco forte, atingindo levemente os últimos da turba, que com os ossos expostos em chamas, recuam.

Aos poucos Zanana e Thorvanak vão entendendo as melhores estratégias para combater os mortos-vivos. O paladino chega a lançar mão de chutes e socos que parecem mais efetivos que sua espada. Zanana vai mirando seus golpes para jogar esqueletos uns contra os outros.

Eldaryon ainda afetado pelo mal das catacumbas, tem uma ideia e pede ao elfo Orgalad, aparentemente em choque com a cena surreal, e sobre no ossuário que forma o corredor onde estão. Acima cerca de 2,10m dos demais, o elfo consegue uma visão privilegiada do combate e começa a orientar os demais.

A partir das informações do elfo, Valgrif e o ainda desorientado Orgalad contornam o ossuário, flanqueando os esqueletos, e Berthanghar se une a Zanana e Thorvanak na contenção.

Apesar do sucesso em conter os inimigos, eliminando alguns ou derrubando outros, Zanana e Thorvanak são atingidos pelos dedos descarnados dos esqueletos que perfuram como adagas, e agora o paladino exibe um profundo corte no rosto que sangra profusamente pescoço abaixo.

Flanqueando os esqueletos, Valgrif vai abrindo caminho até praticamente cercá-los com seus companheiros.

De cima do ossuário, Eladryon dispara flechas certeiras com tranquilidade. Olha para o outro elfo e diz "Aprenda como se faz Orgalad".

Tendo deixado cair seu martelo, Valgrif usa a beirada de seu escudo para atingir o último de seus adversários, que recebe o golpe final da alabarda pesada do anão Berthanghar.

O silêncio das catacumbas agora é entrecortado pela respiração ofegante dos exploradores. Valgrif recolhe o martelo e se posiciona para observar os corredores adjacentes. Eldaryon ainda sobre o ossuário, olha ao redor: as catacumbas continuam além de sua capacidade de visão, os ossuários parecem ter alturas distintas e alguns metros adiante, um deles parece mais alto que os demais.

Por algum motivo memórias passam por suas cabeças: a ampulheta já foi girada, dando início à contagem das 24 horas. Venceram o andar do templo e agora estão no 2o nível, que se mostrou o cenário de pesadelos das catacumbas. Hannes, ao lançar o desafio, disse que o cristal amarelo se forma em algum lugar do 3o nível.

Apesar de alguns se concentrarem nos próximos passos, outros têm dúvidas se a decisão de invadir o Templo de Marduk foi correta.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

IRONSWORN Sessão B4 com Flecha Mágica - Sangue e honra?

Por Thiago Elendil (@bs.rpg)

Finalmente retornam à Damula. O trio precisa de um descanso.

Infelizmente, o descanso é curto. Ulthred precisa falar para Beca o que aconteceu com sua aprendiz. Ele conta como cometeu um erro no passado, quando se mostrou arrogante, quando achou que seu julgamento era mais importante que o de outras pessoas. O que levou a um jovem rapaz vagar desarmado peças Terras de Ferro, levando a sua morte. Beca fala que ele parece não aprendido com esse erro do passado. Ela agradece a notícia sobre sua aprendiz, mas fala que não pode mais confiar nele.

A tocha do Conselho é acesa. Os conselheiros tomam seus lugares. Morien, o velho curandeiro, Valeri, a guardiã das tradições, Masias, representante dos pescadores, Parcell, comandante militar e Ulthred, diplomata e guerreiro. Ulthred relatou tudo que aconteceu com o grupo até o momento. Um longo debate acontece. O trio expressa seu desejo de ficar e lutar, de não ser mais uma vez expulsos pelos Skuldes. Mas concordam que entregar a localização da vila para Avila não é uma boa escolha. Acabam decidindo lutar e, para mostrar boa-fé, ensinar os segredos da madeira-ferro para a tribo do Olho e da Adaga.

Antes de partirem, Parcell conversa com Leonna, pergunta sua opinião. Ela demonstra coragem, mas também mostra que deseja cooperar com Avila e evitar conflitos com eles. Mas essa não era a resposta que Parcell procurava. Yrsa dá uma resposta que agrada um pouco mais o comandante, falando que fará o necessário para derrotar os Skuldes.

Em torno de 25 soldados se preparam e marcham pela manhã, sob o comando de Parcell. Apesar de não serem religiosos, sabendo que enfrentarão o terror dos Skuldes, alguns pedem a bênção dos deuses para Leonna. Ao chegarem na fronteira do pântano Vau Verde, encontram com Avila e seus guerreiros. Ela pergunta sobre o acordo para Ulthred, mas Yrsa intervém e fala que eles irão ajudar a expulsar os Skuldes, e não deixa claro nenhuma recompensa além disso. Não querendo perder a oportunidade, mas claramente ressentida, Avila concorda em juntar forças.

Os dois bandos de guerreiros marcham para dentro do pântano até as ruinas dos inimigos dos skuldes. Lá enviam um grupo de voluntários que servirão de isca, para que a batalha seja travada nas ruinas. O plano funciona e em pouco tempo os Skuldes se organizam para cercar as ruinas. Os tambores e gritos de guerra dos Skuldes trazem memórias aterrorizantes para as mentes dos soldados.

Uma espécie de xamã dança e canta palavras guturais, enquanto é erguido em uma plataforma. Ele mergulha um cajado de osso com um crânio da ponta em um recipiente com sangue, depois lança o sangue sobre os guerreiros, gritando fervorosamente. Yrsa acaba com isso, lançando uma flecha no pescoço do xamã. Os Skuldes, em fúria, invadem o castelo e a batalha começa.

A luta é sangrenta. Ulthred é ferido por uma lança quando tenta enfrentam um líder Skulde, mas é salvo por Leonna, que cuida rapidamente do ferimento. Yrsa derruba vários com suas flechas, mas é atacada por um Skulde que a derrubada das ameias. Ulthred se lança mais uma vez contra o enorme Sklude líder e dessa vez consegue feri-lo. Por um momento a batalha parecia perdida, mas a fúria desmedida e falta de liderança sensata dos Skuldes os coloca em posição desfavorável. Eles são cercados e rechaçados. Vários morrem de ambos os lados da refrega. 

Vários Skuldes batem em retirada, sendo seguidos por Ulthred, Yrsa e um bando de guerreiros e arqueiros. Yrsa e seus arqueiros tentam encontram um ponto de emboscada, de onde poderão atacar os fugitivos.

Leonna fica para trás, no forte em ruinas. Quando pensa que o pior já passou, vê Parcell gritando ordens para que seus soldados matem os guerreiros de Avila, que estão cansados, feridos e em menor número. Leonna precisa decidir se tentará impedir mais derramamento de sangue, dessa vez de seus aliados.

Link para a sessão anterior: dadosecanecas.blogspot.com/2023/10/ironsworn-sessao-b3-com-flecha-magica.html

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

OLD DRAGON Sessão D7: A tumba parte 1

Cautelosamente o grupo avança na sala hexagonal de mármore branco.

Eldaryon e Berthanghar observam a plataforma sobre a qual a ampulheta está depositada. Syr Thorvanak se aproxima da porta de metal do lado oposto da entrada enquanto Valgrif vai até uma das fontes. Na porta, Buster e Zanana observam os movimentos dos demais iluminados pela luz da tocha de Thorvanak.

Muito tempo se passa naquela sala e muito dela é examinado. Descobrem que ampulheta certamente mede muito mais que uma hora e a plataforma possui entalhes no mármore representando mulheres em túnicas leves, e na direção da porta, uma espécie de pedra é representada. Por fim, decidem  amarrar um corda na parte superior da ampulheta e recuam para o corredor de onde haviam saído. Valgrif puxa a corda e da sala, a ampulheta gira e quando a areia começa a fluir, ouvem um estalo... a porta adiante se abre para fora. "Nosso tempo começou a correr..." diz Valgrif.

Syr Thorvanak precisa acender nova tocha, e da porta, observa uma sala retangular construída em blocos de pedra. Poucos passos lá dentro revelam seis estátuas de aproximadamente 2m de altura sobre blocos, três de cada lado, no fundo da sala o início de uma escadaria. Aos pés de uma das estátuas Thorvanak descobre um cadáver, já descarnado, vestindo trajes que o tempo deles muito consumiu. Uma cota de malha e uma espada. Berthanghar e Eldaryon examinam o esqueleto mais detidamente e encontram uma mochila, dentro da qual pequenos sacos com algumas pedras preciosas, moedas de prata e ouro e dois pergaminhos enrolados. Eldaryon acredita que sejam escritas mágicas... "mas não temos tempo de estudá-los agora, o tempo está correndo" completa o elfo.  

Zanana agora portando cota de malha e espada acompanha Syr Thorvanak na dianteira. A escadaria desce por mais de uma dezena de metros, até chegar a um fim... diante do grupo a luz da tocha revela uma espécie de plataforma de pedra no limite da qual duas novas estátuas parecem observar os visitantes, e além dela escuridão.

Thorvanak segue alguns passos na direção de uma das estátuas e imediatamente suas narinas são tomadas pelo pungente fedor de morte. Avisa os companheiros que cautelosamente se aproximam.

Buster e Berhanghar examinam detidamente as estátuas. Thorvanak, Valgrif e Eldaryon buscam entender o que existe além da plataforma. Quatro ou cinco degraus conduzem a uma enorme área imersa na escuridão, cujo teto aparece no limite da luz da tocha. Alguns metros adiante, três paredes separadas por cerca de 2m umas das outras sobem a até cerca de 3m de altura. 

Determinados a seguir adiante, optam por contornar junto a parede pela esquerda. Aqueles que seguiam adiante tem um breve entendimento do que são essas paredes: suas superfícies são cobertas por várias placas quadrangulares de cerca de 1m de lado. Algumas dessas placas estão quebradas ou jogadas no chão, e esses espaços revelam trapos podres, ossos amontoados e caveiras. Alguns estão vazios.

A sensação de opressão agora é quase palpável, e o fedor de morte é insuportável. Syr Thorvanak começa a vomitar, e é seguido por Valgrif... um após outro os aventureiros vomitam na escuridão. Apenas Zanana e Berthangahr conseguem controlar seus estômagos.

São justamente esses dois que notam uma breve movimentação na escuridão, seguido de um som de arrastar... um esqueleto rompe o véu negro na direção dos debilitados exploradores.